A praia acalanta meu sono
Procuro qualquer lugar pra adormecer
Qualquer canto
Não há mais sono que acalme meu pranto, nem reza nem santo
Um pedaço de estrela morta
De um céu que não alcancei
De um horizonte em linha reta que nunca desenhei
A praia minha amiga ,esconde um segredo
Protege os meus medos
Mas assim mesmo foge de mim algum consolo
Há uma metade de lua
Num tapete que nunca pisei
E essa dor infinita que ainda não matei
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Adeus
Eu digo Adeus a esse amor
Senão quer ficar tão perto
Eu te liberto
Mesmo calando minha dor
Eu digo Adeus um Adeus
Temido
Tão sentido mas que teve que ser dito
Mesmo buscando um olhar arrependido
Um gesto de amor
Eu digo Adeus nos olhos teus
Pro sorriso aos braços teus
Me podo dos desejos meus
Siga seu caminho Adeus!
Senão quer ficar tão perto
Eu te liberto
Mesmo calando minha dor
Eu digo Adeus um Adeus
Temido
Tão sentido mas que teve que ser dito
Mesmo buscando um olhar arrependido
Um gesto de amor
Eu digo Adeus nos olhos teus
Pro sorriso aos braços teus
Me podo dos desejos meus
Siga seu caminho Adeus!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Enamorada da vida (Olegario Mariano)
Adpt: Luiza
Eu sou um enamorada da Vida!
Para sentir melhor o céu na minha casa,
Plantei –a entre o mar e a montanha.
Se as ondas vêm rugir a meus pés, a horas mortas,
A lua desce a mim numa carícia estranha.
Bebo as estrelas de mais perto... Abraço
Todo o corpo do céu num simples movimento.
Como se envolvesse meu louco amor nesse momento
E, quando chove, sinto a torrente das chuvas
Trazendo da montanha, em seu penacho de águas,
Frondes, ninhos, calhaus e pássaros ao vento.
Eu sou uma enamorada da Vida!
Amo-a por tudo quanto ela me pode dar
E sonho que ainda posso um grande ganhar
A água fresca da fonte, a carícia da sombra,
E até a calma silenciosa e mansa
Desse crepúsculo que baixa devagar.
Em cada mão de folha a minha boca bebe
O orvalho da manhã como um suave licor.
Talvez tenha assim o gosto da boca do meu amor
E abro os pulmões, sorvendo em tudo o que me envolve
Essa onda de volúpia e de êxtase e perfume
O aroma desse homem
Que vem do amor e que me leva para o amor
Eu sou um enamorada da Vida!
E espero por um grande Amor
Eu sou um enamorada da Vida!
Para sentir melhor o céu na minha casa,
Plantei –a entre o mar e a montanha.
Se as ondas vêm rugir a meus pés, a horas mortas,
A lua desce a mim numa carícia estranha.
Bebo as estrelas de mais perto... Abraço
Todo o corpo do céu num simples movimento.
Como se envolvesse meu louco amor nesse momento
E, quando chove, sinto a torrente das chuvas
Trazendo da montanha, em seu penacho de águas,
Frondes, ninhos, calhaus e pássaros ao vento.
Eu sou uma enamorada da Vida!
Amo-a por tudo quanto ela me pode dar
E sonho que ainda posso um grande ganhar
A água fresca da fonte, a carícia da sombra,
E até a calma silenciosa e mansa
Desse crepúsculo que baixa devagar.
Em cada mão de folha a minha boca bebe
O orvalho da manhã como um suave licor.
Talvez tenha assim o gosto da boca do meu amor
E abro os pulmões, sorvendo em tudo o que me envolve
Essa onda de volúpia e de êxtase e perfume
O aroma desse homem
Que vem do amor e que me leva para o amor
Eu sou um enamorada da Vida!
