sábado, 17 de abril de 2010

Meu coração já não é inteiro é pela metade


Vivo de lá pra cá, perdido nesse canteiro

Se dispersou no nevoeiro numa gota de orvalho, no vento aventureiro

Pobre do meu coração que no momento derradeiro,

você partiu estradeiro e eu fiquei sem razão

Coração Pela Metade

Meu coração já não é inteiro é pela metade


Vivo de lá pra cá, perdido nesse canteiro

Se dispersou no nevoeiro numa gota de orvalho, no vento aventureiro

Pobre do meu coração que no momento derradeiro,

você partiu estradeiro e eu fiquei sem razão

Tudo igual


Vou deixar tudo no mesmo lugar, na esperança de um dia você voltar



E vai encontrar tudo igual,


A mesma lua cheia refletindo inteira ou meia em qualquer situação


Verá as estrelas cintilando até mais vezes o aroma da saudade


Até as flores exalam o perfume de lavanda e decoram de multicores a varanda


Ele cai encontrar tudo no mesmo lugar


Todas as fotografias em seus porta- retratos


O mesmo peso de papel na mesinha colocado


E ira ouvir o mesmo som que imortaliza ,com Tom tocando ao piano Luiza, dos piados dos pássaros na beirada da janela


No outono, no verão e nas batidas frementes do meu coração


Apaixonado e eloquente arrebentando de amor e paixão

Novamente amar

Novamente cartas lidas e relidas
Fotografias jogadas


A esmo procurando entender

Passando as horas na tentativa de saber o que aconteceu contigo

O que se perdeu em mim

De certo nada é impossível

E a qualquer tempo vou encontrar

Tudo que não foi possível

Tudo pra novamente amar

Forte e inseguro


Sim é no silêncio da noite,


que as corujas cantam

que todos os sons se aglutinam

E consigo ainda assim ouvir o coração descompassado

É no vazio da alma que se sente a brisa noturna

O aroma de maresia

Entrando pelos poros na varanda escondida



Sim é no clarão da lua,

Que o amor se espreita

Esconde suas armadilhas

De colmeias adocicadas

De uivos das matilhas

É na dança das horas

Na mistura dos fusos

Na mescla de tudo

Deixando o corpo forte e inseguro

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Boa Noite,Bom Dia

vHoje me vejo tão diferente do que um dia


Pensei Ter sido

Sou um violão plangente

Sou um dó sustenido

Que se senta lá nas vagas do tempo que se despersa na ventania

E das mãos só escorre poesia

Em cada verso um segredo

Que continuo guardando nas entrelinhas

Agora se faz tarde amanhã levanto cedo

Boa noite agora até amanhã e Bom dia!


Oração para as Solteiras

Santo Antônio me dê um namorado


Carinhoso , fiel sem ser casado

Que celebre cada data importante

E me atenda antes, depois e durante





São Valentim, ser rico não carece

Mas pobretão ninguém merece

Que não associe férias com anzol

E deteste jogo de futebol



Santo Expedito tudo é possível

Que seja forte meigo sem ser gay

Que casar lhe seja algo factível

Que nunca diga : “Eu te avisei’



São Longuinho quem te procura acha

Não permita que ele fale: menas

Ou tenha as unhas sujas de graxa

Se beber, que seja uma dose apenas



São João, paciência é essencial

Que ele adore minha mãe por favor

Na cama amante profissional

A TPM, trate com amor



Meu Pai do Céu Permita que eu peque

Faça com que a fonte nunca seque

Livrai-me, pai de crises passionais

Amém

Será que eu pedi demais ?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Presa no ônibus



O dia em que o Rio de Janeiro parou.

Não sabia que depois de pegar o ônibus embaixo de muita chuva e sob um rio de lama, o tormento ainda estava pra acontecer!

Pensava em descer na estação do Metro , mas quem disse que consegui descer. A água já tinha chegado na estação cobrindo os primeiros degraus.

Resolvi então seguir viagem de ônibus mesmo embora soubesse que passava em áreas complicadas, escuros e principalmente alagados. Graças a experiência do motorista conseguimos passar com muita dificuldade, era muita chuva o trânsito estava tb um caos. Conseguimos chegar na Av: Maracanã entrando em direção a São Francisco Xavier...Ai ficamos parados sem saber o motivo...Passava que poderia ser algum acidente ou carros enguiçados .Ai ficamos quase duas horas parados, já eram 21horas ,os alunos da UERJ já estavam saindo das aulas. Éramos em 4 mais o motorista. Uma das passageiras resolveu seguir a pé, descendo do coletivo acabou levando uma queda. Víamos as pessoa caminhando descalços com as calças molhadas na altura do joelho e chegamos a conclusão que o Rio Maracanã tinha transbordado.

