segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Praia

A praia acalanta meu sono


Procuro qualquer lugar pra adormecer

Qualquer canto

Não há mais sono que acalme meu pranto, nem reza nem santo

Um pedaço de estrela morta

De um céu que não alcancei

De um horizonte em linha reta que nunca desenhei



A praia minha amiga ,esconde um segredo

Protege os meus medos

Mas assim mesmo foge de mim algum consolo

Há uma metade de lua

Num tapete que nunca pisei

E essa dor infinita que ainda não matei

Adeus

Eu digo Adeus a esse amor


Senão quer ficar tão perto

Eu te liberto

Mesmo calando minha dor



Eu digo Adeus um Adeus

Temido

Tão sentido mas que teve que ser dito

Mesmo buscando um olhar arrependido

Um gesto de amor



Eu digo Adeus nos olhos teus

Pro sorriso aos braços teus

Me podo dos desejos meus

Siga seu caminho Adeus!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Enamorada da vida (Olegario Mariano)

Adpt: Luiza



Eu sou um enamorada da Vida!

Para sentir melhor o céu na minha casa,

Plantei –a entre o mar e a montanha.

Se as ondas vêm rugir a meus pés, a horas mortas,

A lua desce a mim numa carícia estranha.

Bebo as estrelas de mais perto... Abraço

Todo o corpo do céu num simples movimento.

Como se envolvesse meu louco amor nesse momento

E, quando chove, sinto a torrente das chuvas

Trazendo da montanha, em seu penacho de águas,

Frondes, ninhos, calhaus e pássaros ao vento.

Eu sou uma enamorada da Vida!



Amo-a por tudo quanto ela me pode dar

E sonho que ainda posso um grande ganhar

A água fresca da fonte, a carícia da sombra,

E até a calma silenciosa e mansa

Desse crepúsculo que baixa devagar.

Em cada mão de folha a minha boca bebe

O orvalho da manhã como um suave licor.

Talvez tenha assim o gosto da boca do meu amor

E abro os pulmões, sorvendo em tudo o que me envolve

Essa onda de volúpia e de êxtase e perfume

O aroma desse homem

Que vem do amor e que me leva para o amor

Eu sou um enamorada da Vida!

E espero por um grande Amor

domingo, 11 de julho de 2010

Nada me dá Mais Saudade

Não preciso de um fim de tarde


Pra sentir saudade

Pra sentir falta que ele me faz em mim



Não preciso dessa manhã nublada

Cheia de poças na calçada pela chuva

Que insiste em cair com meu pranto

De saudade



Não preciso de uma noite serena e silenciosa

Nem de uma lua que bóia no céu vaidosa

Pra sentir a falta monstruosa que você me faz

Vidraça

A vidraça se quebrou


Ficou apenas o véu da distância

Tão fino, tão frágil, mas desafiador

Esperando o momento exato

Pra ser levantado ou rasgado

Momento mais que desejado

Quem dará o primeiro passo?

Duvida!

