segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Poesia Íntima



Em todos os meus poemas


Há um pedaço de mim

Em cada

Frase escrita

Uma vivência ou observância

Há uma busca uma busca de verdades e respostas

Em cada Outono um soneto novo aparece

Em cada linha de poesia o aroma da primavera

que chega sorrindo cantando cheio de rosas

E no Verão a forma ardente ou amena de compor

Uma extensa prosa

Mas sem esquecer esteja longe ou perto de falar do Amor no silêncio

Como uma manhã de inverno

Seja Bem Vindo!


Venha não tenha medo nem receio


Eu também estou te esperando faz tempo

E essa nossa insegurança e desconfiança, apenas nos faz nos afastar cada vez mais

Venha que estou vivendo de saudade

Já que morrer não faz parte desse amor que temos pra viver

Tão real pra mim e tão vivo ainda em você

A espera ptra amar


Porque tenho que esperar o Outono


voltar pra te amar outra vez?

Qual a razão de esperar mais um mês

Mais uma mudança de lua pra te amar,

e sair contigo de mãos dadas pelas ruas?

Não posso mais esperar as coisas, mudarem de tempo lugar

Se esse amor vive tão presente em mim sem mudar

Elo

Um Elo


Algo em você nos uni

Um olhar tão profundo imenso

Um sorriso tímido, intenso

Um porto um cais um barco ancorado



Algo em você nos uni

Uma fome de vida

Uma sede insaciável

Uma estrela sutil escondida

E esse desejo imensurável



Algo em você nos uni

Essa vontade desmedida

Uma frase sem ser escrita

Um coração uma batida

Algo como um amor em nossas vidas

Morretes

Uma estação de trem


Morretes

Casarios antigos

Ruinas

Janelas colonias

Ao fundo a neblina das horas

Vencendo a luz e a distância

O dia se despedindo

Com Lenços de seda ao punho

Naquela estação de trem

Uma saudade sem despedida

Uma vontade sem chegada

Apertando o coração

Indas e vindas apaixonadas

Curitiba, Paranaguá e Morretes

Tento desenhar nesse mapa

Minha rima nesse caminho

Vertendo o verde pela serra do Mar

Daqui por diante há de vir

Muitas coisas até ver-te

Na estação de trem em Morretes

Fazendo Amor



Fizemos um amor fremente


Pois o desejo era urgente

Pela grande ausência

Pelo tamanho da saudade



As janelas entre abertas

A lua espreitando calada

Uma melodia silenciosa

De acordes de primavera

Só em nossos sonhos tocava



Troca de beijos e olhares

Que se encontravam num êxtase suado

Mãos e vontades entrelaçadas

corpos misturados



Nesse quarto a meia luz

No aroma de desejo que embriaga e seduz

Uma carícia um suspiro

E outro beijo



E depois do amor

Dois seres languidos e exaustos

Caídos lado a lado

Pelo amor urgente



O mundo corre lá fora

Nosso mundo se resume

em nós

Nessa cama

Nessa hora

Seu Pensamento!


Sei que está sozinho pensando


Tentando organizar o que a gente bagunçou

Você querendo fugir do teu sentimento

Que se transformou em amor

Sei que em algum momento do teu dia

Ou na solidão da noite espero que reflita

E veja a falta que você me faz

E onde se principia a tua PAZ

Pesadelo


Não tem gosto de nada


Nem aroma também

Findou-se a estrada

Ninguém vai nem vem



Não se tem o fuso das horas

Na estação nem partida nem chegada

Ninguém chega nem vai embora

A noite e o dia se perderam na madrugada



Não se tem o fluxo das ondas

Nem elas explodindo em meus pés

Paralizou-se o mar,calou-se as conchas

Ninguém se vê,nem mesmo a maré



A lua continua boiando no céu

Sem vida ,sem brilho , sem fases

Perdeu-se a nostalgia do mel

Ninguém aqui nem em marte



Não se tem quase vida no jardim

Nem flores ,nem rosas

Cresceu apenas capim

Ninguém regou ninguem se importa



Não há nada definido

Nem o sol desce ou se levanta no horizonte

Tornou-se tudo indeciso

Ninguém responde



Derepente uma luz

Aparecendo sem desvelo

Terminou-se esse terrível sonho

Que me pareceu mais um pesadelo

Ondas Bravias


Bravias ondas


Que clareia os ares

Encharcando as margens de espumas

Que evaporam contumazes



Bravias ondas

Bravio o mar

Que me acalanta e expõe

Sem pestanejar



Bravias ondas

Turbilhão de sentimentos a brotar

E brotar em meu peito

E o sol só desponta em teu olhar

Meu Medo!


Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor


A única coisa que sobrou de tanto amar

E a ausência que deixou esse amor me faz chorar

Me fazendo Ter medo de me acomodar



Hoje ela me faz companhia

E sempre se mostra nas entrelinhas

Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor

A única coisa que sobrou de tanto amar



Onde quer que eu vá lá ele está

Talvez eu já nem me dê conta

Antes era fantasma que ronda a noite

Porem hoje já entrou sem ronda

Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor

A única coisa que sobrou de tanto amar

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Te Amo

Fiquei muda


Completamente paralisada

Fora de órbita sem poder reagir

Por dentro turbilhões de sentimentos fumegando borbulhas no meu peito e enraizando pelo corpo

Tentei falar mas não podia

O amor calou-me naquele dia

Só ouvia as batidas do meu coração e tua voz que pedia uma explicação

Foi um momento de descoberta

Um instante que eu buscava tanto sentir

Saber o que pensava o poeta

O que passa na mente dos que escrevem falando de amor

O que move um coração apaixonado o que é esse amor que os deixam sem razão

Porem quando tu novamente indagou o que eu tinha no entanto...só poderia responder: Eu te amo

domingo, 15 de agosto de 2010

Novo Dia

Outra manhã virá


Outro dia amanhece

Tudo se faz novo

O silêncio das flores, das horas

O novo sol que nasce

Tudo passou, a noite terá uma lua nova, uma brisa suave e o aroma que não esquece

O aroma do teu perfume que em mim permanece

Cinzas

Vou juntar antigas cinzas do nosso coração.


Coração que foi queimado pelo fogo da dor da dúvida

Quem sabe possa encontrar algum resto além de pó ,algum concreto além de carvão e poeira

um sentido ressuscitado nessa rua desabitada ou uma flor deitada na calçada, um pedaço de nós que não foi consumido aquele desejo tardio que ardeu mesmo no frio

Quem deixou apagar o pavio?

Acendeste a dor de um amor descabido culpado covarde sozinho!

Recado á Um Ausente

A ausência é com uma casa grande e transparente


Ela não necessita de porta para entrar, que passarás pelos muros e paredes e penderas seus quadros no ar , e flutuarás sob um chão inexistente

Uma casa grande e transparente;

Onde as janelas e portas estarão se movendo e abertas constantemente em direção ao verde... onde nasce a esperança. Assim como os girassóis que dançam à procura do sol, mas isso não é simplesmente uma dança e sim uma realização de fé!



Baseado no trecho do soneto XCIV de Pablo Neruda- Cem Sonetos de Amor

Cinco Mulheres

Cinco mulheres com desejos antigos

Que no presente se mostram indecentes

Ali sentadas a mês cada uma na sua nobreza tomando o chá das cinco

Quinto dia do mês de agosto e embora o inverno esteja rigoroso, chove intensamente lá fora

A chuva veio brindar com as cinco mulheres

Com um chá que não precisava ser das cinco, nem Ter dia nem lugar pra acontecer a não ser o local de encontro das cinco mulheres

Cada uma pede seu chá preferido: Inglês,de ervas de hortelã enfim, conversam no intervalo entre um gole e outro .Conversam e se confidenciam sobre seus desejos clementes e ardentes

Cinco mulheres cinco vidas vividas confidentes

Mil Anos

Mil anos




Passou mil anos

Tudo ficou envelhecido pelo tempo

As fotofrafias,até as digitais também perderam a caor

As cartas amareladas os e-mails na mesma caixa

Tudo muito bem guardado

As cortinas rotas e comidas pelas traças

Na mesa uma garrafa de vinho,um cálice um copo empoeirado

Um vaso de flores ressequidas, uma vela num castiçal

Grandes aberturas no telhado deixando entrar feixes de vida e sol

Um diário na estante junto com tantos livros antigos

Uma lista telefônica, uma agenda sem nada especial

Passou mil anos

E o jardim ainda sobrevive algumas flores

O mato tão alto fugiram as cores, evaporou-se os perfumes

Ainda se vê pássaros fazendo de poleiro o varal

Pode passar mil anos

Mas você em mim sempre será atual!

