domingo, 10 de outubro de 2010

MArgarida

Uma margarida no centro de um livro antigo
Marcando pagina de uma história,perfumando a traje´toria infinda de uma vertente ilusória
Apenas uma margarida solitária
Deitada ali no centro de cada página virada
Assim tão frondoza que no jardim vivia
e hoje marca desidratada
Mais cheia de poesia

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Inspiração

Raramente me sinto povoada
Prefiro a solidão e o silêncio da minha inpiração
A quietude da noite ou a hora que senti-la brotar derramando-se como orvalho
e na manhã brindar com os pássaros em sinfonia
 Nos primeiros raios de sol e festejar a esperança com uma nova poesia

Esperança

Espero que um dia você me leia
Que perceba com clareza toda substância aderida em minha poesia
Nesse meu ato de amor de despojamento sem rancor
dos meus segredos que já não são mais,
do conteudo dos teus medos
dos meus vendavais.

Espero como quem espera uma carta que não chega
ou por não ter sido escrito e muito menos enviada
um trem que não passa mais nesses trilhos
,dormitam nas estações enferrujadas,antigas

Eu espero,espero apenas uma resposta
como quem anceia pela chuva para plantar
e o sol para florir e ve-lô novamente sorrir de contentamento
quando sentir-se na minha poesia totalmente aderido
e ter vontade de chegar com o vento.

Passado e presente

Talvez passe muito tempo até lhe reencontrar
e nesse exato instante tudo estará completamente mudado
Mas vou esperar,tenho que me deperar e enfrentar o presente

Viagem em mim

Eu preciso falar comigo mesmo antes de falar com o mundo
Me aventurar nesse mergulho dentro dos meus oceanos
tirar as teias dos meus sonhos;puros e profanos
Abrir as portas dos meus porões
Tirar a poeira da mesa da minha provável sanidade
Preciso escutar cada batida do meu coração
que mesmo ferido continua inteiro e impulsivo
Tenho que ouvir os ecos das minhas salas vazias
a sinfonia que brota da alma
Preciso observar melhor os meus passsos,saber onde piso,quais os caminhos tenho traçado
e os esconderijos enfadados dos meus medos
Vou vontar os tropeços,desviar dos buracos
submergir de tntos outros dar atenção aos meus questionamentos
Assimilar com coerência sem desespero meus fracassos
Pra conviver melhor e me preparar para ganhos
eu preciso conviver comigo mesma
Antes de conviver com o mundo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Roseira

Tenho uma roseira
Lá no fundo do meu quintal
Que ela conversa comigo
Não sei se é loucura
Ou a roseira que é o diferencial
Mas é nesse momento minha única amiga
A que entende o que sinto
Essa dor infinda
Esse amor proibido
 
Fico horas ao lado dela
Contando da minha dor
E ela responde do modo dela
Fazendo nascer outra nova flor
Em cada botão traz o perfume
inundando momentos tão difíceis
Na qual a solidão ilude
são momentos inesquecíveis
Eu tenho uma roseira que conversa comigo

Noite ll

Deixa entrar por completo essa noite...crepúsculo
Nas horas languidas e silenciosa
Onde ouço o canto das corujas e o balançar dos juncos
E a chuva batendo à minha porta
Bálsamo é a noite que ameniza
Meus devaneios e proibidos pensamentos
Serenando nos campos e nas boninas
Alívio á dor e a todo sofrimento
- Deus ! Criaste tantas coisas...é criador
Coisas diferentes ,pessoas diferente...gente
O sol eu sei também criaste e é tão belo não nego
Porem a noite é fremente

Dança do Girassol

Eu vi o girassol sorrindo
Depois de plantado no jardim
Eu o vi, brincando feito um menino com as sempre vivas
E dando vivas aos amores
E ele dançava um tango com as margaridas
Nesse meu jardim repleto de flores

Como entender o AMOR?

