domingo, 11 de julho de 2010

Porques?

vPorque tanto sofrimento...


Tanta angústia, medo

Se as respostas estão tão perto dentro de você na sua frente?

Porque essa fuga descontrolada...

Se continua deixando a alma aprisionada

O coração encarcerado a consciência pesada?

Gostar de você

Como posso gostar tanto assim de alguém?


Se nem sei quem é direito?

Se ainda sei tão pouco de você

Se esta certo apenas dentro do meu peito



Como posso ficar pensando

o dia inteiro sonhando

Se nunca lhe vi

nem sei qual o teu cheiro



Como posso lhe descrever tão completamente

Com riqueza de detalhes

Nem sei como é direito tua aparência

Nem quais são tuas verdades



Como posso me identificar com alguém

Com tantas poucas coisas que sei

Como desejar um beijo

Se nem sei se me percebeu também
Uma doce Loucura



As flores invadiram a rua


Fizeram do asfalto um jardim


Rachaduras por todo lado fazem um tapete de jasmim


As luzes se apagaram


Agora as lâmpada são estrelas e os postes solitários se transformaram em trepadeiras


AS buzinas e sirenes não tocam mais


Dando lugar a sinfonia de pardais


E a lua que de fazes se dividia


Agora brilha todo dia

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dismestifiando

Não é nenhum dia especial

Nem uma data importante

Nada aconteceu de novo

E eu ainda sou como antes

A lua ainda brilha da mesma forma

Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa

O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados

Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza

E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza

As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto

O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira



Minha poesia também não muda

Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação

O final fica sempre em aberto

Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais

Meu perfume ainda é o mesmo

Só ainda não tenho você por perto

Sem controle

Não , não posso me conter


Me deixe então sozinha com a minha poesia

Se não tenho como gritar,

Minha voz não chegaria aos quatro cantos, então vou escrever

Quem sabe alguém possa ler e lendo absorver e entender?





Não . não tente me impedir

Deixe-me sossegada na minha euforia

Ela não é ilusória

Eu sei que muitos a querem

Então ela não é só minha e nem imprópria



Não , não tente me dizer

Que não posso que não deveria

Porque não tenho medo ,nem covardia , saia não apague o que escrevo



Não, não vou me conter, nem há quem me impeça de ser o que sou,

De fazer o que faço

Vou continuar por onde for

Porque acredito inteiramente no amor!

Noturno

Noturno


Abraço a noite

E não vem o sono

Apenas dorme quem não tem amor

Acordada, sonho



Meus pensamentos pedem passagem

Minha alma devaneios

Flores soltas em aroma e cor

Dorme apenas quem não tem amor

Casa Vazia


Casa vazia uma cadeira na varanda

O vento soprando ,luzes acessas nas janelas vizinhas

È noite de lua cheia

Eu recostando o pensamento cansado de voar tão alto,

De correr pra tão longe cruzando estradas , montes

Casa vazia, noite serena e fria

Coração batendo em tom alto

Como meu vôo ao infinito

Distante prossigo sem sair do lugar

Outono


Outono


O outono tardio se faz

Bosques vazios

O chão um tapete de folhas secas

Um rio inerte pelo frio

O coração quase parando repleto de incertezas

De certo apenas esse desejo meu desatino

Amor Sem Fim


Há uma luz, um brilho que não morre


Um algo mis que não se apaga

Um som que ecoa longe e tão perto

Em meu peito vazio e repleto

Repleto de amor

O teu olhar não morre

Teu sorriso não se apaga

Tua voz ainda escuto por todo o canto

Amor que não se acaba

Perfil


Perfil

Sou uma mescla

Uma mistura na luz da Lua

Sou o mel, do pólen a cor

Para uma abelha mal avisada sou uma flor

Sou uma espera, uma porta sempre aberta

Sou inteiramente amor

Essa Noite


Essa noite eu queria ficar assim;


Deitada em teu colo

Eu queria apenas ficar assim

Lua lânguida, sombras, sonhos, almas afins



Essa noite eu queria teu ´perfume

Deitada em teu colo

Eu queria apenas teu perfume

Amadeirado, adocicado que invade



Essa noite eu queria ouvir teu coração

Deitada em teu colo

Ouvindo apenas teu coração

Suave , suave

Como vento lá fora



Essa noite eu queria que fosse verdade

Deitada em teu colo

Eu queria apenas que fosse verdade

Teu colo, teu coração,você

que é minha felicidade



domingo, 6 de junho de 2010

Amor sem fim

Eu perdi o controle da poesia


Ela mesma se deita no papel por mim

Porque meu peito

Virou vazante tão inconstante que transborda amor sem fim

Controle

Eu posso mudar meu caminho


Mudar a aparência a posição do relógio na parede

Mudar meu lugar à mesa

Eu posso trocar de roupa tantaas vezes que eu puder

Posso trocar as estações do rádio

Trocar o garfo por colher



Eu posso tomar qualquer decisão, certa ou errada

Posso tomar café ou água gelada quem sabe até uma limonada

Eu posso dominar a situação

Mas no entanto virei escrava do amor que tomou conta do meu coração

Amor perfeito

Bate no peito amor perfeito

Que não tem jeito

De silenciar

Bate tão alto que nem amplificador

Tem como se comparar

Amor no peito em mim fica do lado esquerdo

Mas é em todo peito que faz pulsar

Pulsa aqui e no corpo inteiro

Faz estremecer faz delirar



Nasce no jardim bem lá no meio

Como flor ...Amor perfeito

Também tem lugar no canteiro do amor

Recebe em troca um jardineiro um poeta ou doutor

Esse querer aventureiro

Não importa quem se foi hoje ou ontem

Seja na mulher ou no homem

O que realça e o perfeito amor

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Verde Ramaria

Verde Ramaria

Que me concede mais uma poesia

E pela estradinha desenhando em ziguezague aterrada

Lá se vai a Romaria

Tão longe vai que já nem mais escuto a cantoria

Clamando e chorando seus ais na languida melodia

Agora nesse momento sinto apenas a aragem,

balançando um sino preso na janela

E um pequeno giro do cata-vento de folhas de seda amarela



A verde ramaria ainda brilha tendo a ventania nas folhagens

Logo anuncia uma chuva ao entardecer

E me concede novamente força pra caneta fremente escrever

E assim a chuva desce assentando o pó da estradinha ao longe

No ziguezaguear encharcando a verde ramaria

dando viço as folhagens e aos pastos fertilidade

E vida a poesia



Ei! Alguém corre lá no quintal, pra tirar as roupas pendurada e já encharcadas no varal

