A ausência é com uma casa grande e transparente
Ela não necessita de porta para entrar, que passarás pelos muros e paredes e penderas seus quadros no ar , e flutuarás sob um chão inexistente
Uma casa grande e transparente;
Onde as janelas e portas estarão se movendo e abertas constantemente em direção ao verde... onde nasce a esperança. Assim como os girassóis que dançam à procura do sol, mas isso não é simplesmente uma dança e sim uma realização de fé!
Baseado no trecho do soneto XCIV de Pablo Neruda- Cem Sonetos de Amor
domingo, 15 de agosto de 2010
Cinco Mulheres
Cinco mulheres com desejos antigos
Que no presente se mostram indecentes
Ali sentadas a mês cada uma na sua nobreza tomando o chá das cinco
Quinto dia do mês de agosto e embora o inverno esteja rigoroso, chove intensamente lá fora
A chuva veio brindar com as cinco mulheres
Com um chá que não precisava ser das cinco, nem Ter dia nem lugar pra acontecer a não ser o local de encontro das cinco mulheres
Cada uma pede seu chá preferido: Inglês,de ervas de hortelã enfim, conversam no intervalo entre um gole e outro .Conversam e se confidenciam sobre seus desejos clementes e ardentes
Cinco mulheres cinco vidas vividas confidentes
Que no presente se mostram indecentes
Ali sentadas a mês cada uma na sua nobreza tomando o chá das cinco
Quinto dia do mês de agosto e embora o inverno esteja rigoroso, chove intensamente lá fora
A chuva veio brindar com as cinco mulheres
Com um chá que não precisava ser das cinco, nem Ter dia nem lugar pra acontecer a não ser o local de encontro das cinco mulheres
Cada uma pede seu chá preferido: Inglês,de ervas de hortelã enfim, conversam no intervalo entre um gole e outro .Conversam e se confidenciam sobre seus desejos clementes e ardentes
Cinco mulheres cinco vidas vividas confidentes
Mil Anos
Mil anos
Passou mil anos
Tudo ficou envelhecido pelo tempo
As fotofrafias,até as digitais também perderam a caor
As cartas amareladas os e-mails na mesma caixa
Tudo muito bem guardado
As cortinas rotas e comidas pelas traças
Na mesa uma garrafa de vinho,um cálice um copo empoeirado
Um vaso de flores ressequidas, uma vela num castiçal
Grandes aberturas no telhado deixando entrar feixes de vida e sol
Um diário na estante junto com tantos livros antigos
Uma lista telefônica, uma agenda sem nada especial
Passou mil anos
E o jardim ainda sobrevive algumas flores
O mato tão alto fugiram as cores, evaporou-se os perfumes
Ainda se vê pássaros fazendo de poleiro o varal
Pode passar mil anos
Mas você em mim sempre será atual!
Passou mil anos
Tudo ficou envelhecido pelo tempo
As fotofrafias,até as digitais também perderam a caor
As cartas amareladas os e-mails na mesma caixa
Tudo muito bem guardado
As cortinas rotas e comidas pelas traças
Na mesa uma garrafa de vinho,um cálice um copo empoeirado
Um vaso de flores ressequidas, uma vela num castiçal
Grandes aberturas no telhado deixando entrar feixes de vida e sol
Um diário na estante junto com tantos livros antigos
Uma lista telefônica, uma agenda sem nada especial
Passou mil anos
E o jardim ainda sobrevive algumas flores
O mato tão alto fugiram as cores, evaporou-se os perfumes
Ainda se vê pássaros fazendo de poleiro o varal
Pode passar mil anos
Mas você em mim sempre será atual!
Volta Esquecida
Já não sei mais voltar
As pisadas que ficaram para trás foram apagadas pelo tempo
Pelo vento ,pelo mar
Se perderam no meu esquecimento
Eu só pensei em você
Vive pra você sem olhar pra trás
Sem olhar em volta
Sem olhar pra dentro de mim
Já não sei mais volta ,também nem quero ir embora
Quero tanto ficar
Então não me mande ir embora
E se o caminho aparecer, vou fingir que não vejo
Mentir pra mim mesmo pra ficar com você
Águas
A água desse rio que divide,
que separa meu desengano
que levou o meu amor
Tão longe,tão longe....