Volta Esquecida



Já não sei mais voltar

As pisadas que ficaram para trás foram apagadas pelo tempo

Pelo vento ,pelo mar

Se perderam no meu esquecimento

Eu só pensei em você

Vive pra você sem olhar pra trás

Sem olhar em volta

Sem olhar pra dentro de mim

Já não sei mais volta ,também nem quero ir embora

Quero tanto ficar

Então não me mande ir embora

E se o caminho aparecer, vou fingir que não vejo

Mentir pra mim mesmo pra ficar com você

Águas

A água desse rio que divide,


que separa meu desengano

que levou o meu amor

Tão longe,tão longe....



Água do oceano que recebe meu pranto

Entre desejos profanos

Que submerge e resgata

Tão longe , tão longe...



Água da chuva que lava a rua

Que apagou alua

Que meu sono no seu canto insinua e sonho

Tão longe, tão longe...



Água corrente vazante banhando meu corpo

Meu rosto pela manhã

Pelos dias pelas noites

Tão longe, tão longe...



Água do mundo água fria

Quente água que não tem fim

Tão longe , tão longe...

Há uma represa em mim

Silêncio na chegada


Chegue logo ,mas chegue em silêncio


Deixe que teu olhar

Diga tudo,

mostre verdades ,

permita que nesse instante tudo se revele

sinta apenas o calor de nossas almas

Ouça, Ouça o silêncio

Nele se esconde tantos segredos

Segredos insondáveis

Tantos desejos

Principalmente nossa história

Que aos poucos a nós foi revelada

Chegue então em silêncio

Deixe que nossos corpos reproduza todo esse sentimento

Esqueça os fantasmas a vida desgastada

Vivendo no fio da navalha que dessecou aos poucos, todos os medos

Ouça mais uma vez apenas nosso coração

O teu tão inseguro

O meu apaixonado

E hoje juntos são fortes e renovados

E agora que você chegou, não tenho nada a falar

Então me calo!

O tempo que Passou


Quanto tempo já se passou


Eu nem me dei conta

Só hoje percebi

parece que foi ontem

tudo que vivi

E eu sentada aqui vendo o dia amanhecer de longe

O dia vem trazendo a chuva

Lavando a neblina

A primavera não chegou ainda

E quando vier, será que virá por você acompanhada?