E depois entre na varanda , que a chuva não abranda e já é temporal

E pela vidraça eu contemplo ,ouvindo o cantar do vento a paisagem acinzentada

E mesmo o tempo fechado

Pela vidraça separado

Ainda entra o aroma de terra molhada

E a verde ramaria como nunca se esconde

Traz inspiração aos montes

De mais uma rascunhada

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pescador

vou deixar de ser trovador


e vou pescar emoção

e vou sonhar como pescador

fisgar um meigo coração

Um meigo coração que já foi fisgado

Mas que pelo pescador ainda não foi notado

Um pescador que sonha

E que trova sem temor

Que pesca e escreve com o anzol lindos versos de Amor!



Parceria com o amigo Pedro!

Silêncio das águas

No silêncio das águas

O poeta pesca muito mais que palavras, pesca emoção

Que estão sutilmente mergulhadas

no fundo de um rio lançadas , junto a solidão

A Poesia

Não entristeça ,minha poesia


Ela não é só minha, é do mundo

Ela não é só sua é de todos



É o que eu tenho de mais profundo



Não machuque mais minha inspiração

Ela não me pertence



Ela vem de tudo que vejo e vivencio

Da minha escrita você não é o único caminho

Não vou me calar

Quando encontro teus olhos o mundo lá fora silencia


Tenho tanto a dizer mas também me calo e nasce mais uma poesia

Me calo porque tenho medo de falar

Mas se o mundo se cala e você sorrir, é sinal que você não quer ler quer me ouvir



Quando seus olhos me encontrarem novamente

Não vou me calar

Vou falar que te amo incondicionalmente

E sempre vou te amar!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Campo de Girassol


vGirassol



Meus olhos se perdem


No infinito desse campo repleto de girassóis


Na esperança, na dança da luz na magia do vento


Na neblina da manhã


Nas flores que ainda irão crescer


Eu queria era voltar a ser criança


E por esses campos correr


Pra sentir o vento e os girassóis lambendo meu corpo acariciando sem medo


Eu queria voltar nesse lugar


Onde nunca fui


Onde apenas meus olhos foram fechados e sonhando.

Neblina

Eu viajo na neblina



De uma tarde escura e fria


Sentindo o cheiro de terra molhada


Vendo a chuva chegando e caindo sorrateira


Vejo o verde mais verde


O cinza descortinando a tarde


São cores de inverno em pleno verão na minha frente


E isso me acalma, renova faz os pensamentos se moldarem no seu tempo






E tudo entra em seu prumo






Uma tarde de neblina me faz companhia

Vou Dentro de Mim a Sombra Procurando(Fernando Pessoa)


Desenrolando dúvidas e certezas


Respostas talvez irei encontrando

Nesse meu vasto mundo insano

Procurando nas sombras ,procurando

Tudo vou espalhando , não me importando

Porque se cair depois vou catando

E cada coisa , desejos no lugar colocando

E cada vez mais me aprofundado

Até encontrar a mim mesma

Sem respostas me revelando

Sem saber de anda ainda continuo a sina

Procurando ...procurando...

Nele

É nele que me inspiro



Nesse amor infinito


Mesmo mal resolvido


Num sorriso tão lindo


Nesse olhar que eu acredito






È nele que me invento


Nessa verdade que só eu compreendo


Numa explosão de sentimento


Na fúria de um tufão, na suavidade do vento


Porque sei que não é só de momento






È nele que me acho


Nessa procura por fora e por dentro


Por todos os espaços


Num prazer que me dá inteiro ou em pedaços


Sem coincidências nem acasos

terça-feira, 18 de maio de 2010

Jardins de Monet

Em suas cores de outono menos florido


Ainda se mostra o jardim no mergulho na alma do pintor


O aroma guardado da primavera , das dança dos juncos


Na lagoa folhas então em sentinela


Numa ponte pequena de madeira esverdeada






Com a mesma pintura tens a casa e todas as janelas






A primavera ainda se faz distante mas as flores ainda brotam no mistério elegante



Jardim de Monet, fica na França na cidade de Geverny, onde foi moradia do Pintor por muitos anos!


Hoje os jardins estão abertos a visitação!




Aos seus Olhos


Ainda me tortura a idéia



O simples fato de você não acreditar


Suspeitando do meu sentimento






O real sentido do verbo amar


Longos dias passo a pensar


Horas a fio tentando entender


O que preciso fazer?


Só peço mais uma chance










Só uma apenas


Esperando que você aceite


Um amor puro e verdadeiro


Seus olhos poderão sim entender

Meus olhos


De olhos abertos sonho


E ao fecha-los disfarço

Meu olhar tristonho

E assim meu sonho vou compondo

Sem me importar se chove,

se faz sol ou se há ou não ventania

Eu sonho apenas ... sonho junto a poesia

Tragédia


A minha tragédia é só minha



Não queiram partilhar, sou egoísta até na dor


Porque minha dor ninguém entende nem podem carregar


Condenada eu fui a esse amor

Dias e noites


Dias e noites...

Dias e noites e madrugada

Quente, silente , embriagada

Hora , minutos e segundos

Que se arrastam, passam vagarosamente sem você

E tudo é quase nada

Como mergulhar no rio de águas turvas ou claras

Vir a tona molhada com a alma seca desenfreada

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Folhas Secas

Porque você acabou com a minha ilusão?