Não Sei se amanhã será tarde pra contar


Talvez hoje seja muito cedo

Porem ontem deixei passar e não revelei todo segredo

O segredo de um amor perfeito

Que já não cabe em si nem em meu peito

Eu sei que não importa o tempo

Porque terei eternamente inteiro

Talvez amanhã não precise dizer mais nada

Ontem foi nas águas passadas

E hoje é apenas um momento mais nada

Coletâneas de Poetas

vQueria ficar aqui sentada numa tarde de inverno


Contar as histórias que ninguém quer escutar

Absorver as idéias que insistem em não querer saber

Ler novamente os livros que estão descansando na estante

Todas as cartas que como MARTA não enviei

Fazer da minha trajetória mais uma mera história

de capítulos breves ou inacabados

Ter alternativas ,múltipla escolhas como LIA falou

Perder a razão na poesia de LUCINDA deixar o amor calar minha boca

Queria ficar aqui perto do vento longe de tudo

Vendo a banda passar, o mundo dançando, começar a dieta de DRUMMOND

cheia de pólen de amor integral

Tirar a pedra no meio do caminho,

saber que os rouxinóis cantam versos na calçada de um desconhecido

Não correr atrás das borboletas QUINTANAMENTE falando

Recitar um poema meladinho no prado de ADÉLIA e cantar

Sagrar-me cavaleiro como VINÍCIUS

Queria apenas AMAR

Coletâneas de Canções

Sim eu daria tudo por mais um momento com você


Ir parar na beira do cais

Em teus braços desvendar se a tarde é mesmo lilás

e o valor de um simples carinho



Sim eu daria muito mais pra Ter a paz do teu sorriso

E meu sonho realizar

Pra saudade mostrar como é sincero o meu amor

Reconhecer que você tb é tudo que me faltava



Sim eu daria tudo pra não sofrer calada como quem ouve uma sinfonia

Ir pra onde estiver o sol já que é primavera há portas e janelas aberta

e quando o outono chegar estarei junto a ti

Ter o teu amor como meu melhor amigo



Sim eu daria tudo pra não te ver cheirando ópio pra aliviar a dor

Nem quero ser teu café pequena

Nem viver um sentimento sem sentido

E ao mesmo tempo não te amar bem mais que a mim





Sim eu daria tudo pra que não fossemos dois rios inteiros sem direção

Criar raiz acender de vez

Ter teu nome nas águas do amor que corre deslizando em Paz

Sim eu daria tudo pro meu mundo

que é você e nada mais

CArtas

Eu não quero minhas cartas de volta


Nem outras com tantas explicações

Eu não quero mais a casa vazia

A dor estampada na minha poesia

Por favor não mande de volta a minha fotografia

Não me diga que tudo não passou de uma fantasia

Porque meu sentimento não é um carnaval nem folia

E eu ainda não perdi a razão

Seja um pouco coerente

Olhe bem na sua frente

Eu não quero nada de volta a não ser você

Mas no entanto se não for possível

Esse amor for incorrigível

Mande de volta meu coração

Porques?

vPorque tanto sofrimento...


Tanta angústia, medo

Se as respostas estão tão perto dentro de você na sua frente?

Porque essa fuga descontrolada...

Se continua deixando a alma aprisionada

O coração encarcerado a consciência pesada?

Gostar de você

Como posso gostar tanto assim de alguém?


Se nem sei quem é direito?

Se ainda sei tão pouco de você

Se esta certo apenas dentro do meu peito



Como posso ficar pensando

o dia inteiro sonhando

Se nunca lhe vi

nem sei qual o teu cheiro



Como posso lhe descrever tão completamente

Com riqueza de detalhes

Nem sei como é direito tua aparência

Nem quais são tuas verdades



Como posso me identificar com alguém

Com tantas poucas coisas que sei

Como desejar um beijo

Se nem sei se me percebeu também
Uma doce Loucura



As flores invadiram a rua


Fizeram do asfalto um jardim


Rachaduras por todo lado fazem um tapete de jasmim


As luzes se apagaram


Agora as lâmpada são estrelas e os postes solitários se transformaram em trepadeiras


AS buzinas e sirenes não tocam mais


Dando lugar a sinfonia de pardais


E a lua que de fazes se dividia


Agora brilha todo dia

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dismestifiando

Não é nenhum dia especial

Nem uma data importante

Nada aconteceu de novo

E eu ainda sou como antes

A lua ainda brilha da mesma forma

Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa

O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados

Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza

E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza

As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto

O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira



Minha poesia também não muda

Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação

O final fica sempre em aberto

Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais

Meu perfume ainda é o mesmo

Só ainda não tenho você por perto

Sem controle

Não , não posso me conter


Me deixe então sozinha com a minha poesia

Se não tenho como gritar,

Minha voz não chegaria aos quatro cantos, então vou escrever

Quem sabe alguém possa ler e lendo absorver e entender?





Não . não tente me impedir

Deixe-me sossegada na minha euforia

Ela não é ilusória

Eu sei que muitos a querem

Então ela não é só minha e nem imprópria



Não , não tente me dizer

Que não posso que não deveria

Porque não tenho medo ,nem covardia , saia não apague o que escrevo



Não, não vou me conter, nem há quem me impeça de ser o que sou,

De fazer o que faço

Vou continuar por onde for

Porque acredito inteiramente no amor!