Olho o jardim, insisto parece que foi ontem

que em março girassóis foram plantados

As violetas ainda reclamam tua ausência

Mas as rosas em botões já existem enciumadas

E eu aqui a espera de mais uma primavera que venha por ti acompanhada

Ferida Pelo Amor Aberta


F oi numa manhã de Outono


E sse amor de mim fugiu

R asgando todos os meus sonhos

I lusão chegou e não mais saiu



D ias e noite fico a esperar

A ferida grande abriu e não quer fechar



P rovocando tanta dor e desconfianças

E u queria mergulhar de cabeça na esperança

L ouca perdendo a realidade

O amor me feriu de verdade



A ferida ainda esta aberta

M acerando o meu coração

O meu pobre coração cativo

R astejante ficou e sozinho



A ferida uma hora irá cicatrizar

B asta tentar esquecer e acreditar

E u queria conseguir

R ecomeçar sem recaídas incertas

T entar levantar e a ferida fechar

A ferida pelo amor aberta

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Chama Acesa


Eu vou deixar a chama acesa


Porque ela não tem pavio

Só esse calor gostoso

Que carrego comigo

Por devoção

Eu vou deixar a chama acesa

Pra quando você voltar

Pra aquecer teu corpo, iluminar teu caminho

Pra Ter de volta teu caminho

E teu coração

Eu vou deixar a chama acesa



Como sempre deixei

E te receber num abraço apertado

Um sorriso escancarado

Eu vou deixar a chama acesa por amor

Ninguem e nem Eu


Ninguém sabe a dor que carrego


Pelo tempo que espero

Ninguém entende esse meu querer

que tanto quero

Ninguém entende esse meu amor

Que é tão envolvente

Que não sai da minha mente

Ninguém entende esse sentimento mais que eu,

e porque pelo tempo se perdeu

Ninguém sabe como não esqueço

Eu não sei porque vc esqueceu

Colcha de Retalhos


O meu eu hoje, é como uma colcha de retalhos


Cortados e zigue zague ou enviesado

Que não consigo mais juntar

A minha vida é uma dessas partes

e também é a arte que passo a representar

A minha esperança é o corte anda em desalinho

E não é de seda nem de linho

Procurando se prender na costura

Em cada pedaço disperso que ainda espero

Meu coração costurar

Procura-se um coração

Meu coração já não mora dentro do peito



A muito se perdeu pelo mundo


ultrapassou fronteiras


Meu coração perdido


Talvez esteja escondido calado sem abrigo


Com medo inseguro


Atrás de uma porta ,do outro lado do muro

Dentro de algum túnel escuro


Sem vislumbrar a tal luz no final


Ou pode estar na beira de um precipício


Sozinha e cansada ,já cansei de buscar


E um alto preço vivo a pagar


Porem quem encontrar não exija resgate ou recompensa


Espero que quem encontra-lo


Cuide com carinho a muito vive sozinho e solitário


Por favor me devolva então por caridade ou compaixão
Mesmo que esteja completamente machucado



Mas preciso de volta sem enganação


E por lealdade serei grata de verdade


E um lugar eternamente terás em meu coração

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Todo Sentimento

Todo Sentimento







Preciso não dormir

Até se consumar

O tempo

Da gente

Preciso conduzir

Um tempo de te amar

Te amando devagar

E urgentemente

Preciso descobrir

No último momento

Um tempo que refaz o que desfez

Que recolhe todo o sentimento

E bota no corpo uma outra vez



Prometo te querer

Até o amor cair

doente.

Doente

Prefiro então partir

A tempo de poder

A gente se desvencilhar da gente

Depois de te perder

Te encontro, com certeza

Talvez num tempo da delicadeza

Onde não diremos nada

Nada aconteceu

Apenas seguirei, como encantado

Ao lado teu.

(Chico Buarque)

TRansformação

cEu me fiz de primavera


Nessa manhã de inverno


Pra alegrar o seu dia


E sentir o meu amor mais de perto


Eu me fiz de flor


Pra perfumar sua vida


Enfeitar o seu jardim


E te dei a poesia


Com aroma de jasmim

domingo, 25 de julho de 2010

Renovação

Sim eu vou podar todas as arestas


Todas as sobras

Todos os galhos que brados retorcidos

Gravetos esquecidos

Folhas que ficaram jogadas e o outono não varreu

Me queimar e deixar-me em cinzas

Pra novamente ficar inteira e renovada

Cansei de ser incompreendida

Mal amada me deixando ferida arredia com o mundo

Quero poder acreditar em todo novamente

Mesmo que tenha que me podar mil vezes

Você Aqui

Pensar no que tudo significou


Tudo que foi ou que poderia Ter sido

Nesse dia frio

Nessa pouca hora

O pensamento tão longe

Os olhos estáticos perdidos em algum horizonte

Corpo inerte, o desejo a flor da pele

O gosto de um beijo

A boca sedenta

Momento triste ,saudade persiste

A vontade insiste que querer você aqui

Na Lua

No brilho da luas está todas as razões e respostas


Pra dizer que ainda amo você e nada mais importa



Na Lua esta todas as horas que sem você passei

Todos os olhares que um dia lancei e desejei

Buscando sempre a tua face sem saber onde estava você

Nela também está estampada, todas as lágrimas que chorei

As dores que senti

Os momentos que te esperei

Almas afins!

“Para cada pessoa, existe uma pessoa especial.

Muitas vezes, existem duas, três u até quatro.

Todas vêm de gerações diferentes e atravessam oceanos de tempo para estarem conosco.

Trecho de um Poema

A NATUREZA É APENAS UMA SUPERFÍCIE


NA SUA SUPERFÍCIE ELA É PROFUNDA

E TUDO CONTÉM MUITO

SE OS OLHOS BEM OLHAR!”