Que alimentava meu coração

Deitada fiquei em folhas secas

Na aridez de uma primavera intensa

Que o verão e outono varreram

Assim como teu desprezo

Que atingiu meu coração em cheio

Mulher Feliz

Não me chame de inconseqüente


Só porque preciso desse amor urgente,

pra poder seguir enfrente

Para me sentir livre e contente

Pra que a paz que procurava seja presente

Pra fazer luzir manhãs de sol ausente



Pra fazer brilhar a noite uma estrela cadente

E que a lua brinde intensamente

Pra adormecer suavemente


Quando um dia te encontrar


Não vou nem querer pensar


No que passou,nem o que pode vir a se apresentar


Quando eu te rever


Não vou nem querer saber


O que sobrou no que restou o que pode acontecer
Nesse dia queria lhe deixar por escrito


Um verso bem bonito

Porem não sei se consigo

Talvez saia algo de improviso



Também queria te oferecer as mais linda rosas

De cores completamente diferentes

E com um aroma eloquente

Nesse dia queria te agradecer

Pelas noites mal dormidas

Pela mão sempre estendida, pelo carinho e compreensão

E porque não dos puxões de orelha , das risadas e brincadeiras

E por me esperar sempre com um sorriso no portão



Mãe nesse teu dia tb quero lhe pedir desculpas

Por alguma palavra dita sem pensar

Pela falta de entendimento e se algum dia de tristeza lhe fiz chorar

minha filha é uma moça de verdade e isso me traz a maturidade

de entender o amor maternal

Nesse teu dia, de onde estiver , se que por mim ainda estar a zelar

E mesmo tendo a saudade no lugar da tua física imagem, perto ainda te sinto



Como meu verdadeiro abrigo,estará sempre comigo

Até novamente te encontrar



DEDICO ESSA PEQUENA HOMENAGEM A MULHER MARAVILHOSA QUE FOI É E SEMPRE SERÁ.

MINHA QUERIDA E SAUDOSA MÃE.

sábado, 1 de maio de 2010

Amor de Outono


Amor de Outono

Coleção de poemas e poesias entre elas:

-Juras de Amor
-Coração de outono
-A lua não me basta
 

Rosa em preto e branco coleção de poesias e poemas entre eles:

-eu juro
-Tarde chuvosa
-Eu ainda acredito

Sementes de Girassol

Coleção de 36 poemas e poesias entre elas:

-Sementes
-Poesias
-Sem você
-Tantas vezes

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Inesquecível coleção de  39 Poesias e poemas, entre eles:

-Alvorada
-O meu eu
-Rede ,brisa e sossego
-Saudação

Sentimento de poeta

Sentimento de poeta:Poemas e poesias no total de 20 textos entre eles:

-Sentimento de poeta
Feliz Natal
-Nada posso
-Amargura

terça-feira, 27 de abril de 2010

HISTÓRIA DE AMOR

História de amor, coleção de 43 poemas e poesias.entre elas:
-Luiza
_Não sei nada
-Fuga
-Meu mundo...etç

terça-feira, 20 de abril de 2010

DESENCANTO

Desencantou...



É título de livro


É pausa num retrato colorido


É rima de poesia


É pintura numa tela vazia


É mar que quebra na praia infinda


É canções tocadas de encontros e despedidas


É aroma das sempre vivas


É frescor da lua refletida


É saudade infinita


É dor oculta escondida

JANELA PARA O MUNDO


O que vale mais que esse poema?


O que vale mais que ver a açucena caindo tão pequena,?


Um colibri sobrevoando o jardim?






O que vale os segredos nas rimas ,nos decassílabos?


Talvez seria mais valiosa a rosa que nasce na rua


Pulsando no asfalto do que aquela que enfeita o centro da mesa






O que vale são coisas tão pequenas


Que vale mais que esse simples poema,


Abrindo a janela para o mundo

Inteira


Eu já mergulhei bem fundo do que se poSSa imaginar


Já voei tão alto que jamais poderia alçar outro vôo igual


Já fui bem mais além dos limites desse quintal


Dessa estrada desse mundo


Tirei os pés do chão


Ou talvez tenha tirado o chão pra pisar nas nuvens


Sem perder o fôlego,


Sem perder o rumo


Sem me perder

sábado, 17 de abril de 2010

Meu coração já não é inteiro é pela metade


Vivo de lá pra cá, perdido nesse canteiro

Se dispersou no nevoeiro numa gota de orvalho, no vento aventureiro

Pobre do meu coração que no momento derradeiro,

você partiu estradeiro e eu fiquei sem razão

Coração Pela Metade

Meu coração já não é inteiro é pela metade


Vivo de lá pra cá, perdido nesse canteiro

Se dispersou no nevoeiro numa gota de orvalho, no vento aventureiro

Pobre do meu coração que no momento derradeiro,

você partiu estradeiro e eu fiquei sem razão

Tudo igual


Vou deixar tudo no mesmo lugar, na esperança de um dia você voltar



E vai encontrar tudo igual,


A mesma lua cheia refletindo inteira ou meia em qualquer situação


Verá as estrelas cintilando até mais vezes o aroma da saudade


Até as flores exalam o perfume de lavanda e decoram de multicores a varanda


Ele cai encontrar tudo no mesmo lugar


Todas as fotografias em seus porta- retratos


O mesmo peso de papel na mesinha colocado


E ira ouvir o mesmo som que imortaliza ,com Tom tocando ao piano Luiza, dos piados dos pássaros na beirada da janela


No outono, no verão e nas batidas frementes do meu coração


Apaixonado e eloquente arrebentando de amor e paixão

Novamente amar

Novamente cartas lidas e relidas
Fotografias jogadas


A esmo procurando entender

Passando as horas na tentativa de saber o que aconteceu contigo

O que se perdeu em mim

De certo nada é impossível

E a qualquer tempo vou encontrar

Tudo que não foi possível

Tudo pra novamente amar

Forte e inseguro


Sim é no silêncio da noite,


que as corujas cantam

que todos os sons se aglutinam

E consigo ainda assim ouvir o coração descompassado

É no vazio da alma que se sente a brisa noturna

O aroma de maresia

Entrando pelos poros na varanda escondida



Sim é no clarão da lua,

Que o amor se espreita

Esconde suas armadilhas

De colmeias adocicadas

De uivos das matilhas

É na dança das horas

Na mistura dos fusos

Na mescla de tudo

Deixando o corpo forte e inseguro

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Boa Noite,Bom Dia

vHoje me vejo tão diferente do que um dia


Pensei Ter sido

Sou um violão plangente

Sou um dó sustenido

Que se senta lá nas vagas do tempo que se despersa na ventania

E das mãos só escorre poesia

Em cada verso um segredo

Que continuo guardando nas entrelinhas

Agora se faz tarde amanhã levanto cedo

Boa noite agora até amanhã e Bom dia!