Como entender esse amor,
esse amor profundo
simples,
complexo,
sem nexo e tão discutível?
Mesmo que seja completamente traduzível
Em todos os idiomas
Como fazer alguém compreender o incompreendido
Decifrar seus códigos, sejam talhados ou escrito?
Na mescla das cores
Na alquimia da pele
Estando longe ou perto
Abertamente exposto secreto
Mas intensamente sentido
 
Como explicar tamanho sentimento
Profundo inacessível
Assimilar tal conhecimento?
Então eu digo:
Desse amor não sei nada apenas vivo

Noite

Não deixe morrer a noite de vez
Nem vir o sol eterno
Quero essa luminosidade escondida refletida em meu jardim de inverno
Numa mesa de estrelas ou nuvem em cima apenas um lampião acesso talvez
Na noite encontro conforto , durante o dia tenho receio e me recolho
Num ato quase que "vampiresco" sem sangue sem dor

Teu Olhar




Teu olhar é o mesmo
Sempre a procura de calmaria
Cheio de dúvidas
E desprezo por mim
Trazendo a noite e o dia
Essa dor que não tem fim
O tempo passa sim
E esse teu olhar permanece no meu
Sempre a procura
Do que não se perdeu
Porque na verdade nunca encontrou

Anoitecer

Deixa anoitecer
Que a lua chegue mais bonita
E que sua luminosidade possa clarear nossos olhares
Refletindo na superfície da existência
Toda profundidade de um sentimento único.

Deixe-me

Deixe-me molhar na chuva
O Outono vencer, varrendo a minha folhagem pra bem longe
Deixe-me apenas ser primavera ou como uma açucena tombando, no simples toque do orvalho
Uma madrugada longa ,plena e serena
Deixe-me mergulhar nas águas de um oceano fecundo ,cheio de vida de encantos
Me aquecer numa manhã ensolarada. quando o sol iluminar as copas das árvores de dourado
e o ipê roxo ficar mais iluminado
E quando o inverno chegar, que eu encontre nele conforto ou aqui ou em qualquer outro lugar!
Deixe-me

Estação

Levarei em meus olhos
Estando abertos ou fechados
Aquele trem partindo
Cortando os trilhos enferrujados
Rumo ao infinito
Numa tarde de inverno acinzentado
Contando os dormentes
Que vão crescendo
A medida que os vagões vão passando
Levarei em meu pensamento
Aquele trem de aço
Passando por planícies ,campos e abismos
Ele vai partindo, partindo corações
Me deixando nessa estação
Preparando os tons azulados
E o colorido de uma nova Primavera
Levarei na lembrança
Esse trem desaparecendo lá longe diante de mim
Deixando a saudade e essa dor sem fim
A solidão recente e já tão doída
Nessa interminável ferrovia.

Onde?

Onde estás?
Em que tempo em que mundo?
Me digas logo me revele esse segredo
Me conte preciso vê-lo
Nem que seja pela ultima vez, num ultimo sopro de vida
Onde esta você ?
não posso mais viver sem saída

Escolhas

Todas as minhas escolhas foram bem pensadas
Menos essa agora de saber que estou apaixonada
Todos os meus passos ,caminhos e atalhos foram bem traçados
Todas as minhas decisões simples ou complexas foram bem avaliadas
Menos a de decidir se ia ou se ficava
Derepente o amor aconteceu
dentre todas as escolhas uma incógnita
em todas as decisões uma surpresa
todos os caminhos uma novidade
O amor não é uma escolha , e´ um acontecimento

Chuva

A CHUVA
A chuva chegou na rua
Nos lugares quase esquecidos
Nos becos mal iluminados
No ferro das grades retorcidas
A chuva chegou lavando o asfalto quebrado
A calçada desnivelada
O meio fio antigo
Os bueiros soltos
A chuva limpou a solidão noturna
A alma afetuosa e não correspondida
O rosto sofrido
Enfim ,a chuva apagou tudo e eu plantei flores no jardim.

Rascunhos

Valorizo muito mais meus rascunhos
Porque neles encontro o caminho que tenho que atravessar
Até chegar na arte final. Êxodo e Êxtase
E esse caminho, é mágico, edificante as vezes mais que a poesia em si

terça-feira, 24 de agosto de 2010

LIGAÇÃO



Meus desejos dançam no rítimo dessa ponte


Nesse caminho que divide nosso mundo e acaba nos unindo

nesse silêncio profundo tão fundo quanto a profundidade desse rio

Não sei se essa ponte começa do lado de cá

Ou é aqui que ela termina

Não sei se começa do lado de lá ou se finda

Meus desejos dançam nessa ponte

E com você faz um dueto

Você na tua extremidade

Até quando a melodia tocar em segredo

QUANDO ENCONTRAREI CONTIGO?