Noturno

Noturno


Abraço a noite

E não vem o sono

Apenas dorme quem não tem amor

Acordada, sonho



Meus pensamentos pedem passagem

Minha alma devaneios

Flores soltas em aroma e cor

Dorme apenas quem não tem amor

Casa Vazia


Casa vazia uma cadeira na varanda

O vento soprando ,luzes acessas nas janelas vizinhas

È noite de lua cheia

Eu recostando o pensamento cansado de voar tão alto,

De correr pra tão longe cruzando estradas , montes

Casa vazia, noite serena e fria

Coração batendo em tom alto

Como meu vôo ao infinito

Distante prossigo sem sair do lugar

Outono


Outono


O outono tardio se faz

Bosques vazios

O chão um tapete de folhas secas

Um rio inerte pelo frio

O coração quase parando repleto de incertezas

De certo apenas esse desejo meu desatino

Amor Sem Fim


Há uma luz, um brilho que não morre


Um algo mis que não se apaga

Um som que ecoa longe e tão perto

Em meu peito vazio e repleto

Repleto de amor

O teu olhar não morre

Teu sorriso não se apaga

Tua voz ainda escuto por todo o canto

Amor que não se acaba

Perfil


Perfil

Sou uma mescla

Uma mistura na luz da Lua

Sou o mel, do pólen a cor

Para uma abelha mal avisada sou uma flor

Sou uma espera, uma porta sempre aberta

Sou inteiramente amor

Essa Noite


Essa noite eu queria ficar assim;


Deitada em teu colo

Eu queria apenas ficar assim

Lua lânguida, sombras, sonhos, almas afins



Essa noite eu queria teu ´perfume

Deitada em teu colo

Eu queria apenas teu perfume

Amadeirado, adocicado que invade



Essa noite eu queria ouvir teu coração

Deitada em teu colo

Ouvindo apenas teu coração

Suave , suave

Como vento lá fora



Essa noite eu queria que fosse verdade

Deitada em teu colo

Eu queria apenas que fosse verdade

Teu colo, teu coração,você

que é minha felicidade



domingo, 6 de junho de 2010

Amor sem fim

Eu perdi o controle da poesia


Ela mesma se deita no papel por mim

Porque meu peito

Virou vazante tão inconstante que transborda amor sem fim

Controle

Eu posso mudar meu caminho


Mudar a aparência a posição do relógio na parede

Mudar meu lugar à mesa

Eu posso trocar de roupa tantaas vezes que eu puder

Posso trocar as estações do rádio

Trocar o garfo por colher



Eu posso tomar qualquer decisão, certa ou errada

Posso tomar café ou água gelada quem sabe até uma limonada

Eu posso dominar a situação

Mas no entanto virei escrava do amor que tomou conta do meu coração

Amor perfeito

Bate no peito amor perfeito

Que não tem jeito

De silenciar

Bate tão alto que nem amplificador

Tem como se comparar

Amor no peito em mim fica do lado esquerdo

Mas é em todo peito que faz pulsar

Pulsa aqui e no corpo inteiro

Faz estremecer faz delirar



Nasce no jardim bem lá no meio

Como flor ...Amor perfeito

Também tem lugar no canteiro do amor

Recebe em troca um jardineiro um poeta ou doutor

Esse querer aventureiro

Não importa quem se foi hoje ou ontem

Seja na mulher ou no homem

O que realça e o perfeito amor

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Verde Ramaria

Verde Ramaria

Que me concede mais uma poesia

E pela estradinha desenhando em ziguezague aterrada

Lá se vai a Romaria

Tão longe vai que já nem mais escuto a cantoria

Clamando e chorando seus ais na languida melodia

Agora nesse momento sinto apenas a aragem,

balançando um sino preso na janela

E um pequeno giro do cata-vento de folhas de seda amarela



A verde ramaria ainda brilha tendo a ventania nas folhagens

Logo anuncia uma chuva ao entardecer

E me concede novamente força pra caneta fremente escrever

E assim a chuva desce assentando o pó da estradinha ao longe

No ziguezaguear encharcando a verde ramaria

dando viço as folhagens e aos pastos fertilidade

E vida a poesia



Ei! Alguém corre lá no quintal, pra tirar as roupas pendurada e já encharcadas no varal

