Mostrando postagens com marcador prosa poetica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prosa poetica. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de agosto de 2010

Cinco Mulheres

Cinco mulheres com desejos antigos

Que no presente se mostram indecentes

Ali sentadas a mês cada uma na sua nobreza tomando o chá das cinco

Quinto dia do mês de agosto e embora o inverno esteja rigoroso, chove intensamente lá fora

A chuva veio brindar com as cinco mulheres

Com um chá que não precisava ser das cinco, nem Ter dia nem lugar pra acontecer a não ser o local de encontro das cinco mulheres

Cada uma pede seu chá preferido: Inglês,de ervas de hortelã enfim, conversam no intervalo entre um gole e outro .Conversam e se confidenciam sobre seus desejos clementes e ardentes

Cinco mulheres cinco vidas vividas confidentes

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Lembrança não se cala


vSentada aqui


O vento correndo veloz

Passando pelas folhagens

Lambendo meu corpo

Calando qualquer voz

Me trás tantas lembranças

Que refletem no horizonte vendo o sol se deitar

Enquanto a insônia chega me mostra a manhã despertando

Trazendo o inverno cortante

As águas de um rio sereno

E que ao contrário de mim

De tudo que eu sinto ,leva nas suas águas e não trás nada de volta

Mas deixa as lembranças , lembranças que não se calam

domingo, 11 de julho de 2010

Coletâneas de Poetas

vQueria ficar aqui sentada numa tarde de inverno


Contar as histórias que ninguém quer escutar

Absorver as idéias que insistem em não querer saber

Ler novamente os livros que estão descansando na estante

Todas as cartas que como MARTA não enviei

Fazer da minha trajetória mais uma mera história

de capítulos breves ou inacabados

Ter alternativas ,múltipla escolhas como LIA falou

Perder a razão na poesia de LUCINDA deixar o amor calar minha boca

Queria ficar aqui perto do vento longe de tudo

Vendo a banda passar, o mundo dançando, começar a dieta de DRUMMOND

cheia de pólen de amor integral

Tirar a pedra no meio do caminho,

saber que os rouxinóis cantam versos na calçada de um desconhecido

Não correr atrás das borboletas QUINTANAMENTE falando

Recitar um poema meladinho no prado de ADÉLIA e cantar

Sagrar-me cavaleiro como VINÍCIUS

Queria apenas AMAR

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Testamento!

Deixo pra ti todos os dias e noites de insônia que passei driblando

A solidão, o aroma da primavera mesclado ,as borboletas apressadas ,as pétalas caídas na cama ainda perfumada



Deixo pra ti o som ensurdecedor da madrugada a brisa suave que minha lágrimas já secaram e a marola que trazia recordações

Deixo pra ti o inverno cortante, todos os livros da estante, alguns lidos mais que uma vez .Deixo o outono mais cinzento e marcante e aquele banco de praça tambem!

Deixo pra ti , todas as minhas fotografias, todas as nossas cartas escritas lidas relidas

Deixo todos os lugares que sonhei um dia conhecer e outros tantos que conheci sem você, todas as frases que imaginei em dizer umas escrevi outras apenas preferi absorver

Deixei pra ti minha louca alegria de estar em tua companhia e aquela doce melodia que Tom no piano tocava

Deixei pra ti todas as poesias, milhares delas escritas pra você, alguns pensamentos poemas e rascunhos

Deixei então esse testamento essa despedida que talvez um dia te sirva de alento, deixei meu coração porque ele virou terra que ninguem pode entrar

Enfim deixei tudo pra ti então cuide bem de tudo que ainda sobrou de mim!

domingo, 15 de novembro de 2009

Amor Novamente

Quero sentir no fundo da alma


Eu preciso sentir esse amor em minha vida novamente

Eu quero Ter a esperança desse amor voltar inteiro

tão perto que está ainda em nossos corações

Minha vida precisa desse amor

Sei que não é fácil, mas quem disse que o amor não é complicado

Quero sentir mais uma vez esse amor, ouvir que ainda me ama

Viver esse calor que sentimos quando nos beijamos

Quero sentir meu coração vibrar novament

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

bloco de Anotações


Na solidão da tarde encontrei meu velho amigo

Meu bloco de anotações

Já velho amarelado e antigo

Mas repleto de confissões

Ele estava jogado no canto da estante

E eu que pensava te-lo guardado na gaveta trancado

Quantos textos e versos uns mal traçados ,inacabados

Outros tantos bem elaborados

Quantas confidências, quantas dores lágrimas e alegrias

Estava ali toda minha poesia

Lidas e relidas

Inspiradas no desconhecidos ou

Em pessoas que nunca vi

E Bandeiras que nunca hastiei

Em Mário, Clarisse, Cecília, Paulos, Pablo

Tudo ali na minha frente

Num verso reticente

Num decassílabo mal formulado

Num Soneto ou Rondel bem traçado

Nas letras de música

Na melodia que embala

Ah meu bloco de anotações, quanta coisa que ainda não fora revelada

Vamos saia dessa estante, temos muito assunto pra colocar em dia

Quem sabe vira outra poesia?


quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Palhaço



.
Eu pintei o meu rosto
Me fiz de palhaço pra esconder a tristeza
Me vesti de ilusões guardadas em meu armário
Fantasias de criança incertezas
Coloquei uma camisa listrada
Uma calça velha amarrotada
Trazia uma rosa de papel no bolso
Um chapéu pequeno
Eu pintei o meu destino
Esquecendo que a vida que dita o seu rumo
E mesmo tentando mudar o seu curso
A pintura a roupa não seria o bastante
Eu pintei nos rostos das pessoas de alegria
Tirando um riso que se escondia
Até declamei poemas e poesias
Mas um dia cansado e sentado eu refleti
Eu pintei meu rosto me vesti de ilusões
E de mim esqueci?
Fiz as pessoas felizes
Arranquei as cicatrizes e em mim nem pensei?
Limpei meu rosto daquela maquiagem
Me despi de ilusões e vi que não me enganei
Percebi que o palhaço não se pinta só pra viver
O palhaço qnd faz rir faz por querer
Ele tb vive de emoções
Pois na realidade só è feliz de verdade
Quem cultiva a alegria nos corações