VAmor, amor


Quando encontrarei contigo?

Longe de tudo ,longe de ti,

Tudo é metade e não existo

O Outono colocou as copas das árvores vermelhas como fogo

Espalhando folhas cinzas pelo chão

A primavera chegou tímida, as flores nasceram

mas não tão altivas



Amor, amor

Quando encontrei contigo?

Aqui me perco em pensamento

Tudo é tão desigual

A chuva vem sempre depois de alguns momentos de sol

Meus ombros estão cansados de carregar a dúvida do teu retorno

Meu coração por ti implora

E quando vejo já é Outono de novo

Meus olhos marejados procuram conforto



Amor, amor

Quando encontrarei contigo?

Meus versos não consigo mais terminar,

todos tem o mesmo sentido

Ou sentido algum

A noite silencia meu caminho

A lua perdeu o sorriso amigo

Amor amor...



INSPIRAÇÃO


Eu tenho um segredo que me persegue, de não conseguir mais escrever


E minha poesia esmorecer e minha inspiração

me abandonar.

Isso vira até pesadelo

E quando acordo continuo com esse medo de poesias ao mundo não mais ofertar

FELICIDADE



Sim eu sou feliz


Não preciso ir para Passargada

Nem ser amiga do rei

Nem mesmo tão pouco me matar

Sinto o amor me sinto amada

E não desisto de mais amar

Prece!



Tenho meu céu de oração


Que me socorre quando minha alma padece

Agonizada por ti

E ele abastece quando a Deus elevo uma prece e assim meus olhos procuram descanso

Mesmo sabendo que não sei do meu pensamento então elevo uma prece por ti

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Retiro

Granja Comary


Aqui apenas o lugar


Onde sinto mais a poesia

Onde sinto mais completa

Mais profunda em mim



Aqui nesse lugar

Onde a vida foi feita e planejada

Onde a lua é tão bem guardada

E o sol mergulha sobre o jardim



Aqui onde a neblina nos visita quase todas as manhãs de inverno

Onde vejo o céu de perto

Meu retiro pessoal



Aqui onde escuto bem mais nitida a melodia da vida

O acalanto dos anjos

E o canto dos pássaros pousando na janela



Aqui onde o crepúsculo da noite da lugar as estrelas ou ao luar

E com as luzes dos vagalumes podem se misturar



Aqui onde me acho e me encontro mais segura

Pois não escuto o barulho da rua é assim posso sonhar

Poesia Íntima



Em todos os meus poemas


Há um pedaço de mim

Em cada

Frase escrita

Uma vivência ou observância

Há uma busca uma busca de verdades e respostas

Em cada Outono um soneto novo aparece

Em cada linha de poesia o aroma da primavera

que chega sorrindo cantando cheio de rosas

E no Verão a forma ardente ou amena de compor

Uma extensa prosa

Mas sem esquecer esteja longe ou perto de falar do Amor no silêncio

Como uma manhã de inverno

Seja Bem Vindo!


Venha não tenha medo nem receio


Eu também estou te esperando faz tempo

E essa nossa insegurança e desconfiança, apenas nos faz nos afastar cada vez mais

Venha que estou vivendo de saudade

Já que morrer não faz parte desse amor que temos pra viver

Tão real pra mim e tão vivo ainda em você

A espera ptra amar


Porque tenho que esperar o Outono


voltar pra te amar outra vez?

Qual a razão de esperar mais um mês

Mais uma mudança de lua pra te amar,

e sair contigo de mãos dadas pelas ruas?