E depois entre na varanda , que a chuva não abranda e já é temporal

E pela vidraça eu contemplo ,ouvindo o cantar do vento a paisagem acinzentada

E mesmo o tempo fechado

Pela vidraça separado

Ainda entra o aroma de terra molhada

E a verde ramaria como nunca se esconde

Traz inspiração aos montes

De mais uma rascunhada

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pescador

vou deixar de ser trovador


e vou pescar emoção

e vou sonhar como pescador

fisgar um meigo coração

Um meigo coração que já foi fisgado

Mas que pelo pescador ainda não foi notado

Um pescador que sonha

E que trova sem temor

Que pesca e escreve com o anzol lindos versos de Amor!



Parceria com o amigo Pedro!

Silêncio das águas

No silêncio das águas

O poeta pesca muito mais que palavras, pesca emoção

Que estão sutilmente mergulhadas

no fundo de um rio lançadas , junto a solidão

A Poesia

Não entristeça ,minha poesia


Ela não é só minha, é do mundo

Ela não é só sua é de todos



É o que eu tenho de mais profundo



Não machuque mais minha inspiração

Ela não me pertence



Ela vem de tudo que vejo e vivencio

Da minha escrita você não é o único caminho

Não vou me calar

Quando encontro teus olhos o mundo lá fora silencia


Tenho tanto a dizer mas também me calo e nasce mais uma poesia

Me calo porque tenho medo de falar

Mas se o mundo se cala e você sorrir, é sinal que você não quer ler quer me ouvir



Quando seus olhos me encontrarem novamente

Não vou me calar

Vou falar que te amo incondicionalmente

E sempre vou te amar!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Campo de Girassol


vGirassol



Meus olhos se perdem


No infinito desse campo repleto de girassóis


Na esperança, na dança da luz na magia do vento


Na neblina da manhã


Nas flores que ainda irão crescer


Eu queria era voltar a ser criança


E por esses campos correr


Pra sentir o vento e os girassóis lambendo meu corpo acariciando sem medo


Eu queria voltar nesse lugar


Onde nunca fui


Onde apenas meus olhos foram fechados e sonhando.

Neblina

Eu viajo na neblina



De uma tarde escura e fria


Sentindo o cheiro de terra molhada


Vendo a chuva chegando e caindo sorrateira


Vejo o verde mais verde


O cinza descortinando a tarde


São cores de inverno em pleno verão na minha frente


E isso me acalma, renova faz os pensamentos se moldarem no seu tempo






E tudo entra em seu prumo






Uma tarde de neblina me faz companhia

Vou Dentro de Mim a Sombra Procurando(Fernando Pessoa)


Desenrolando dúvidas e certezas


Respostas talvez irei encontrando

Nesse meu vasto mundo insano

Procurando nas sombras ,procurando

Tudo vou espalhando , não me importando

Porque se cair depois vou catando

E cada coisa , desejos no lugar colocando

E cada vez mais me aprofundado

Até encontrar a mim mesma

Sem respostas me revelando

Sem saber de anda ainda continuo a sina

Procurando ...procurando...

Nele

É nele que me inspiro



Nesse amor infinito


Mesmo mal resolvido


Num sorriso tão lindo


Nesse olhar que eu acredito






È nele que me invento


Nessa verdade que só eu compreendo


Numa explosão de sentimento


Na fúria de um tufão, na suavidade do vento


Porque sei que não é só de momento






È nele que me acho


Nessa procura por fora e por dentro


Por todos os espaços


Num prazer que me dá inteiro ou em pedaços


Sem coincidências nem acasos

terça-feira, 18 de maio de 2010

Jardins de Monet

Em suas cores de outono menos florido


Ainda se mostra o jardim no mergulho na alma do pintor


O aroma guardado da primavera , das dança dos juncos


Na lagoa folhas então em sentinela


Numa ponte pequena de madeira esverdeada






Com a mesma pintura tens a casa e todas as janelas






A primavera ainda se faz distante mas as flores ainda brotam no mistério elegante



Jardim de Monet, fica na França na cidade de Geverny, onde foi moradia do Pintor por muitos anos!