Oração para as Solteiras

Santo Antônio me dê um namorado


Carinhoso , fiel sem ser casado

Que celebre cada data importante

E me atenda antes, depois e durante





São Valentim, ser rico não carece

Mas pobretão ninguém merece

Que não associe férias com anzol

E deteste jogo de futebol



Santo Expedito tudo é possível

Que seja forte meigo sem ser gay

Que casar lhe seja algo factível

Que nunca diga : “Eu te avisei’



São Longuinho quem te procura acha

Não permita que ele fale: menas

Ou tenha as unhas sujas de graxa

Se beber, que seja uma dose apenas



São João, paciência é essencial

Que ele adore minha mãe por favor

Na cama amante profissional

A TPM, trate com amor



Meu Pai do Céu Permita que eu peque

Faça com que a fonte nunca seque

Livrai-me, pai de crises passionais

Amém

Será que eu pedi demais ?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Presa no ônibus



O dia em que o Rio de Janeiro parou.

Não sabia que depois de pegar o ônibus embaixo de muita chuva e sob um rio de lama, o tormento ainda estava pra acontecer!

Pensava em descer na estação do Metro , mas quem disse que consegui descer. A água já tinha chegado na estação cobrindo os primeiros degraus.

Resolvi então seguir viagem de ônibus mesmo embora soubesse que passava em áreas complicadas, escuros e principalmente alagados. Graças a experiência do motorista conseguimos passar com muita dificuldade, era muita chuva o trânsito estava tb um caos. Conseguimos chegar na Av: Maracanã entrando em direção a São Francisco Xavier...Ai ficamos parados sem saber o motivo...Passava que poderia ser algum acidente ou carros enguiçados .Ai ficamos quase duas horas parados, já eram 21horas ,os alunos da UERJ já estavam saindo das aulas. Éramos em 4 mais o motorista. Uma das passageiras resolveu seguir a pé, descendo do coletivo acabou levando uma queda. Víamos as pessoa caminhando descalços com as calças molhadas na altura do joelho e chegamos a conclusão que o Rio Maracanã tinha transbordado.

Sem Ter mas nada o que fazer, alem de rezar e atender celular com os parente pedido notícias, começamos a conversar entre si na tentativa da hora e o nervoso passar. A sorte que queríamos todos para o mesmo lugar.

Nisso sobe mais uma passageira (Rose) que tentou passar de taxi ,porem sem sucesso, resolver continuar de ônibus.

Parecia que algo mais grave tinha acontecido, porem ao chegar mais adiante podemos perceber que tudo estava mesmo alagado , água por todos os lados , e onde não havia alagamento o trânsito era o causador do tormento. Nesse momento mais um senhor entrou no coletivo (Seu João) que seguiu viagem conosco.

Conseguimos chegar até o Largo da Segunda-feira por volta das 2 horas da madrugada de Terça-feira

Nesse ponto a água estava na altura do joelho de quem se aventurava a seguir viagem a pé e nesse mesmo lugar sem ainda saber iria passar a noite.

A fome e sede começou a bater forte e o jeito era pedir a um Bar se poderia trazer algo até o ônibus. Um dos funcionários gentilmente nos serviu de refrigerante e biscoito .O medo e receio de adentrar a água suja era grande , mesmo porque um rapaz já tinha levado um choque o que nos causou um grande susto pois acreditávamos que ele teria sofrido uma crise epiléptica .

Na verdade foi um choque no entanto os porteiros de prédios vizinhos conseguiu resgata-lo.

E assim a madrugada foi avançando , e para passar o tempo já que não conseguíamos dormir conversávamos , trocamos telefones .... tentávamos orientar as pessoas que andavam pelas águas a não passar perto da área onde o rapaz tinha se acidentado. Ali presenciamos tantas coisas, dois rapazes passaram de bote nos filmando e registrando tudo que viam pela frente.



O dia clareou .porem a água não baixava ,pois a chuva dava uma trégua mas quando caia vinha muito forte.

Ainda ficamos mais uma hora nesse ponto, era carros na contra mão coletivos fora do seu itinerário , pessoas sem rumo completamente desorientadas.... um terror de verdade. Depois de muito sufoco, fome sono cansaço , e de passar quase 14 horas chegamos no nosso destino

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Madrugada

Cheiro da madrugada


Que se despede desse dia

Nas orvalhadas que caem

Madrigais, Sinfonia

Passarinhos se espreguiçam em seus ninhos

Anunciando o nascer de uma nova esperança

A brisa fresca da manhã

O perfume de uma flor

O sol desponta no horizonte

Em meu peito nasce o amor

Esse êxtase estonteante

Destilando em mim fantasias

Segue a manhã adiante

Segue tu em meu corpo...poesia

Agua Fria

Água fria que escoa da pedra altaneira


Molho meus pés, mergulho acariciando com as mãos

Deitando aqui na beira vejo meu rosto reflexo tão límpido

Escuto um bem-te-vi a cantar

Aqui ele é livre

Nada é proibido

Água fria da cascata que desemboca aqui no rio tão sereno

Bom é ouvir o som das águas dispersando pelo oceano

Água fria numa manhã sem sol

Sem mágoas sem tristezas

Observo tanta beleza

Continuo aqui sentada

Nessa fantasia abstrata...correnteza

Quaresmeiras!