Sem Ter mas nada o que fazer, alem de rezar e atender celular com os parente pedido notícias, começamos a conversar entre si na tentativa da hora e o nervoso passar. A sorte que queríamos todos para o mesmo lugar.

Nisso sobe mais uma passageira (Rose) que tentou passar de taxi ,porem sem sucesso, resolver continuar de ônibus.

Parecia que algo mais grave tinha acontecido, porem ao chegar mais adiante podemos perceber que tudo estava mesmo alagado , água por todos os lados , e onde não havia alagamento o trânsito era o causador do tormento. Nesse momento mais um senhor entrou no coletivo (Seu João) que seguiu viagem conosco.

Conseguimos chegar até o Largo da Segunda-feira por volta das 2 horas da madrugada de Terça-feira

Nesse ponto a água estava na altura do joelho de quem se aventurava a seguir viagem a pé e nesse mesmo lugar sem ainda saber iria passar a noite.

A fome e sede começou a bater forte e o jeito era pedir a um Bar se poderia trazer algo até o ônibus. Um dos funcionários gentilmente nos serviu de refrigerante e biscoito .O medo e receio de adentrar a água suja era grande , mesmo porque um rapaz já tinha levado um choque o que nos causou um grande susto pois acreditávamos que ele teria sofrido uma crise epiléptica .

Na verdade foi um choque no entanto os porteiros de prédios vizinhos conseguiu resgata-lo.

E assim a madrugada foi avançando , e para passar o tempo já que não conseguíamos dormir conversávamos , trocamos telefones .... tentávamos orientar as pessoas que andavam pelas águas a não passar perto da área onde o rapaz tinha se acidentado. Ali presenciamos tantas coisas, dois rapazes passaram de bote nos filmando e registrando tudo que viam pela frente.



O dia clareou .porem a água não baixava ,pois a chuva dava uma trégua mas quando caia vinha muito forte.

Ainda ficamos mais uma hora nesse ponto, era carros na contra mão coletivos fora do seu itinerário , pessoas sem rumo completamente desorientadas.... um terror de verdade. Depois de muito sufoco, fome sono cansaço , e de passar quase 14 horas chegamos no nosso destino

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Madrugada

Cheiro da madrugada


Que se despede desse dia

Nas orvalhadas que caem

Madrigais, Sinfonia

Passarinhos se espreguiçam em seus ninhos

Anunciando o nascer de uma nova esperança

A brisa fresca da manhã

O perfume de uma flor

O sol desponta no horizonte

Em meu peito nasce o amor

Esse êxtase estonteante

Destilando em mim fantasias

Segue a manhã adiante

Segue tu em meu corpo...poesia

Agua Fria

Água fria que escoa da pedra altaneira


Molho meus pés, mergulho acariciando com as mãos

Deitando aqui na beira vejo meu rosto reflexo tão límpido

Escuto um bem-te-vi a cantar

Aqui ele é livre

Nada é proibido

Água fria da cascata que desemboca aqui no rio tão sereno

Bom é ouvir o som das águas dispersando pelo oceano

Água fria numa manhã sem sol

Sem mágoas sem tristezas

Observo tanta beleza

Continuo aqui sentada

Nessa fantasia abstrata...correnteza

Quaresmeiras!

Quaresmeiras imponentes




Nos quintais dos velhos casarões

Nas ruas nas esquinas nas varandas

Nas vielas coloridas de Mariana

Recosto meu corpo em sua sombra

Repouso o meu cansaço

Confidente da ausência dos abraços

Olhando assim tão frondosa

Encontro minha Paz

Nas suas flores roxo tão claro

Um tom de saudade de cor lilás

Quaresmeiras da porta da igreja

Nas praças por toda parte é companhia

És enfeite das almas saudosas

É prosa ,eu poesia

Insônia

Quando a insônia toma conta velando a noite inteira


Ouço as folhas estremecendo entre a flor de laranjeira

No aroma que dela exala das pequeninas flores e das rosas penetrando na alma

Deixando a sama perfumada



Sem meu sono sem meu nada

Tendo a som da madrugada

Cai uma lágrima orvalhada, eu aqui ainda deitada

A escuridão se evapora, dando lugar a alvidez da manhã

Embora em meu peito ainda seja noite ,carrego-te comigo como talismã, que sorte ainda não me propicia,mas como adorno não arranquei.