Hoje os jardins estão abertos a visitação!




Aos seus Olhos


Ainda me tortura a idéia



O simples fato de você não acreditar


Suspeitando do meu sentimento






O real sentido do verbo amar


Longos dias passo a pensar


Horas a fio tentando entender


O que preciso fazer?


Só peço mais uma chance










Só uma apenas


Esperando que você aceite


Um amor puro e verdadeiro


Seus olhos poderão sim entender

Meus olhos


De olhos abertos sonho


E ao fecha-los disfarço

Meu olhar tristonho

E assim meu sonho vou compondo

Sem me importar se chove,

se faz sol ou se há ou não ventania

Eu sonho apenas ... sonho junto a poesia

Tragédia


A minha tragédia é só minha



Não queiram partilhar, sou egoísta até na dor


Porque minha dor ninguém entende nem podem carregar


Condenada eu fui a esse amor

Dias e noites


Dias e noites...

Dias e noites e madrugada

Quente, silente , embriagada

Hora , minutos e segundos

Que se arrastam, passam vagarosamente sem você

E tudo é quase nada

Como mergulhar no rio de águas turvas ou claras

Vir a tona molhada com a alma seca desenfreada

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Folhas Secas

Porque você acabou com a minha ilusão?


Que alimentava meu coração

Deitada fiquei em folhas secas

Na aridez de uma primavera intensa

Que o verão e outono varreram

Assim como teu desprezo

Que atingiu meu coração em cheio

Mulher Feliz

Não me chame de inconseqüente


Só porque preciso desse amor urgente,

pra poder seguir enfrente

Para me sentir livre e contente

Pra que a paz que procurava seja presente

Pra fazer luzir manhãs de sol ausente



Pra fazer brilhar a noite uma estrela cadente

E que a lua brinde intensamente

Pra adormecer suavemente


Quando um dia te encontrar


Não vou nem querer pensar


No que passou,nem o que pode vir a se apresentar


Quando eu te rever


Não vou nem querer saber


O que sobrou no que restou o que pode acontecer
Nesse dia queria lhe deixar por escrito


Um verso bem bonito

Porem não sei se consigo

Talvez saia algo de improviso



Também queria te oferecer as mais linda rosas

De cores completamente diferentes

E com um aroma eloquente

Nesse dia queria te agradecer

Pelas noites mal dormidas

Pela mão sempre estendida, pelo carinho e compreensão

E porque não dos puxões de orelha , das risadas e brincadeiras

E por me esperar sempre com um sorriso no portão



Mãe nesse teu dia tb quero lhe pedir desculpas

Por alguma palavra dita sem pensar

Pela falta de entendimento e se algum dia de tristeza lhe fiz chorar

minha filha é uma moça de verdade e isso me traz a maturidade

de entender o amor maternal

Nesse teu dia, de onde estiver , se que por mim ainda estar a zelar

E mesmo tendo a saudade no lugar da tua física imagem, perto ainda te sinto



Como meu verdadeiro abrigo,estará sempre comigo

Até novamente te encontrar



DEDICO ESSA PEQUENA HOMENAGEM A MULHER MARAVILHOSA QUE FOI É E SEMPRE SERÁ.

MINHA QUERIDA E SAUDOSA MÃE.

sábado, 1 de maio de 2010

Amor de Outono


Amor de Outono

Coleção de poemas e poesias entre elas:

-Juras de Amor
-Coração de outono
-A lua não me basta
 

Rosa em preto e branco coleção de poesias e poemas entre eles:

-eu juro
-Tarde chuvosa
-Eu ainda acredito

Sementes de Girassol

Coleção de 36 poemas e poesias entre elas:

-Sementes
-Poesias
-Sem você
-Tantas vezes

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Inesquecível coleção de  39 Poesias e poemas, entre eles:

-Alvorada
-O meu eu
-Rede ,brisa e sossego
-Saudação

Sentimento de poeta

Sentimento de poeta:Poemas e poesias no total de 20 textos entre eles:

-Sentimento de poeta
Feliz Natal
-Nada posso
-Amargura

terça-feira, 27 de abril de 2010

HISTÓRIA DE AMOR

História de amor, coleção de 43 poemas e poesias.entre elas:
-Luiza
_Não sei nada
-Fuga
-Meu mundo...etç

terça-feira, 20 de abril de 2010

DESENCANTO

Desencantou...