Água do oceano que recebe meu pranto
Entre desejos profanos
Que submerge e resgata
Tão longe , tão longe...
Água da chuva que lava a rua
Que apagou alua
Que meu sono no seu canto insinua e sonho
Tão longe, tão longe...
Água corrente vazante banhando meu corpo
Meu rosto pela manhã
Pelos dias pelas noites
Tão longe, tão longe...
Água do mundo água fria
Quente água que não tem fim
Tão longe , tão longe...
Há uma represa em mim
Silêncio na chegada
Chegue logo ,mas chegue em silêncio
Deixe que teu olhar
Diga tudo,
mostre verdades ,
permita que nesse instante tudo se revele
sinta apenas o calor de nossas almas
Ouça, Ouça o silêncio
Nele se esconde tantos segredos
Segredos insondáveis
Tantos desejos
Principalmente nossa história
Que aos poucos a nós foi revelada
Chegue então em silêncio
Deixe que nossos corpos reproduza todo esse sentimento
Esqueça os fantasmas a vida desgastada
Vivendo no fio da navalha que dessecou aos poucos, todos os medos
Ouça mais uma vez apenas nosso coração
O teu tão inseguro
O meu apaixonado
E hoje juntos são fortes e renovados
E agora que você chegou, não tenho nada a falar
Então me calo!
O tempo que Passou
Quanto tempo já se passou
Eu nem me dei conta
Só hoje percebi
parece que foi ontem
tudo que vivi
E eu sentada aqui vendo o dia amanhecer de longe
O dia vem trazendo a chuva
Lavando a neblina
A primavera não chegou ainda
E quando vier, será que virá por você acompanhada?
Olho o jardim, insisto parece que foi ontem
que em março girassóis foram plantados
As violetas ainda reclamam tua ausência
Mas as rosas em botões já existem enciumadas
E eu aqui a espera de mais uma primavera que venha por ti acompanhada
Ferida Pelo Amor Aberta
F oi numa manhã de Outono
E sse amor de mim fugiu
R asgando todos os meus sonhos
I lusão chegou e não mais saiu
D ias e noite fico a esperar
A ferida grande abriu e não quer fechar
P rovocando tanta dor e desconfianças
E u queria mergulhar de cabeça na esperança
L ouca perdendo a realidade
O amor me feriu de verdade
A ferida ainda esta aberta
M acerando o meu coração
O meu pobre coração cativo
R astejante ficou e sozinho
A ferida uma hora irá cicatrizar
B asta tentar esquecer e acreditar
E u queria conseguir
R ecomeçar sem recaídas incertas
T entar levantar e a ferida fechar
A ferida pelo amor aberta
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Chama Acesa
Eu vou deixar a chama acesa
Porque ela não tem pavio
Só esse calor gostoso
Que carrego comigo
Por devoção
Eu vou deixar a chama acesa
Pra quando você voltar
Pra aquecer teu corpo, iluminar teu caminho
Pra Ter de volta teu caminho
E teu coração
Eu vou deixar a chama acesa
Como sempre deixei
E te receber num abraço apertado
Um sorriso escancarado
Eu vou deixar a chama acesa por amor
Ninguem e nem Eu
Ninguém sabe a dor que carrego
Pelo tempo que espero
Ninguém entende esse meu querer
que tanto quero
Ninguém entende esse meu amor
Que é tão envolvente
Que não sai da minha mente
Ninguém entende esse sentimento mais que eu,
e porque pelo tempo se perdeu
Ninguém sabe como não esqueço
Eu não sei porque vc esqueceu
Colcha de Retalhos
O meu eu hoje, é como uma colcha de retalhos
Cortados e zigue zague ou enviesado
Que não consigo mais juntar
A minha vida é uma dessas partes
e também é a arte que passo a representar
A minha esperança é o corte anda em desalinho
E não é de seda nem de linho
Procurando se prender na costura
Em cada pedaço disperso que ainda espero
Meu coração costurar
Procura-se um coração
Meu coração já não mora dentro do peito
A muito se perdeu pelo mundo
ultrapassou fronteiras
Meu coração perdido
Talvez esteja escondido calado sem abrigo
Com medo inseguro
Atrás de uma porta ,do outro lado do muro
Dentro de algum túnel escuro
Sem vislumbrar a tal luz no final
Ou pode estar na beira de um precipício
Sozinha e cansada ,já cansei de buscar
E um alto preço vivo a pagar
Porem quem encontrar não exija resgate ou recompensa
Espero que quem encontra-lo
Cuide com carinho a muito vive sozinho e solitário
Por favor me devolva então por caridade ou compaixão
Mesmo que esteja completamente machucado
Mas preciso de volta sem enganação
E por lealdade serei grata de verdade
E um lugar eternamente terás em meu coração
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Todo Sentimento
Todo Sentimento
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Preciso descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
doente.