Sinto a brisa cortante e fria de um a sonho que sonhei

Ventania

Não ouvi a ventania


Nem vi o clarão da Lua que

Batiam na porta dos fundos

Ventania languida, luar que ilumina

Veio com o calor , ardente tentação

Veio com o frio , água de grotão

Me dê ajuda , quero tua mão

Me dê conforto, quero teu colo

Não ouvi as batidas da ventania

Veio como fantasia , pela vida a nascer

Veio como esperança , de um amor a crescer

Me dê o silêncio, o vento parou extenuado

Não abri a porta por medo, mas pela fresta entrou inundando meus desenganos

E eu fiquei prostrada nesse amor insano

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Frase de Tom Jobim!

Quando uma arvore é cortada
ela renasce em outro lugar
Quando eu morrer quero ir pra esse lugar onde as arvores vivem em Paz!

Lugar nosso!

Se todos pudessem sentir a magia que tem esse lugar; teu retiro meu paraíso


Se todos pudesse Ter o privilégio de Ter aqui essa noite de luar

Sentir o aroma da terra molhada

Mesclando com a brisa que embriaga

Se todos pudesse absorver dessa serenidade da suavidade na dança

Dos girassóis plantados em março

E ve-los crescidos e ao acordar olhar pela janela e vê o ipê roxo florido

Certamente você diria

Se todos pudesse Ter esse pedacinho de mundo, não seria apenas nosso, mas como não sou dona de nada....adoraria que todos pudesse Ter um pedacinho do Paraíso

Alvorada do RIo Paraná

Ele espera o amanhecer da janela


Vendo a alvorada no Rio Paraná

A cidade toda dorme silente

Tanta gente, tanta gente...

E ela onde está?

Ele fica quieto pensativo

O sol vai nascendo ,o dia chegando

Ele pensa :quando ela vai chegar?

Será que vem por terra ou talvez pelo ar

Numa estrela viajante o quem sabe pelas águas a navegar?

Ali ele fica a contemplar

Esperando mais um amanhecer da janela

Vendo a alvorada no Rio Paraná

A saudade dilacera e ele mesmo não aceitando amando quem esta tão longe

Não é santo nem monge

Mesmo assim de lá queria escapar

Porem lá no fundo sempre espera no Rio Paraná

Testamento!

Deixo pra ti todos os dias e noites de insônia que passei driblando

A solidão, o aroma da primavera mesclado ,as borboletas apressadas ,as pétalas caídas na cama ainda perfumada



Deixo pra ti o som ensurdecedor da madrugada a brisa suave que minha lágrimas já secaram e a marola que trazia recordações

Deixo pra ti o inverno cortante, todos os livros da estante, alguns lidos mais que uma vez .Deixo o outono mais cinzento e marcante e aquele banco de praça tambem!

Deixo pra ti , todas as minhas fotografias, todas as nossas cartas escritas lidas relidas

Deixo todos os lugares que sonhei um dia conhecer e outros tantos que conheci sem você, todas as frases que imaginei em dizer umas escrevi outras apenas preferi absorver

Deixei pra ti minha louca alegria de estar em tua companhia e aquela doce melodia que Tom no piano tocava

Deixei pra ti todas as poesias, milhares delas escritas pra você, alguns pensamentos poemas e rascunhos

Deixei então esse testamento essa despedida que talvez um dia te sirva de alento, deixei meu coração porque ele virou terra que ninguem pode entrar

Enfim deixei tudo pra ti então cuide bem de tudo que ainda sobrou de mim!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Apenas uma ligação

Ele ligou apenas pra que eu pudesse ouvir a canção

Onde Gil diz:”Só chamei porque te amo e é grande a paixão

Assim sem motivos, sem razão

Apenas porque a saudade é grande

Deixa ele bobo e aperta o coração

Pensamentos

Me perdoe se da cor dos teus olhos esqueci

Porem ainda me lembro do brilho intenso que jamais vi





Ele diz o que pensa

Que essa dor não compensa

Porem se essa dor me matar, que seja por amor

Morrerei de tanto amar

Amando a própria dor



Não me leve a mal

Mas eu preciso amar

Tenho que dividir extravasar na poesia esse amor

Que apenas cresce...cresce!

Sem parar!



Embora a matemática não mude de modo algum

Ainda um mais um sejam dois

Pra mim continua sendo um!


A lua que me deste ainda brilha alta

Porque vive a esperar

Não perde o viço nem a esperança

De te ver voltar

O Jarrinho ll

E mais uma vez venho eu falar daquele jarrinho de flor no centro da mesa


Estava tão bonito com uma rosa vermelha e lágrimas de Cristo a decorar

E novammente fora posta de lado ,ou melhor ao chaõ pelas mãos de um individo

Um indiv´duo talvez ressentido ou mal amado , que sentou na mesa ao lado a reclamar da vida insistentemente

E o jarrinho que levou a culpa inocente