É título de livro


É pausa num retrato colorido


É rima de poesia


É pintura numa tela vazia


É mar que quebra na praia infinda


É canções tocadas de encontros e despedidas


É aroma das sempre vivas


É frescor da lua refletida


É saudade infinita


É dor oculta escondida

JANELA PARA O MUNDO


O que vale mais que esse poema?


O que vale mais que ver a açucena caindo tão pequena,?


Um colibri sobrevoando o jardim?






O que vale os segredos nas rimas ,nos decassílabos?


Talvez seria mais valiosa a rosa que nasce na rua


Pulsando no asfalto do que aquela que enfeita o centro da mesa






O que vale são coisas tão pequenas


Que vale mais que esse simples poema,


Abrindo a janela para o mundo

Inteira


Eu já mergulhei bem fundo do que se poSSa imaginar


Já voei tão alto que jamais poderia alçar outro vôo igual


Já fui bem mais além dos limites desse quintal


Dessa estrada desse mundo


Tirei os pés do chão


Ou talvez tenha tirado o chão pra pisar nas nuvens


Sem perder o fôlego,


Sem perder o rumo


Sem me perder

sábado, 17 de abril de 2010

Meu coração já não é inteiro é pela metade


Vivo de lá pra cá, perdido nesse canteiro

Se dispersou no nevoeiro numa gota de orvalho, no vento aventureiro

Pobre do meu coração que no momento derradeiro,

você partiu estradeiro e eu fiquei sem razão

Coração Pela Metade

Meu coração já não é inteiro é pela metade


Vivo de lá pra cá, perdido nesse canteiro

Se dispersou no nevoeiro numa gota de orvalho, no vento aventureiro

Pobre do meu coração que no momento derradeiro,

você partiu estradeiro e eu fiquei sem razão

Tudo igual


Vou deixar tudo no mesmo lugar, na esperança de um dia você voltar



E vai encontrar tudo igual,


A mesma lua cheia refletindo inteira ou meia em qualquer situação


Verá as estrelas cintilando até mais vezes o aroma da saudade


Até as flores exalam o perfume de lavanda e decoram de multicores a varanda


Ele cai encontrar tudo no mesmo lugar


Todas as fotografias em seus porta- retratos


O mesmo peso de papel na mesinha colocado


E ira ouvir o mesmo som que imortaliza ,com Tom tocando ao piano Luiza, dos piados dos pássaros na beirada da janela


No outono, no verão e nas batidas frementes do meu coração


Apaixonado e eloquente arrebentando de amor e paixão

Novamente amar

Novamente cartas lidas e relidas
Fotografias jogadas


A esmo procurando entender

Passando as horas na tentativa de saber o que aconteceu contigo

O que se perdeu em mim

De certo nada é impossível

E a qualquer tempo vou encontrar

Tudo que não foi possível

Tudo pra novamente amar

Forte e inseguro


Sim é no silêncio da noite,


que as corujas cantam

que todos os sons se aglutinam

E consigo ainda assim ouvir o coração descompassado

É no vazio da alma que se sente a brisa noturna

O aroma de maresia

Entrando pelos poros na varanda escondida



Sim é no clarão da lua,

Que o amor se espreita

Esconde suas armadilhas

De colmeias adocicadas

De uivos das matilhas

É na dança das horas

Na mistura dos fusos

Na mescla de tudo

Deixando o corpo forte e inseguro

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Boa Noite,Bom Dia

vHoje me vejo tão diferente do que um dia


Pensei Ter sido

Sou um violão plangente

Sou um dó sustenido

Que se senta lá nas vagas do tempo que se despersa na ventania

E das mãos só escorre poesia

Em cada verso um segredo

Que continuo guardando nas entrelinhas

Agora se faz tarde amanhã levanto cedo

Boa noite agora até amanhã e Bom dia!