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu.
(Chico Buarque)
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Preciso descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
doente.
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu.
(Chico Buarque)
TRansformação
cEu me fiz de primavera
Nessa manhã de inverno
Pra alegrar o seu dia
E sentir o meu amor mais de perto
Eu me fiz de flor
Pra perfumar sua vida
Enfeitar o seu jardim
E te dei a poesia
Com aroma de jasmim
domingo, 25 de julho de 2010
Renovação
Todas as sobras
Todos os galhos que brados retorcidos
Gravetos esquecidos
Folhas que ficaram jogadas e o outono não varreu
Me queimar e deixar-me em cinzas
Pra novamente ficar inteira e renovada
Cansei de ser incompreendida
Mal amada me deixando ferida arredia com o mundo
Quero poder acreditar em todo novamente
Mesmo que tenha que me podar mil vezes
Você Aqui
Pensar no que tudo significou
Tudo que foi ou que poderia Ter sido
Nesse dia frio
Nessa pouca hora
O pensamento tão longe
Os olhos estáticos perdidos em algum horizonte
Corpo inerte, o desejo a flor da pele
O gosto de um beijo
A boca sedenta
Momento triste ,saudade persiste
A vontade insiste que querer você aqui
Na Lua
Pra dizer que ainda amo você e nada mais importa
Na Lua esta todas as horas que sem você passei
Todos os olhares que um dia lancei e desejei
Buscando sempre a tua face sem saber onde estava você
Nela também está estampada, todas as lágrimas que chorei
As dores que senti
Os momentos que te esperei
Almas afins!
“Para cada pessoa, existe uma pessoa especial.
Muitas vezes, existem duas, três u até quatro.
Todas vêm de gerações diferentes e atravessam oceanos de tempo para estarem conosco.
Muitas vezes, existem duas, três u até quatro.
Todas vêm de gerações diferentes e atravessam oceanos de tempo para estarem conosco.
Trecho de um Poema
A NATUREZA É APENAS UMA SUPERFÍCIE
NA SUA SUPERFÍCIE ELA É PROFUNDA
E TUDO CONTÉM MUITO
SE OS OLHOS BEM OLHAR!”
(Ricardo Reis)-Um dos heteronômios de Fernando Pessoa
NA SUA SUPERFÍCIE ELA É PROFUNDA
E TUDO CONTÉM MUITO
SE OS OLHOS BEM OLHAR!”
(Ricardo Reis)-Um dos heteronômios de Fernando Pessoa
Um beijo roubado
Eu vi nos teu
s olhos
A vontade que aflorava
Não pude resisti
Porque tb em mim brotava
Calmamente eu esperava
A tua iniciativa urgente
Tua mão meu rosto acariciava
E o desejo aumentava de forma indecente
Nossa face aos poucos aproximando
Nossos corpos mais próximos ainda
Então um beijo foi roubado
O mais bem roubado de toda minha vida
Tudo quieto
Anda que esse silêncio ta me angustiando
A noite nem as corujas cantam
E pela manhã tb não ouço nada
Anda aqui tudo está tão triste
Nesse cenário todo azul
Nem o vento mais insiste
Nem do norte nem do sul
Entre 4 paredes
Não há mais ninguém
Só a solidão habita
E a saudade também
Coisas
Tantas coisas se apagaram
E tantas outras ficaram
Uma voz que não posso mais ouvir
E tantas que ficaram a me oprimir
Um olhar que não alcanço mais
E outros que me condenam me tirando a Paz
Um sorriso que par mim se fechou
E tantos outros que desabrochou em mim
Um perfume que ficou nos lençóis aqui
E tantos outros que nem senti
Tantas coisas que se partiram
E outras que nem fazem mais sentido
Só esse Amor ficou
E tantas outras ficaram
Uma voz que não posso mais ouvir
E tantas que ficaram a me oprimir
Um olhar que não alcanço mais
E outros que me condenam me tirando a Paz
Um sorriso que par mim se fechou
E tantos outros que desabrochou em mim
Um perfume que ficou nos lençóis aqui
E tantos outros que nem senti