Não posso mais esperar as coisas, mudarem de tempo lugar

Se esse amor vive tão presente em mim sem mudar

Elo

Um Elo


Algo em você nos uni

Um olhar tão profundo imenso

Um sorriso tímido, intenso

Um porto um cais um barco ancorado



Algo em você nos uni

Uma fome de vida

Uma sede insaciável

Uma estrela sutil escondida

E esse desejo imensurável



Algo em você nos uni

Essa vontade desmedida

Uma frase sem ser escrita

Um coração uma batida

Algo como um amor em nossas vidas

Morretes

Uma estação de trem


Morretes

Casarios antigos

Ruinas

Janelas colonias

Ao fundo a neblina das horas

Vencendo a luz e a distância

O dia se despedindo

Com Lenços de seda ao punho

Naquela estação de trem

Uma saudade sem despedida

Uma vontade sem chegada

Apertando o coração

Indas e vindas apaixonadas

Curitiba, Paranaguá e Morretes

Tento desenhar nesse mapa

Minha rima nesse caminho

Vertendo o verde pela serra do Mar

Daqui por diante há de vir

Muitas coisas até ver-te

Na estação de trem em Morretes

Fazendo Amor



Fizemos um amor fremente


Pois o desejo era urgente

Pela grande ausência

Pelo tamanho da saudade



As janelas entre abertas

A lua espreitando calada

Uma melodia silenciosa

De acordes de primavera

Só em nossos sonhos tocava



Troca de beijos e olhares

Que se encontravam num êxtase suado

Mãos e vontades entrelaçadas

corpos misturados



Nesse quarto a meia luz

No aroma de desejo que embriaga e seduz

Uma carícia um suspiro

E outro beijo



E depois do amor

Dois seres languidos e exaustos

Caídos lado a lado

Pelo amor urgente



O mundo corre lá fora

Nosso mundo se resume

em nós

Nessa cama

Nessa hora

Seu Pensamento!


Sei que está sozinho pensando


Tentando organizar o que a gente bagunçou

Você querendo fugir do teu sentimento

Que se transformou em amor

Sei que em algum momento do teu dia

Ou na solidão da noite espero que reflita

E veja a falta que você me faz

E onde se principia a tua PAZ

Pesadelo


Não tem gosto de nada


Nem aroma também

Findou-se a estrada

Ninguém vai nem vem



Não se tem o fuso das horas

Na estação nem partida nem chegada

Ninguém chega nem vai embora

A noite e o dia se perderam na madrugada



Não se tem o fluxo das ondas

Nem elas explodindo em meus pés

Paralizou-se o mar,calou-se as conchas

Ninguém se vê,nem mesmo a maré



A lua continua boiando no céu

Sem vida ,sem brilho , sem fases

Perdeu-se a nostalgia do mel

Ninguém aqui nem em marte



Não se tem quase vida no jardim

Nem flores ,nem rosas

Cresceu apenas capim

Ninguém regou ninguem se importa



Não há nada definido

Nem o sol desce ou se levanta no horizonte

Tornou-se tudo indeciso

Ninguém responde



Derepente uma luz

Aparecendo sem desvelo

Terminou-se esse terrível sonho

Que me pareceu mais um pesadelo

Ondas Bravias


Bravias ondas


Que clareia os ares

Encharcando as margens de espumas

Que evaporam contumazes



Bravias ondas

Bravio o mar

Que me acalanta e expõe

Sem pestanejar



Bravias ondas

Turbilhão de sentimentos a brotar

E brotar em meu peito

E o sol só desponta em teu olhar

Meu Medo!


Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor


A única coisa que sobrou de tanto amar

E a ausência que deixou esse amor me faz chorar

Me fazendo Ter medo de me acomodar



Hoje ela me faz companhia

E sempre se mostra nas entrelinhas

Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor

A única coisa que sobrou de tanto amar



Onde quer que eu vá lá ele está

Talvez eu já nem me dê conta

Antes era fantasma que ronda a noite

Porem hoje já entrou sem ronda

Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor

A única coisa que sobrou de tanto amar

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Te Amo

Fiquei muda


Completamente paralisada

Fora de órbita sem poder reagir

Por dentro turbilhões de sentimentos fumegando borbulhas no meu peito e enraizando pelo corpo

Tentei falar mas não podia

O amor calou-me naquele dia

Só ouvia as batidas do meu coração e tua voz que pedia uma explicação

Foi um momento de descoberta

Um instante que eu buscava tanto sentir

Saber o que pensava o poeta

O que passa na mente dos que escrevem falando de amor

O que move um coração apaixonado o que é esse amor que os deixam sem razão

Porem quando tu novamente indagou o que eu tinha no entanto...só poderia responder: Eu te amo

domingo, 15 de agosto de 2010

Novo Dia

Outra manhã virá


Outro dia amanhece

Tudo se faz novo

O silêncio das flores, das horas

O novo sol que nasce

Tudo passou, a noite terá uma lua nova, uma brisa suave e o aroma que não esquece

O aroma do teu perfume que em mim permanece

Cinzas

Vou juntar antigas cinzas do nosso coração.