Oração para as Solteiras

Santo Antônio me dê um namorado


Carinhoso , fiel sem ser casado

Que celebre cada data importante

E me atenda antes, depois e durante





São Valentim, ser rico não carece

Mas pobretão ninguém merece

Que não associe férias com anzol

E deteste jogo de futebol



Santo Expedito tudo é possível

Que seja forte meigo sem ser gay

Que casar lhe seja algo factível

Que nunca diga : “Eu te avisei’



São Longuinho quem te procura acha

Não permita que ele fale: menas

Ou tenha as unhas sujas de graxa

Se beber, que seja uma dose apenas



São João, paciência é essencial

Que ele adore minha mãe por favor

Na cama amante profissional

A TPM, trate com amor



Meu Pai do Céu Permita que eu peque

Faça com que a fonte nunca seque

Livrai-me, pai de crises passionais

Amém

Será que eu pedi demais ?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Presa no ônibus



O dia em que o Rio de Janeiro parou.

Não sabia que depois de pegar o ônibus embaixo de muita chuva e sob um rio de lama, o tormento ainda estava pra acontecer!

Pensava em descer na estação do Metro , mas quem disse que consegui descer. A água já tinha chegado na estação cobrindo os primeiros degraus.

Resolvi então seguir viagem de ônibus mesmo embora soubesse que passava em áreas complicadas, escuros e principalmente alagados. Graças a experiência do motorista conseguimos passar com muita dificuldade, era muita chuva o trânsito estava tb um caos. Conseguimos chegar na Av: Maracanã entrando em direção a São Francisco Xavier...Ai ficamos parados sem saber o motivo...Passava que poderia ser algum acidente ou carros enguiçados .Ai ficamos quase duas horas parados, já eram 21horas ,os alunos da UERJ já estavam saindo das aulas. Éramos em 4 mais o motorista. Uma das passageiras resolveu seguir a pé, descendo do coletivo acabou levando uma queda. Víamos as pessoa caminhando descalços com as calças molhadas na altura do joelho e chegamos a conclusão que o Rio Maracanã tinha transbordado.

Sem Ter mas nada o que fazer, alem de rezar e atender celular com os parente pedido notícias, começamos a conversar entre si na tentativa da hora e o nervoso passar. A sorte que queríamos todos para o mesmo lugar.

Nisso sobe mais uma passageira (Rose) que tentou passar de taxi ,porem sem sucesso, resolver continuar de ônibus.

Parecia que algo mais grave tinha acontecido, porem ao chegar mais adiante podemos perceber que tudo estava mesmo alagado , água por todos os lados , e onde não havia alagamento o trânsito era o causador do tormento. Nesse momento mais um senhor entrou no coletivo (Seu João) que seguiu viagem conosco.

Conseguimos chegar até o Largo da Segunda-feira por volta das 2 horas da madrugada de Terça-feira

Nesse ponto a água estava na altura do joelho de quem se aventurava a seguir viagem a pé e nesse mesmo lugar sem ainda saber iria passar a noite.

A fome e sede começou a bater forte e o jeito era pedir a um Bar se poderia trazer algo até o ônibus. Um dos funcionários gentilmente nos serviu de refrigerante e biscoito .O medo e receio de adentrar a água suja era grande , mesmo porque um rapaz já tinha levado um choque o que nos causou um grande susto pois acreditávamos que ele teria sofrido uma crise epiléptica .

Na verdade foi um choque no entanto os porteiros de prédios vizinhos conseguiu resgata-lo.

E assim a madrugada foi avançando , e para passar o tempo já que não conseguíamos dormir conversávamos , trocamos telefones .... tentávamos orientar as pessoas que andavam pelas águas a não passar perto da área onde o rapaz tinha se acidentado. Ali presenciamos tantas coisas, dois rapazes passaram de bote nos filmando e registrando tudo que viam pela frente.



O dia clareou .porem a água não baixava ,pois a chuva dava uma trégua mas quando caia vinha muito forte.

Ainda ficamos mais uma hora nesse ponto, era carros na contra mão coletivos fora do seu itinerário , pessoas sem rumo completamente desorientadas.... um terror de verdade. Depois de muito sufoco, fome sono cansaço , e de passar quase 14 horas chegamos no nosso destino