Quaresmeiras imponentes




Nos quintais dos velhos casarões

Nas ruas nas esquinas nas varandas

Nas vielas coloridas de Mariana

Recosto meu corpo em sua sombra

Repouso o meu cansaço

Confidente da ausência dos abraços

Olhando assim tão frondosa

Encontro minha Paz

Nas suas flores roxo tão claro

Um tom de saudade de cor lilás

Quaresmeiras da porta da igreja

Nas praças por toda parte é companhia

És enfeite das almas saudosas

É prosa ,eu poesia

Insônia

Quando a insônia toma conta velando a noite inteira


Ouço as folhas estremecendo entre a flor de laranjeira

No aroma que dela exala das pequeninas flores e das rosas penetrando na alma

Deixando a sama perfumada



Sem meu sono sem meu nada

Tendo a som da madrugada

Cai uma lágrima orvalhada, eu aqui ainda deitada

A escuridão se evapora, dando lugar a alvidez da manhã

Embora em meu peito ainda seja noite ,carrego-te comigo como talismã, que sorte ainda não me propicia,mas como adorno não arranquei.

Sinto a brisa cortante e fria de um a sonho que sonhei

Ventania

Não ouvi a ventania


Nem vi o clarão da Lua que

Batiam na porta dos fundos

Ventania languida, luar que ilumina

Veio com o calor , ardente tentação

Veio com o frio , água de grotão

Me dê ajuda , quero tua mão

Me dê conforto, quero teu colo

Não ouvi as batidas da ventania

Veio como fantasia , pela vida a nascer

Veio como esperança , de um amor a crescer

Me dê o silêncio, o vento parou extenuado

Não abri a porta por medo, mas pela fresta entrou inundando meus desenganos

E eu fiquei prostrada nesse amor insano

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Frase de Tom Jobim!

Quando uma arvore é cortada
ela renasce em outro lugar
Quando eu morrer quero ir pra esse lugar onde as arvores vivem em Paz!

Lugar nosso!

Se todos pudessem sentir a magia que tem esse lugar; teu retiro meu paraíso


Se todos pudesse Ter o privilégio de Ter aqui essa noite de luar

Sentir o aroma da terra molhada

Mesclando com a brisa que embriaga

Se todos pudesse absorver dessa serenidade da suavidade na dança

Dos girassóis plantados em março

E ve-los crescidos e ao acordar olhar pela janela e vê o ipê roxo florido

Certamente você diria

Se todos pudesse Ter esse pedacinho de mundo, não seria apenas nosso, mas como não sou dona de nada....adoraria que todos pudesse Ter um pedacinho do Paraíso

Alvorada do RIo Paraná

Ele espera o amanhecer da janela


Vendo a alvorada no Rio Paraná

A cidade toda dorme silente

Tanta gente, tanta gente...

E ela onde está?

Ele fica quieto pensativo

O sol vai nascendo ,o dia chegando

Ele pensa :quando ela vai chegar?

Será que vem por terra ou talvez pelo ar

Numa estrela viajante o quem sabe pelas águas a navegar?

Ali ele fica a contemplar

Esperando mais um amanhecer da janela

Vendo a alvorada no Rio Paraná

A saudade dilacera e ele mesmo não aceitando amando quem esta tão longe

Não é santo nem monge

Mesmo assim de lá queria escapar

Porem lá no fundo sempre espera no Rio Paraná

Testamento!

Deixo pra ti todos os dias e noites de insônia que passei driblando

A solidão, o aroma da primavera mesclado ,as borboletas apressadas ,as pétalas caídas na cama ainda perfumada



Deixo pra ti o som ensurdecedor da madrugada a brisa suave que minha lágrimas já secaram e a marola que trazia recordações

Deixo pra ti o inverno cortante, todos os livros da estante, alguns lidos mais que uma vez .Deixo o outono mais cinzento e marcante e aquele banco de praça tambem!

Deixo pra ti , todas as minhas fotografias, todas as nossas cartas escritas lidas relidas

Deixo todos os lugares que sonhei um dia conhecer e outros tantos que conheci sem você, todas as frases que imaginei em dizer umas escrevi outras apenas preferi absorver

Deixei pra ti minha louca alegria de estar em tua companhia e aquela doce melodia que Tom no piano tocava

Deixei pra ti todas as poesias, milhares delas escritas pra você, alguns pensamentos poemas e rascunhos

Deixei então esse testamento essa despedida que talvez um dia te sirva de alento, deixei meu coração porque ele virou terra que ninguem pode entrar

Enfim deixei tudo pra ti então cuide bem de tudo que ainda sobrou de mim!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Apenas uma ligação

Ele ligou apenas pra que eu pudesse ouvir a canção

Onde Gil diz:”Só chamei porque te amo e é grande a paixão

Assim sem motivos, sem razão

Apenas porque a saudade é grande

Deixa ele bobo e aperta o coração

Pensamentos

Me perdoe se da cor dos teus olhos esqueci

Porem ainda me lembro do brilho intenso que jamais vi





Ele diz o que pensa

Que essa dor não compensa

Porem se essa dor me matar, que seja por amor

Morrerei de tanto amar

Amando a própria dor



Não me leve a mal

Mas eu preciso amar

Tenho que dividir extravasar na poesia esse amor

Que apenas cresce...cresce!

Sem parar!



Embora a matemática não mude de modo algum

Ainda um mais um sejam dois

Pra mim continua sendo um!


A lua que me deste ainda brilha alta

Porque vive a esperar

Não perde o viço nem a esperança

De te ver voltar

O Jarrinho ll

E mais uma vez venho eu falar daquele jarrinho de flor no centro da mesa


Estava tão bonito com uma rosa vermelha e lágrimas de Cristo a decorar

E novammente fora posta de lado ,ou melhor ao chaõ pelas mãos de um individo

Um indiv´duo talvez ressentido ou mal amado , que sentou na mesa ao lado a reclamar da vida insistentemente

E o jarrinho que levou a culpa inocente

Sofia!

Sofia vivia na ponta do telhado durante todo dia


Passando pra lá e pra cá

E quando a tarde chegava, voava Sofia pra junto de outras sofias!

E pra quem não sabe quem é Sofia, esse era o nome dado pela minha filha a qualquer pomba branca que via

Coisa de criança pequena

Coisa de mãe coruja

Que acaba virando poema

O poeta e o óculos roubado!