(Ricardo Reis)-Um dos heteronômios de Fernando Pessoa

Um beijo roubado


Eu vi nos teu


s olhos

A vontade que aflorava

Não pude resisti

Porque tb em mim brotava



Calmamente eu esperava

A tua iniciativa urgente

Tua mão meu rosto acariciava

E o desejo aumentava de forma indecente



Nossa face aos poucos aproximando

Nossos corpos mais próximos ainda

Então um beijo foi roubado

O mais bem roubado de toda minha vida

Tudo quieto


Anda que esse silêncio ta me angustiando


A noite nem as corujas cantam

E pela manhã tb não ouço nada



Anda aqui tudo está tão triste

Nesse cenário todo azul

Nem o vento mais insiste

Nem do norte nem do sul



Entre 4 paredes

Não há mais ninguém

Só a solidão habita

E a saudade também

Coisas

Tantas coisas se apagaram


E tantas outras ficaram

Uma voz que não posso mais ouvir

E tantas que ficaram a me oprimir

Um olhar que não alcanço mais

E outros que me condenam me tirando a Paz



Um sorriso que par mim se fechou

E tantos outros que desabrochou em mim

Um perfume que ficou nos lençóis aqui

E tantos outros que nem senti

Tantas coisas que se partiram

E outras que nem fazem mais sentido

Só esse Amor ficou

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Lembrança não se cala


vSentada aqui


O vento correndo veloz

Passando pelas folhagens

Lambendo meu corpo

Calando qualquer voz

Me trás tantas lembranças

Que refletem no horizonte vendo o sol se deitar

Enquanto a insônia chega me mostra a manhã despertando

Trazendo o inverno cortante

As águas de um rio sereno

E que ao contrário de mim

De tudo que eu sinto ,leva nas suas águas e não trás nada de volta

Mas deixa as lembranças , lembranças que não se calam

Coração Abandonado


Parece que meu coração foi deixado de lado


Foi abandonado acorrentado

Com teu nome gravado no fundo de um rio

Deixado em tal profundidade

Que demorou a ser encontrado novamente

Veio a tona todo machucado

E agora depois de te-lo cuidado

Das feridas tratado

Ele continua abandonado acorrentado no passado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Praia

A praia acalanta meu sono


Procuro qualquer lugar pra adormecer

Qualquer canto

Não há mais sono que acalme meu pranto, nem reza nem santo

Um pedaço de estrela morta

De um céu que não alcancei

De um horizonte em linha reta que nunca desenhei



A praia minha amiga ,esconde um segredo

Protege os meus medos

Mas assim mesmo foge de mim algum consolo

Há uma metade de lua

Num tapete que nunca pisei

E essa dor infinita que ainda não matei

Adeus

Eu digo Adeus a esse amor


Senão quer ficar tão perto

Eu te liberto

Mesmo calando minha dor



Eu digo Adeus um Adeus

Temido

Tão sentido mas que teve que ser dito

Mesmo buscando um olhar arrependido

Um gesto de amor



Eu digo Adeus nos olhos teus

Pro sorriso aos braços teus

Me podo dos desejos meus

Siga seu caminho Adeus!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Enamorada da vida (Olegario Mariano)

Adpt: Luiza



Eu sou um enamorada da Vida!

Para sentir melhor o céu na minha casa,

Plantei –a entre o mar e a montanha.

Se as ondas vêm rugir a meus pés, a horas mortas,

A lua desce a mim numa carícia estranha.

Bebo as estrelas de mais perto... Abraço

Todo o corpo do céu num simples movimento.

Como se envolvesse meu louco amor nesse momento

E, quando chove, sinto a torrente das chuvas

Trazendo da montanha, em seu penacho de águas,

Frondes, ninhos, calhaus e pássaros ao vento.

Eu sou uma enamorada da Vida!



Amo-a por tudo quanto ela me pode dar

E sonho que ainda posso um grande ganhar

A água fresca da fonte, a carícia da sombra,

E até a calma silenciosa e mansa

Desse crepúsculo que baixa devagar.

Em cada mão de folha a minha boca bebe

O orvalho da manhã como um suave licor.