Tantas coisas que se partiram
E outras que nem fazem mais sentido
Só esse Amor ficou
terça-feira, 20 de julho de 2010
A Lembrança não se cala
vSentada aqui
O vento correndo veloz
Passando pelas folhagens
Lambendo meu corpo
Calando qualquer voz
Me trás tantas lembranças
Que refletem no horizonte vendo o sol se deitar
Enquanto a insônia chega me mostra a manhã despertando
Trazendo o inverno cortante
As águas de um rio sereno
E que ao contrário de mim
De tudo que eu sinto ,leva nas suas águas e não trás nada de volta
Mas deixa as lembranças , lembranças que não se calam
Coração Abandonado
Parece que meu coração foi deixado de lado
Foi abandonado acorrentado
Com teu nome gravado no fundo de um rio
Deixado em tal profundidade
Que demorou a ser encontrado novamente
Veio a tona todo machucado
E agora depois de te-lo cuidado
Das feridas tratado
Ele continua abandonado acorrentado no passado
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A Praia
A praia acalanta meu sono
Procuro qualquer lugar pra adormecer
Qualquer canto
Não há mais sono que acalme meu pranto, nem reza nem santo
Um pedaço de estrela morta
De um céu que não alcancei
De um horizonte em linha reta que nunca desenhei
A praia minha amiga ,esconde um segredo
Protege os meus medos
Mas assim mesmo foge de mim algum consolo
Há uma metade de lua
Num tapete que nunca pisei
E essa dor infinita que ainda não matei
Procuro qualquer lugar pra adormecer
Qualquer canto
Não há mais sono que acalme meu pranto, nem reza nem santo
Um pedaço de estrela morta
De um céu que não alcancei
De um horizonte em linha reta que nunca desenhei
A praia minha amiga ,esconde um segredo
Protege os meus medos
Mas assim mesmo foge de mim algum consolo
Há uma metade de lua
Num tapete que nunca pisei
E essa dor infinita que ainda não matei
Adeus
Eu digo Adeus a esse amor
Senão quer ficar tão perto
Eu te liberto
Mesmo calando minha dor
Eu digo Adeus um Adeus
Temido
Tão sentido mas que teve que ser dito
Mesmo buscando um olhar arrependido
Um gesto de amor
Eu digo Adeus nos olhos teus
Pro sorriso aos braços teus
Me podo dos desejos meus
Siga seu caminho Adeus!
Senão quer ficar tão perto
Eu te liberto
Mesmo calando minha dor
Eu digo Adeus um Adeus
Temido
Tão sentido mas que teve que ser dito
Mesmo buscando um olhar arrependido
Um gesto de amor
Eu digo Adeus nos olhos teus
Pro sorriso aos braços teus
Me podo dos desejos meus
Siga seu caminho Adeus!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Enamorada da vida (Olegario Mariano)
Adpt: Luiza
Eu sou um enamorada da Vida!
Para sentir melhor o céu na minha casa,
Plantei –a entre o mar e a montanha.
Se as ondas vêm rugir a meus pés, a horas mortas,
A lua desce a mim numa carícia estranha.
Bebo as estrelas de mais perto... Abraço
Todo o corpo do céu num simples movimento.
Como se envolvesse meu louco amor nesse momento
E, quando chove, sinto a torrente das chuvas
Trazendo da montanha, em seu penacho de águas,
Frondes, ninhos, calhaus e pássaros ao vento.
Eu sou uma enamorada da Vida!
Amo-a por tudo quanto ela me pode dar
E sonho que ainda posso um grande ganhar
A água fresca da fonte, a carícia da sombra,
E até a calma silenciosa e mansa
Desse crepúsculo que baixa devagar.
Em cada mão de folha a minha boca bebe
O orvalho da manhã como um suave licor.
Talvez tenha assim o gosto da boca do meu amor
E abro os pulmões, sorvendo em tudo o que me envolve
Essa onda de volúpia e de êxtase e perfume
O aroma desse homem
Que vem do amor e que me leva para o amor
Eu sou um enamorada da Vida!