Coração que foi queimado pelo fogo da dor da dúvida

Quem sabe possa encontrar algum resto além de pó ,algum concreto além de carvão e poeira

um sentido ressuscitado nessa rua desabitada ou uma flor deitada na calçada, um pedaço de nós que não foi consumido aquele desejo tardio que ardeu mesmo no frio

Quem deixou apagar o pavio?

Acendeste a dor de um amor descabido culpado covarde sozinho!

Recado á Um Ausente

A ausência é com uma casa grande e transparente


Ela não necessita de porta para entrar, que passarás pelos muros e paredes e penderas seus quadros no ar , e flutuarás sob um chão inexistente

Uma casa grande e transparente;

Onde as janelas e portas estarão se movendo e abertas constantemente em direção ao verde... onde nasce a esperança. Assim como os girassóis que dançam à procura do sol, mas isso não é simplesmente uma dança e sim uma realização de fé!



Baseado no trecho do soneto XCIV de Pablo Neruda- Cem Sonetos de Amor

Cinco Mulheres

Cinco mulheres com desejos antigos

Que no presente se mostram indecentes

Ali sentadas a mês cada uma na sua nobreza tomando o chá das cinco

Quinto dia do mês de agosto e embora o inverno esteja rigoroso, chove intensamente lá fora

A chuva veio brindar com as cinco mulheres

Com um chá que não precisava ser das cinco, nem Ter dia nem lugar pra acontecer a não ser o local de encontro das cinco mulheres

Cada uma pede seu chá preferido: Inglês,de ervas de hortelã enfim, conversam no intervalo entre um gole e outro .Conversam e se confidenciam sobre seus desejos clementes e ardentes

Cinco mulheres cinco vidas vividas confidentes

Mil Anos

Mil anos




Passou mil anos

Tudo ficou envelhecido pelo tempo

As fotofrafias,até as digitais também perderam a caor

As cartas amareladas os e-mails na mesma caixa

Tudo muito bem guardado

As cortinas rotas e comidas pelas traças

Na mesa uma garrafa de vinho,um cálice um copo empoeirado

Um vaso de flores ressequidas, uma vela num castiçal

Grandes aberturas no telhado deixando entrar feixes de vida e sol

Um diário na estante junto com tantos livros antigos

Uma lista telefônica, uma agenda sem nada especial

Passou mil anos

E o jardim ainda sobrevive algumas flores

O mato tão alto fugiram as cores, evaporou-se os perfumes

Ainda se vê pássaros fazendo de poleiro o varal

Pode passar mil anos

Mas você em mim sempre será atual!

Volta Esquecida



Já não sei mais voltar

As pisadas que ficaram para trás foram apagadas pelo tempo

Pelo vento ,pelo mar

Se perderam no meu esquecimento

Eu só pensei em você

Vive pra você sem olhar pra trás

Sem olhar em volta

Sem olhar pra dentro de mim

Já não sei mais volta ,também nem quero ir embora

Quero tanto ficar

Então não me mande ir embora

E se o caminho aparecer, vou fingir que não vejo

Mentir pra mim mesmo pra ficar com você

Águas

A água desse rio que divide,


que separa meu desengano

que levou o meu amor

Tão longe,tão longe....



Água do oceano que recebe meu pranto

Entre desejos profanos

Que submerge e resgata

Tão longe , tão longe...



Água da chuva que lava a rua

Que apagou alua

Que meu sono no seu canto insinua e sonho

Tão longe, tão longe...



Água corrente vazante banhando meu corpo

Meu rosto pela manhã

Pelos dias pelas noites

Tão longe, tão longe...



Água do mundo água fria

Quente água que não tem fim

Tão longe , tão longe...

Há uma represa em mim

Silêncio na chegada


Chegue logo ,mas chegue em silêncio


Deixe que teu olhar

Diga tudo,

mostre verdades ,

permita que nesse instante tudo se revele

sinta apenas o calor de nossas almas

Ouça, Ouça o silêncio

Nele se esconde tantos segredos

Segredos insondáveis

Tantos desejos

Principalmente nossa história

Que aos poucos a nós foi revelada

Chegue então em silêncio

Deixe que nossos corpos reproduza todo esse sentimento

Esqueça os fantasmas a vida desgastada

Vivendo no fio da navalha que dessecou aos poucos, todos os medos

Ouça mais uma vez apenas nosso coração

O teu tão inseguro

O meu apaixonado

E hoje juntos são fortes e renovados

E agora que você chegou, não tenho nada a falar

Então me calo!