Talvez tenha assim o gosto da boca do meu amor

E abro os pulmões, sorvendo em tudo o que me envolve

Essa onda de volúpia e de êxtase e perfume

O aroma desse homem

Que vem do amor e que me leva para o amor

Eu sou um enamorada da Vida!

E espero por um grande Amor

domingo, 11 de julho de 2010

Nada me dá Mais Saudade

Não preciso de um fim de tarde


Pra sentir saudade

Pra sentir falta que ele me faz em mim



Não preciso dessa manhã nublada

Cheia de poças na calçada pela chuva

Que insiste em cair com meu pranto

De saudade



Não preciso de uma noite serena e silenciosa

Nem de uma lua que bóia no céu vaidosa

Pra sentir a falta monstruosa que você me faz

Vidraça

A vidraça se quebrou


Ficou apenas o véu da distância

Tão fino, tão frágil, mas desafiador

Esperando o momento exato

Pra ser levantado ou rasgado

Momento mais que desejado

Quem dará o primeiro passo?

Duvida!

Não Sei se amanhã será tarde pra contar


Talvez hoje seja muito cedo

Porem ontem deixei passar e não revelei todo segredo

O segredo de um amor perfeito

Que já não cabe em si nem em meu peito

Eu sei que não importa o tempo

Porque terei eternamente inteiro

Talvez amanhã não precise dizer mais nada

Ontem foi nas águas passadas

E hoje é apenas um momento mais nada

Coletâneas de Poetas

vQueria ficar aqui sentada numa tarde de inverno


Contar as histórias que ninguém quer escutar

Absorver as idéias que insistem em não querer saber

Ler novamente os livros que estão descansando na estante

Todas as cartas que como MARTA não enviei

Fazer da minha trajetória mais uma mera história

de capítulos breves ou inacabados

Ter alternativas ,múltipla escolhas como LIA falou

Perder a razão na poesia de LUCINDA deixar o amor calar minha boca

Queria ficar aqui perto do vento longe de tudo

Vendo a banda passar, o mundo dançando, começar a dieta de DRUMMOND

cheia de pólen de amor integral

Tirar a pedra no meio do caminho,

saber que os rouxinóis cantam versos na calçada de um desconhecido

Não correr atrás das borboletas QUINTANAMENTE falando

Recitar um poema meladinho no prado de ADÉLIA e cantar

Sagrar-me cavaleiro como VINÍCIUS

Queria apenas AMAR

Coletâneas de Canções

Sim eu daria tudo por mais um momento com você


Ir parar na beira do cais

Em teus braços desvendar se a tarde é mesmo lilás

e o valor de um simples carinho



Sim eu daria muito mais pra Ter a paz do teu sorriso

E meu sonho realizar

Pra saudade mostrar como é sincero o meu amor

Reconhecer que você tb é tudo que me faltava



Sim eu daria tudo pra não sofrer calada como quem ouve uma sinfonia

Ir pra onde estiver o sol já que é primavera há portas e janelas aberta

e quando o outono chegar estarei junto a ti

Ter o teu amor como meu melhor amigo



Sim eu daria tudo pra não te ver cheirando ópio pra aliviar a dor

Nem quero ser teu café pequena

Nem viver um sentimento sem sentido

E ao mesmo tempo não te amar bem mais que a mim





Sim eu daria tudo pra que não fossemos dois rios inteiros sem direção

Criar raiz acender de vez

Ter teu nome nas águas do amor que corre deslizando em Paz

Sim eu daria tudo pro meu mundo

que é você e nada mais

CArtas

Eu não quero minhas cartas de volta


Nem outras com tantas explicações

Eu não quero mais a casa vazia

A dor estampada na minha poesia

Por favor não mande de volta a minha fotografia

Não me diga que tudo não passou de uma fantasia

Porque meu sentimento não é um carnaval nem folia

E eu ainda não perdi a razão

Seja um pouco coerente

Olhe bem na sua frente

Eu não quero nada de volta a não ser você

Mas no entanto se não for possível

Esse amor for incorrigível

Mande de volta meu coração

Porques?

vPorque tanto sofrimento...


Tanta angústia, medo

Se as respostas estão tão perto dentro de você na sua frente?

Porque essa fuga descontrolada...