Era Dezembro

Véspera de Natal na cidade

E pela oitava vez roubaram o óculos de Carlos Drummond de Andrade

O que diria o poeta diante de tal crueldade e covardia?

Talvez escrevesse um artigo ou uma poesia

E se ainda acreditasse em Papai Noel pediria um óculos de papel

Porem papel se desmancharia com a chuva é fato

Quem sabe uma lente de contato?

Amargura



A dor que trago em mim


M artílio que maltrata e me deixa sem rumo


A goniza sem fim


R etirando –me do prumo


G erando lágrimas lá no fundo


U ma a uma caem do coração


R egando meu mundo


A minha vida sem razão


LAgoinha do Leste

La que eu queria estar



A li onde o céu beija o mar


G arimpando espumas


O nde o sol sempre brindar


I lusões de bruma


N ascendo a noite junto com luar


H umanizando meu querer


A ssim eu queria ficar






D entro desse lugar


O nde tudo é possivel






L este ou norte


E contando com a sorte


S aber que é plausivel


Te-lo mais uma vez comigo


E apenas desfrutar


Mês de Janeiro!

M ilhões de frases e cartas escreveria



E naltecendo esse dia essa data


S audando com emoção mais 1 ano






D iante de tanta alegria


E screvi mais uma poesia






J ustamente pro seu dia


A lguns anos se passaram


N e nhum deles esqueci


E pode ter certeza quando encontrar


I sso tudo que lhe disse


R abisquei um parabéns de improviso


O teu aniversário pra mim é divino


Um Amor para Sempre

A inda não sei se era cedo ou tarde quando encontrei



M as nosso coração não se é arrependido


O tempo de espera foi longo


R eiterando nosso desejo






P ontilhando a estrada de estrelas e sonhos


A madurecendo todos os momentos


R ecordando todos os instantes


A cada dia aumenta a saudade






S audade as vezes é ceifante


E se mescla com todos esse amor


M exe e conforta


P ra sempre e sempre viverei


R eal a toda prova


E sempre te amarei

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amor Perfeito

Sinto essa dor dentro do peito


Esse vazio eu me causa tanto efeito

Esse choro contido ,dorido no inteiro ou meio

Sinto essa dor por saber que meu coração está inteiro

Esses cacos espalhados no canteiro

São sementes de um amor quase perfeito

Teu nome

Eu escrevi seu nome na areia


O mar levou como disse a canção

Porem ele continua vivo

Dentro do meu coração

Ilha Bela

Ilha Bela –Ponta Sul

Ponta do mapa

O entardecer o mar perde o azul


E a saudade que chega ,quase me mata

Fotografia!

Tive que me conformar

De lhe ver apenas na fotografia

Sei que errei por amar

Quem sabe até por covardia

Pensei em reverter essa magia que carrega de mim

Ele quer mas não consegue esquecer

Por isso sofro assim

Talvez quem sabe esteja errada

E do nosso amor nem pense mais

E meu nome nem mais fale

Mas acredito que um amor tão grande não a nada que com ele acabe

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mulher confusa

Ela diz:


-Não sei o que passa comigo

Se quero ele como amante ou amigo

Não sabe o que fazer

Precisa o embaraço desfazer

Não sabe se é paixão ou desejo

Se quer um abraço ou um grande beijo

Alguns minutos juntos

Ou uma grande noite de amor

Só sabe que ele não merece

E que dele não se esquece

Isso é coisa que acontece

Demais

Corro demais, mas chego no mesmo lugar


Eu me escondi demais e te encontro na curva semm querer encontrar

Viajo demais e não vou a lugar algum

Sonho demais acordada

E acabo por dormir

Amo demais e não vou mais fugir

Já corri demais ,me escondi demais

Agora eu quero apenas PAZ

Silêncio e distância

Que o silêncio não cale esse amor


E nem a distância emudeça os desejos

Que minha voz emita o som do amor

E a distância não dilua os desejos

Quem sou?

O que ele fez de mim?

Pareço sombra não consigo me encontrar

Me perdi no espelho desse amor,que hoje só reflete dor

O que euera ficou no passado

Agora sou o que de mim restou

Caco de vida que não se concertou

Retalho que mesmo emendado

Um espaço sobrou



Eu estava em paz

Quando você chegou

Invadiu minha emoção

Arrombou as portas da razão

Eu que estava tão tranquila

Sem procurar amor e paixão

Hoje me sobrou a poesia

Por que ele roubou também meu coração

Feliz Natal!