O tempo que Passou


Quanto tempo já se passou


Eu nem me dei conta

Só hoje percebi

parece que foi ontem

tudo que vivi

E eu sentada aqui vendo o dia amanhecer de longe

O dia vem trazendo a chuva

Lavando a neblina

A primavera não chegou ainda

E quando vier, será que virá por você acompanhada?

Olho o jardim, insisto parece que foi ontem

que em março girassóis foram plantados

As violetas ainda reclamam tua ausência

Mas as rosas em botões já existem enciumadas

E eu aqui a espera de mais uma primavera que venha por ti acompanhada

Ferida Pelo Amor Aberta


F oi numa manhã de Outono


E sse amor de mim fugiu

R asgando todos os meus sonhos

I lusão chegou e não mais saiu



D ias e noite fico a esperar

A ferida grande abriu e não quer fechar



P rovocando tanta dor e desconfianças

E u queria mergulhar de cabeça na esperança

L ouca perdendo a realidade

O amor me feriu de verdade



A ferida ainda esta aberta

M acerando o meu coração

O meu pobre coração cativo

R astejante ficou e sozinho



A ferida uma hora irá cicatrizar

B asta tentar esquecer e acreditar

E u queria conseguir

R ecomeçar sem recaídas incertas

T entar levantar e a ferida fechar

A ferida pelo amor aberta

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Chama Acesa


Eu vou deixar a chama acesa


Porque ela não tem pavio

Só esse calor gostoso

Que carrego comigo

Por devoção

Eu vou deixar a chama acesa

Pra quando você voltar

Pra aquecer teu corpo, iluminar teu caminho

Pra Ter de volta teu caminho

E teu coração

Eu vou deixar a chama acesa



Como sempre deixei

E te receber num abraço apertado

Um sorriso escancarado

Eu vou deixar a chama acesa por amor

Ninguem e nem Eu


Ninguém sabe a dor que carrego


Pelo tempo que espero

Ninguém entende esse meu querer

que tanto quero

Ninguém entende esse meu amor

Que é tão envolvente

Que não sai da minha mente

Ninguém entende esse sentimento mais que eu,

e porque pelo tempo se perdeu

Ninguém sabe como não esqueço

Eu não sei porque vc esqueceu

Colcha de Retalhos


O meu eu hoje, é como uma colcha de retalhos


Cortados e zigue zague ou enviesado

Que não consigo mais juntar

A minha vida é uma dessas partes

e também é a arte que passo a representar

A minha esperança é o corte anda em desalinho

E não é de seda nem de linho

Procurando se prender na costura

Em cada pedaço disperso que ainda espero

Meu coração costurar

Procura-se um coração

Meu coração já não mora dentro do peito



A muito se perdeu pelo mundo


ultrapassou fronteiras


Meu coração perdido


Talvez esteja escondido calado sem abrigo


Com medo inseguro


Atrás de uma porta ,do outro lado do muro

Dentro de algum túnel escuro


Sem vislumbrar a tal luz no final


Ou pode estar na beira de um precipício


Sozinha e cansada ,já cansei de buscar


E um alto preço vivo a pagar


Porem quem encontrar não exija resgate ou recompensa


Espero que quem encontra-lo


Cuide com carinho a muito vive sozinho e solitário


Por favor me devolva então por caridade ou compaixão
Mesmo que esteja completamente machucado



Mas preciso de volta sem enganação


E por lealdade serei grata de verdade


E um lugar eternamente terás em meu coração

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Todo Sentimento

Todo Sentimento







Preciso não dormir

Até se consumar

O tempo

Da gente

Preciso conduzir

Um tempo de te amar

Te amando devagar

E urgentemente

Preciso descobrir

No último momento

Um tempo que refaz o que desfez

Que recolhe todo o sentimento

E bota no corpo uma outra vez



Prometo te querer

Até o amor cair

doente.

Doente

Prefiro então partir

A tempo de poder

A gente se desvencilhar da gente

Depois de te perder

Te encontro, com certeza

Talvez num tempo da delicadeza

Onde não diremos nada

Nada aconteceu

Apenas seguirei, como encantado

Ao lado teu.