Se continua deixando a alma aprisionada

O coração encarcerado a consciência pesada?

Gostar de você

Como posso gostar tanto assim de alguém?


Se nem sei quem é direito?

Se ainda sei tão pouco de você

Se esta certo apenas dentro do meu peito



Como posso ficar pensando

o dia inteiro sonhando

Se nunca lhe vi

nem sei qual o teu cheiro



Como posso lhe descrever tão completamente

Com riqueza de detalhes

Nem sei como é direito tua aparência

Nem quais são tuas verdades



Como posso me identificar com alguém

Com tantas poucas coisas que sei

Como desejar um beijo

Se nem sei se me percebeu também
Uma doce Loucura



As flores invadiram a rua


Fizeram do asfalto um jardim


Rachaduras por todo lado fazem um tapete de jasmim


As luzes se apagaram


Agora as lâmpada são estrelas e os postes solitários se transformaram em trepadeiras


AS buzinas e sirenes não tocam mais


Dando lugar a sinfonia de pardais


E a lua que de fazes se dividia


Agora brilha todo dia

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dismestifiando

Não é nenhum dia especial

Nem uma data importante

Nada aconteceu de novo

E eu ainda sou como antes

A lua ainda brilha da mesma forma

Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa

O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados

Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza

E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza

As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto

O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira



Minha poesia também não muda

Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação

O final fica sempre em aberto

Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais

Meu perfume ainda é o mesmo

Só ainda não tenho você por perto

Sem controle

Não , não posso me conter


Me deixe então sozinha com a minha poesia

Se não tenho como gritar,

Minha voz não chegaria aos quatro cantos, então vou escrever

Quem sabe alguém possa ler e lendo absorver e entender?





Não . não tente me impedir

Deixe-me sossegada na minha euforia

Ela não é ilusória

Eu sei que muitos a querem

Então ela não é só minha e nem imprópria



Não , não tente me dizer

Que não posso que não deveria

Porque não tenho medo ,nem covardia , saia não apague o que escrevo



Não, não vou me conter, nem há quem me impeça de ser o que sou,

De fazer o que faço

Vou continuar por onde for

Porque acredito inteiramente no amor!

Noturno

Noturno


Abraço a noite

E não vem o sono

Apenas dorme quem não tem amor

Acordada, sonho



Meus pensamentos pedem passagem

Minha alma devaneios

Flores soltas em aroma e cor

Dorme apenas quem não tem amor

Casa Vazia


Casa vazia uma cadeira na varanda

O vento soprando ,luzes acessas nas janelas vizinhas

È noite de lua cheia

Eu recostando o pensamento cansado de voar tão alto,

De correr pra tão longe cruzando estradas , montes

Casa vazia, noite serena e fria

Coração batendo em tom alto

Como meu vôo ao infinito

Distante prossigo sem sair do lugar

Outono


Outono


O outono tardio se faz

Bosques vazios

O chão um tapete de folhas secas

Um rio inerte pelo frio

O coração quase parando repleto de incertezas

De certo apenas esse desejo meu desatino

Amor Sem Fim


Há uma luz, um brilho que não morre


Um algo mis que não se apaga

Um som que ecoa longe e tão perto

Em meu peito vazio e repleto

Repleto de amor

O teu olhar não morre

Teu sorriso não se apaga

Tua voz ainda escuto por todo o canto

Amor que não se acaba

Perfil


Perfil

Sou uma mescla

Uma mistura na luz da Lua

Sou o mel, do pólen a cor

Para uma abelha mal avisada sou uma flor

Sou uma espera, uma porta sempre aberta

Sou inteiramente amor

Essa Noite


Essa noite eu queria ficar assim;


Deitada em teu colo

Eu queria apenas ficar assim

Lua lânguida, sombras, sonhos, almas afins



Essa noite eu queria teu ´perfume

Deitada em teu colo

Eu queria apenas teu perfume

Amadeirado, adocicado que invade



Essa noite eu queria ouvir teu coração

Deitada em teu colo

Ouvindo apenas teu coração

Suave , suave

Como vento lá fora



Essa noite eu queria que fosse verdade

Deitada em teu colo

Eu queria apenas que fosse verdade

Teu colo, teu coração,você

que é minha felicidade