E espero por um grande Amor
domingo, 11 de julho de 2010
Nada me dá Mais Saudade
Pra sentir saudade
Pra sentir falta que ele me faz em mim
Não preciso dessa manhã nublada
Cheia de poças na calçada pela chuva
Que insiste em cair com meu pranto
De saudade
Não preciso de uma noite serena e silenciosa
Nem de uma lua que bóia no céu vaidosa
Pra sentir a falta monstruosa que você me faz
Vidraça
Ficou apenas o véu da distância
Tão fino, tão frágil, mas desafiador
Esperando o momento exato
Pra ser levantado ou rasgado
Momento mais que desejado
Quem dará o primeiro passo?
Duvida!
Talvez hoje seja muito cedo
Porem ontem deixei passar e não revelei todo segredo
O segredo de um amor perfeito
Que já não cabe em si nem em meu peito
Eu sei que não importa o tempo
Porque terei eternamente inteiro
Talvez amanhã não precise dizer mais nada
Ontem foi nas águas passadas
E hoje é apenas um momento mais nada
Coletâneas de Poetas
Contar as histórias que ninguém quer escutar
Absorver as idéias que insistem em não querer saber
Ler novamente os livros que estão descansando na estante
Todas as cartas que como MARTA não enviei
Fazer da minha trajetória mais uma mera história
de capítulos breves ou inacabados
Ter alternativas ,múltipla escolhas como LIA falou
Perder a razão na poesia de LUCINDA deixar o amor calar minha boca
Queria ficar aqui perto do vento longe de tudo
Vendo a banda passar, o mundo dançando, começar a dieta de DRUMMOND
cheia de pólen de amor integral
Tirar a pedra no meio do caminho,
saber que os rouxinóis cantam versos na calçada de um desconhecido
Não correr atrás das borboletas QUINTANAMENTE falando
Recitar um poema meladinho no prado de ADÉLIA e cantar
Sagrar-me cavaleiro como VINÍCIUS
Queria apenas AMAR
Coletâneas de Canções
Ir parar na beira do cais
Em teus braços desvendar se a tarde é mesmo lilás
e o valor de um simples carinho
Sim eu daria muito mais pra Ter a paz do teu sorriso
E meu sonho realizar
Pra saudade mostrar como é sincero o meu amor
Reconhecer que você tb é tudo que me faltava
Sim eu daria tudo pra não sofrer calada como quem ouve uma sinfonia
Ir pra onde estiver o sol já que é primavera há portas e janelas aberta
e quando o outono chegar estarei junto a ti
Ter o teu amor como meu melhor amigo
Sim eu daria tudo pra não te ver cheirando ópio pra aliviar a dor
Nem quero ser teu café pequena
Nem viver um sentimento sem sentido
E ao mesmo tempo não te amar bem mais que a mim
Sim eu daria tudo pra que não fossemos dois rios inteiros sem direção
Criar raiz acender de vez
Ter teu nome nas águas do amor que corre deslizando em Paz
Sim eu daria tudo pro meu mundo
que é você e nada mais
CArtas
Nem outras com tantas explicações
Eu não quero mais a casa vazia
A dor estampada na minha poesia
Por favor não mande de volta a minha fotografia
Não me diga que tudo não passou de uma fantasia
Porque meu sentimento não é um carnaval nem folia
E eu ainda não perdi a razão
Seja um pouco coerente
Olhe bem na sua frente
Eu não quero nada de volta a não ser você
Mas no entanto se não for possível
Esse amor for incorrigível
Mande de volta meu coração
Porques?
Tanta angústia, medo
Se as respostas estão tão perto dentro de você na sua frente?
Porque essa fuga descontrolada...
Se continua deixando a alma aprisionada
O coração encarcerado a consciência pesada?
Gostar de você
Se nem sei quem é direito?