(Chico Buarque)

TRansformação

cEu me fiz de primavera


Nessa manhã de inverno


Pra alegrar o seu dia


E sentir o meu amor mais de perto


Eu me fiz de flor


Pra perfumar sua vida


Enfeitar o seu jardim


E te dei a poesia


Com aroma de jasmim

domingo, 25 de julho de 2010

Renovação

Sim eu vou podar todas as arestas


Todas as sobras

Todos os galhos que brados retorcidos

Gravetos esquecidos

Folhas que ficaram jogadas e o outono não varreu

Me queimar e deixar-me em cinzas

Pra novamente ficar inteira e renovada

Cansei de ser incompreendida

Mal amada me deixando ferida arredia com o mundo

Quero poder acreditar em todo novamente

Mesmo que tenha que me podar mil vezes

Você Aqui

Pensar no que tudo significou


Tudo que foi ou que poderia Ter sido

Nesse dia frio

Nessa pouca hora

O pensamento tão longe

Os olhos estáticos perdidos em algum horizonte

Corpo inerte, o desejo a flor da pele

O gosto de um beijo

A boca sedenta

Momento triste ,saudade persiste

A vontade insiste que querer você aqui

Na Lua

No brilho da luas está todas as razões e respostas


Pra dizer que ainda amo você e nada mais importa



Na Lua esta todas as horas que sem você passei

Todos os olhares que um dia lancei e desejei

Buscando sempre a tua face sem saber onde estava você

Nela também está estampada, todas as lágrimas que chorei

As dores que senti

Os momentos que te esperei

Almas afins!

“Para cada pessoa, existe uma pessoa especial.

Muitas vezes, existem duas, três u até quatro.

Todas vêm de gerações diferentes e atravessam oceanos de tempo para estarem conosco.

Trecho de um Poema

A NATUREZA É APENAS UMA SUPERFÍCIE


NA SUA SUPERFÍCIE ELA É PROFUNDA

E TUDO CONTÉM MUITO

SE OS OLHOS BEM OLHAR!”

(Ricardo Reis)-Um dos heteronômios de Fernando Pessoa

Um beijo roubado


Eu vi nos teu


s olhos

A vontade que aflorava

Não pude resisti

Porque tb em mim brotava



Calmamente eu esperava

A tua iniciativa urgente

Tua mão meu rosto acariciava

E o desejo aumentava de forma indecente



Nossa face aos poucos aproximando

Nossos corpos mais próximos ainda

Então um beijo foi roubado

O mais bem roubado de toda minha vida

Tudo quieto


Anda que esse silêncio ta me angustiando


A noite nem as corujas cantam

E pela manhã tb não ouço nada



Anda aqui tudo está tão triste

Nesse cenário todo azul

Nem o vento mais insiste

Nem do norte nem do sul



Entre 4 paredes

Não há mais ninguém

Só a solidão habita

E a saudade também

Coisas

Tantas coisas se apagaram


E tantas outras ficaram

Uma voz que não posso mais ouvir

E tantas que ficaram a me oprimir

Um olhar que não alcanço mais

E outros que me condenam me tirando a Paz



Um sorriso que par mim se fechou

E tantos outros que desabrochou em mim

Um perfume que ficou nos lençóis aqui

E tantos outros que nem senti

Tantas coisas que se partiram

E outras que nem fazem mais sentido

Só esse Amor ficou

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Lembrança não se cala


vSentada aqui


O vento correndo veloz

Passando pelas folhagens

Lambendo meu corpo

Calando qualquer voz

Me trás tantas lembranças

Que refletem no horizonte vendo o sol se deitar

Enquanto a insônia chega me mostra a manhã despertando

Trazendo o inverno cortante

As águas de um rio sereno

E que ao contrário de mim

De tudo que eu sinto ,leva nas suas águas e não trás nada de volta

Mas deixa as lembranças , lembranças que não se calam

Coração Abandonado


Parece que meu coração foi deixado de lado


Foi abandonado acorrentado

Com teu nome gravado no fundo de um rio

Deixado em tal profundidade

Que demorou a ser encontrado novamente

Veio a tona todo machucado

E agora depois de te-lo cuidado

Das feridas tratado

Ele continua abandonado acorrentado no passado