F loquinho de neve artificial embaçando a janela


E strela cadente trazendo boas novas no topo da arvore

L uzes piscando insistentemente

I magem num presépio na varanda



Z iguezagueando festões, bolinhas e guirlandas

N essa noite festiva

A mor e felicidade a todos de coração eu desejo

T raga Jesus paz e harmonia

A legrando o famoso dia

L adeando e saldando a todos com abraços e beijos

Dia frio,chuvoso e nublado

Uum dia frio mudo e calado


Sem nada querer fazer

Talvez ler um livro ou rasgar velhos papeis amarelados

Todas as cartas que escrevi pra você

Mas um dia frio apenas eu queria passar

Contigo ao meu lado

Não é assim tão cpmplicado

È só a alma se encorajar















Um dia chuvoso

Aquele aroma gostoso

De terra molhada

A chuva na janela batendo

AS lágrimas indefesas correndo

A alma dorida ainda apaixonada

Saudade desse dia chuvoso

Onde caminhar de mãos dadas e correrndo pela chuva

Era a felicidade mesmo não dando em nada



Um dia nublado

Assim como nublado meu coração

O horizonte escondido o amor proibido

Gritando por amar

Ah esse dia nublado que está no presente

mas eu queria ele no passado

Nos escondendo do mundo e da gente

Ele é bom demais

Ele Não merece


Ele é bom demais

Mas ela sempre fica fugindo

Tirando a sua Paz

Ele merece uma pessoa diferente

Ele precisa entender

Ela tão inconseqüente

Ainda tem muito que aprender

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Saudação

Onde você estiver

Te desejo um bom dia

Que ele seja tranquilo e leve

Suave como a brisa

 onde você estiver te desejo

Uma tarde de alegria mesmo com tantos afazeres

Mesmo com toda correria

Quero que aproveite com toda maestria



 onde você estiver

Te desejo uma noite tranquila e muito mais

Que teu corpo encontre descanço e conforto

E que durma simplesmente em PAZ

Um Amor Não Pode acabar

Tive que me conformar


De lhe ver apenas em fotografia

Sei que um dia errei por amar

Talvez por pura covardia

Pensei que pudesse reverte essa mágoa que carrega de mim

E eu não consigo esquecer por isso sofro assim



Pode até ser que eu esteja enganada

E em nosso amor nem pensse mais

E de mim nem queira ouvir falar

Mas um amor tão grande

Por nada pode se acabar

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eu sei que um dia



Teus olhos encontraram a minha poesia


Ela estampada num livro na estante de alguém


Até mesmo jogada a desdém


Talvez numa livraria


Então tu veras em cada pagina a desfolhar todo meu sentimento que um dia


Se pôs a duvidar ,veras a magia que vivemos as lágrimas as alegrias...um amor nascendo


Amor que causou tanto sofrimento por desacreditar


Mas te contradizendo minha poesia esta lá é só ler


E só assim talvez percebas


Que por mais que eu escreva ,não posso te esquecer


Você

A tristeza morava em teus olhos

E agora em minh”alma se instalou

O sonho que tu sonhavas se fez viajante

E pras bandas de cá viajou

O devaneio que almejava era constante e agora do meu pensamento se apoderou

Tua fome de vida que não passava

Que matar um diz quis e não conseguiu

Hoje em mim é fome dobrada hoje em meu corpo surgiu

Teu segredo mais profundo

De tão fundo me atingiu sem aprovação

Se espalhou em meu mundo se esconde

Teu amor,ah! Esse amor desesperado

Que buscava um caminho

Nessa estrada encontrou

O meu peito como atalho como ninho



Tua tristeza,os teus sonhos

Tua fome teu segredo de amor



Como poesia é recebida

Isso hoje tem um nome que gravaste em minha vida
Já sei que ele não escreve mais pra mim



Não tenho os olhos verdes,nem o frecor de uma rosa branca


Sou muito diferente


Sou rosa vermelha carmim


Sei que ele em mim não pensa mais


Seu pensamento está em outro estado


Rio de Janeiro virou passado


Ele só pensa em Goiáis!

Estrela Saltitante

Eu vi uma estrela saltitando


Lá no meio da rua surgindo

Pulando de poça em poça

Pela chuva que mais cedo caiu

Eu ali na janela sozinha

Noite alta ,perfume de primavera

E a estrelinha saltitando

Que alegria era aquela?

Uma alegria que a fazia brincar

Alegria tamanha que a fez do céu despencar

Então fui atrás dela

Ela pulava e escorregava , pelos corrimões

Ora pulava os degraus

Mas uma coisa eu não sabia

Que aquela estrela um segredo escondia

Não era uma estrela qualquer

Era uma estrela encomendada por tua alma apaixonada

Que a ela deu o brilho do olhar

Esse meu amor que estava longe demais

E sabendo da minha saudade

Emprestou seu brilho a uma estrela pra ela me trazer PAZ

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Lua


A lua estava lá

Tão brilhante

Tão repleta de si de luz de paz

Eu não me contive e aquiz pra mim

E ela estava logo ali

Tão plena

Estática

Que quase pude alcança-la

E em meus braços abraça-la

Ela estava ali

Tão pudica

Tão lúdica...única

A lua cheia

Em suas fases e faces

Enfeitando as frases e versos dos poetas

Iluminando A face dos apaixonados

Enfeitando minha noite no céu descortinado

Amor diferente

Eu quero esse teu amor mais tranquilo


Sem tantos atropelos

sem pressa sem desespero

Não quero mais a lágrima triste nascendo

Quero o choro de um amor nascendo

Quero poder caminhar

Ao teu lado, tanto no deserto

como num lugar movimentado

Num dia chuvoso ou ensolarado

Sem medo sem pressa

Sem Ter hora nem onde chegar

Eu quero esse teu amor mais paciente

Sem nada a esperar, sem nada a pagar

Quero Ter a certeza do teu sorriso

Tão puro tão menino

Que nada pode apagar

Quero sim o sobressalto da paixão

Aquele calor gostoso no coração

Sem interferências sem quedas

Sentir o ao cheiro do teu perfume

Mesclado ao aroma da primavera

E saber que no final de tudo mais amor nos espera

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Estações

Broto e exalo meu aroma em cada primavera


Brilho aquecendo as sensações no verão

Refrigero minha alma no inverno

Me despedaço inteira no Outono... recomeço

Há uma voz!

Há uma voz dentro de mim

Ora amiga ora acusadora

Já pedi mil vezes pra ela parar

Mas tb ela é desafiadora

Há uma voz dentro de mim

Que não me deixa esquecer

Que não me deixa falar

Que me deixa maluca

Mas que também as vezes me escuta

Quando ninguém pode me escutar

Pensando

Ninguém quer um amor inventado


Uma verdade escondida

Nem a lágrima caída

Será que um dia isso muda?

Pensamento!

Clarice disse que há uma vida a ser intensamente vivida!




Eu digo:

Há uma voz pra a ser profundamente ouvida

Há um olhar pra ser delicadamente desvendado

Há uma face que precisa loucamente de carinho

Há uma frase pra ser urgentemente dita

Há um coração pra ser intensamente amado






Clarice Lispector

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Se ame

A mulher precisa se sentir amada...
nem que seja por ela mesma!

Apagão


Depois de passar horas num trânsito de caos, sinais apagados


Buzinas tocando, barulho de freadas

Finalmente se chega em casa ou pelo menos na portaria

Ai começa mais uma etapa dessa via crucies, morar na cobertura

Quem ficou em casa aparentemente ficou ilhado dentro de uma apartamento cercado de escuridão por todos os lados

E eu aqui na portaria tentando pegar coragem pra subir, preparando o fôlego pra encarar 10 andares.