Se ainda sei tão pouco de você
Se esta certo apenas dentro do meu peito
Como posso ficar pensando
o dia inteiro sonhando
Se nunca lhe vi
nem sei qual o teu cheiro
Como posso lhe descrever tão completamente
Com riqueza de detalhes
Nem sei como é direito tua aparência
Nem quais são tuas verdades
Como posso me identificar com alguém
Com tantas poucas coisas que sei
Como desejar um beijo
Se nem sei se me percebeu também
As flores invadiram a rua
Fizeram do asfalto um jardim
Rachaduras por todo lado fazem um tapete de jasmim
As luzes se apagaram
Agora as lâmpada são estrelas e os postes solitários se transformaram em trepadeiras
AS buzinas e sirenes não tocam mais
Dando lugar a sinfonia de pardais
E a lua que de fazes se dividia
Agora brilha todo dia
terça-feira, 22 de junho de 2010
Dismestifiando
Não é nenhum dia especial
Nem uma data importante
Nada aconteceu de novo
E eu ainda sou como antes
A lua ainda brilha da mesma forma
Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa
O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados
Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza
E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza
As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto
O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira
Minha poesia também não muda
Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação
O final fica sempre em aberto
Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais
Meu perfume ainda é o mesmo
Só ainda não tenho você por perto
Nem uma data importante
Nada aconteceu de novo
E eu ainda sou como antes
A lua ainda brilha da mesma forma
Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa
O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados
Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza
E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza
As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto
O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira
Minha poesia também não muda
Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação
O final fica sempre em aberto
Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais
Meu perfume ainda é o mesmo
Só ainda não tenho você por perto
Sem controle
Me deixe então sozinha com a minha poesia
Se não tenho como gritar,
Minha voz não chegaria aos quatro cantos, então vou escrever
Quem sabe alguém possa ler e lendo absorver e entender?
Não . não tente me impedir
Deixe-me sossegada na minha euforia
Ela não é ilusória
Eu sei que muitos a querem
Então ela não é só minha e nem imprópria
Não , não tente me dizer
Que não posso que não deveria
Porque não tenho medo ,nem covardia , saia não apague o que escrevo
Não, não vou me conter, nem há quem me impeça de ser o que sou,
De fazer o que faço
Vou continuar por onde for
Porque acredito inteiramente no amor!
Noturno
Abraço a noite
E não vem o sono
Apenas dorme quem não tem amor
Acordada, sonho
Meus pensamentos pedem passagem
Minha alma devaneios
Flores soltas em aroma e cor
Dorme apenas quem não tem amor
Casa Vazia
Casa vazia uma cadeira na varanda
O vento soprando ,luzes acessas nas janelas vizinhas
È noite de lua cheia
Eu recostando o pensamento cansado de voar tão alto,
De correr pra tão longe cruzando estradas , montes
Casa vazia, noite serena e fria
Coração batendo em tom alto
Como meu vôo ao infinito
Distante prossigo sem sair do lugar
Outono
Outono
O outono tardio se faz
Bosques vazios
O chão um tapete de folhas secas
Um rio inerte pelo frio
O coração quase parando repleto de incertezas
De certo apenas esse desejo meu desatino
Amor Sem Fim
Há uma luz, um brilho que não morre
Um algo mis que não se apaga
Um som que ecoa longe e tão perto
Em meu peito vazio e repleto
Repleto de amor
O teu olhar não morre
Teu sorriso não se apaga
Tua voz ainda escuto por todo o canto
Amor que não se acaba
Perfil
Perfil
Sou uma mescla
Uma mistura na luz da Lua
Sou o mel, do pólen a cor
Para uma abelha mal avisada sou uma flor
Sou uma espera, uma porta sempre aberta
Sou inteiramente amor
Essa Noite
Essa noite eu queria ficar assim;
Deitada em teu colo
Eu queria apenas ficar assim
Lua lânguida, sombras, sonhos, almas afins
Essa noite eu queria teu ´perfume
Deitada em teu colo
Eu queria apenas teu perfume
Amadeirado, adocicado que invade
Essa noite eu queria ouvir teu coração
Deitada em teu colo
Ouvindo apenas teu coração
Suave , suave
Como vento lá fora
Essa noite eu queria que fosse verdade
Deitada em teu colo
Eu queria apenas que fosse verdade
Teu colo, teu coração,você
que é minha felicidade
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