O porteiro já tinha um estoque de velas pra oferecer a quem se aventurasse. Vamos lá a subida parecia mais uma procissão, estranho é que moro a tanto tempo nesse prédio e nunca tinha feito um tour pelas escadas, mas a procissão seguia a luz de velas

Ufa! finalmente cheguei ao meu destino, toda suada, com caibra na batata da perna ,a vela acaba e agora é uma luta pra achar o buraco da fechadura, mas acabei encontrando.

Abro a porta acabo tropeçando no tapete , piso no cachorro ,dá vontade de falar uma palavrão daqueles...e falo, mas só depois de chutar a mesinha. Lembro que tenho uma lanterna na bolsa , só agora que lembro parece que no escuro a gente pensa menos. Bom agora é tentar lembrar em que gaveta coloquei aquele pacote de velas que a empregada comprou semana passada...bendita empregada. Ela sabe que aqui no Rio quando chove sempre há queda de energia

Bom, achado as velas, o jeito agora é ligar o rádio do celular pra saber das notícias antes que acabe a bateria e desligar todas as tomadas...vá que volte a luz e queime minhas coisas.

O calor é intenso o jeito é tomar um banho a luz de velas, ai eu lembro :Será que ficou alguém preso no elevador?

Alguém que sofra de claustrofobia ,sindrome do pânico...deve ser horrível e eu aqui reclamando do calor, da topada na mesinha.

Na rádio o locutor diz que até tem um toque poético o apagão...só se for pra ele, ele diz que a muito tempo não via um vaga-lume e só assim ele viu...porque ele não vai pro interior lá deve Ter um enxame de vaga-lumes , melhor que o zum-zum-zum dos mosquitos sugando meu sangue.

O jeito é parar de reclamar e passar repelente , e nisso já se vão 3 horas , dormir nem pensar ,com esse calor fica difícil .O jeito é pensar na vida, já que os telefones estão mudos tb ,não dá nem pra fazer uma fofoca.

Ai a gente chega a conclusão que o progresso nos facilita muito a vida , porem até hoje ainda se discute o real motivo desse apagão.

Depois de 4 horas no vazio e na escuridão absoluta, chega a luz>Agora é hora de comer alguma coisa , escovar os dentes e tentar dormir. Sem esquecer de rezar pedindo a Deus pra que amanhã não tenha outro apagão

domingo, 15 de novembro de 2009

Sliêncio

Se o silêncio é mudo, porque só nele que eu te escuto?


Se o silêncio é escuro,porque só se nele eu posso te ver?

Se o silêncio é abstrato ,incerto

Porque só nele te sinto aqui tão perto?

Amor Novamente

Quero sentir no fundo da alma


Eu preciso sentir esse amor em minha vida novamente

Eu quero Ter a esperança desse amor voltar inteiro

tão perto que está ainda em nossos corações

Minha vida precisa desse amor

Sei que não é fácil, mas quem disse que o amor não é complicado

Quero sentir mais uma vez esse amor, ouvir que ainda me ama

Viver esse calor que sentimos quando nos beijamos

Quero sentir meu coração vibrar novament

Jarrinha de flor

Não me jogue num canto qualquer


Já me colheram do meu canteiro

E me colocaram nessa jarrinha

O lugar até que é agradavel

Minha água está sempre fresquinha

Não me joguem num canto qualquer

Já que me quiseram natural pra meu aroma a sala invadir

Seria até normal se colocassem uma artificial

Mas já que estou aqui em botão ou não

Não me joguem num canto

Mas me guarde em seu coração

Jarrinha de flor no centro da mesa

Sentada no café de uma livraria, bastante acolhedora, com mesinhas e jarrinha de flores ao centro,


Você pode fazer várias coisas,, por exemplo: começar a ler um livro que acabará de comprar ,ou tomar uma xícara de café ou até mesmo um chá...ou simplesmente ficar observando

Eu acabei fazendo um pouco de cada .Enquanto desfolhava o livro que tinha acabado de comprar tomando um pouco de café nos intervalos.

Mas algo me chamou a atenção, não sei o porque confesso, mas acontece do nada...

Um casal comum como tantos outros entrou pelo café e sentaram-se a minha frente. O que achei estranho é você entrar numa livraria com uma única intenção ;a de comer, não se alimentar de cultura mas forrar o estômago mesmo

Bom cada um faz o que quer come onde lhe apetece .Mas o que mais me incomodou realmente, foi que no instante em que chegou a refeição ,eles pediram veementemente a garçonete, que tirasse aquela jarrinha do centro da mesma.

Foi um pedido mas parecendo uma ordem, um, desdém a tão indefessa flor.

Porque não colocar a jarrinha no cantinho da mesa?

Será que se fosse um jantar a luz de velas eles tb mandariam tirar o castiçal do centro da mesa?

Bom pode parecer falta do que fazer, minha é claro, mas mexeu comigo esse ato e pra não perde o costume nasce mais uma poesia

Narrativa Arnaldo Antunes)(

Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotadamente


Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidade

E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saia delas

Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido

Sentia um acréscimo de estima por si mesma

E parecia-lhe que entrava enfim

Numa existência superiormente interessante

onde cada hora tinha o seu encanto diferente

cada passo conduzia a um êxtase

e a alma se cobria num luxo radioso de sensações.

Frederico Garcia Lorca


Não se esqueça de mim! disse Frederico ao ver o menino ir embora


Cercado da luz da aurora

Garcia sou, e ainda dizem que sou mais perigoso com a caneta na mão, com que um revolver empunhado

,Prenderam –lhe o corpo mas a alma flutuava

Porem mesmo que ninguém saiba o que é a poesia

Seguia a voz que com ele caminhava

A voz de um amor que bate a janela

Era pela vida apaixonado pela escrita aficionado,

E mesmo quando eles diziam que sua vida nada era

Isso agora não importa ,pois diante do pelotão de fuzilamento e de costas

Ele grita:

- Sou Frederico Garcia Lorca