E espero por um grande Amor
Eu sou um enamorada da Vida!
Para sentir melhor o céu na minha casa,
Plantei –a entre o mar e a montanha.
Se as ondas vêm rugir a meus pés, a horas mortas,
A lua desce a mim numa carícia estranha.
Bebo as estrelas de mais perto... Abraço
Todo o corpo do céu num simples movimento.
Como se envolvesse meu louco amor nesse momento
E, quando chove, sinto a torrente das chuvas
Trazendo da montanha, em seu penacho de águas,
Frondes, ninhos, calhaus e pássaros ao vento.
Eu sou uma enamorada da Vida!
Amo-a por tudo quanto ela me pode dar
E sonho que ainda posso um grande ganhar
A água fresca da fonte, a carícia da sombra,
E até a calma silenciosa e mansa
Desse crepúsculo que baixa devagar.
Em cada mão de folha a minha boca bebe
O orvalho da manhã como um suave licor.
Talvez tenha assim o gosto da boca do meu amor
E abro os pulmões, sorvendo em tudo o que me envolve
Essa onda de volúpia e de êxtase e perfume
O aroma desse homem
Que vem do amor e que me leva para o amor
Eu sou um enamorada da Vida!
E espero por um grande Amor
domingo, 11 de julho de 2010
Nada me dá Mais Saudade
Pra sentir saudade
Pra sentir falta que ele me faz em mim
Não preciso dessa manhã nublada
Cheia de poças na calçada pela chuva
Que insiste em cair com meu pranto
De saudade
Não preciso de uma noite serena e silenciosa
Nem de uma lua que bóia no céu vaidosa
Pra sentir a falta monstruosa que você me faz
Vidraça
Ficou apenas o véu da distância
Tão fino, tão frágil, mas desafiador
Esperando o momento exato
Pra ser levantado ou rasgado
Momento mais que desejado
Quem dará o primeiro passo?
Duvida!
Talvez hoje seja muito cedo
Porem ontem deixei passar e não revelei todo segredo
O segredo de um amor perfeito
Que já não cabe em si nem em meu peito
Eu sei que não importa o tempo
Porque terei eternamente inteiro
Talvez amanhã não precise dizer mais nada
Ontem foi nas águas passadas
E hoje é apenas um momento mais nada
Coletâneas de Poetas
Contar as histórias que ninguém quer escutar
Absorver as idéias que insistem em não querer saber
Ler novamente os livros que estão descansando na estante
Todas as cartas que como MARTA não enviei
Fazer da minha trajetória mais uma mera história
de capítulos breves ou inacabados
Ter alternativas ,múltipla escolhas como LIA falou
Perder a razão na poesia de LUCINDA deixar o amor calar minha boca
Queria ficar aqui perto do vento longe de tudo
Vendo a banda passar, o mundo dançando, começar a dieta de DRUMMOND
cheia de pólen de amor integral
Tirar a pedra no meio do caminho,
saber que os rouxinóis cantam versos na calçada de um desconhecido
Não correr atrás das borboletas QUINTANAMENTE falando
Recitar um poema meladinho no prado de ADÉLIA e cantar
Sagrar-me cavaleiro como VINÍCIUS
Queria apenas AMAR
Coletâneas de Canções
Ir parar na beira do cais
Em teus braços desvendar se a tarde é mesmo lilás
e o valor de um simples carinho
Sim eu daria muito mais pra Ter a paz do teu sorriso
E meu sonho realizar
Pra saudade mostrar como é sincero o meu amor
Reconhecer que você tb é tudo que me faltava
Sim eu daria tudo pra não sofrer calada como quem ouve uma sinfonia
Ir pra onde estiver o sol já que é primavera há portas e janelas aberta
e quando o outono chegar estarei junto a ti
Ter o teu amor como meu melhor amigo
Sim eu daria tudo pra não te ver cheirando ópio pra aliviar a dor
Nem quero ser teu café pequena
Nem viver um sentimento sem sentido
E ao mesmo tempo não te amar bem mais que a mim
Sim eu daria tudo pra que não fossemos dois rios inteiros sem direção
Criar raiz acender de vez
Ter teu nome nas águas do amor que corre deslizando em Paz
Sim eu daria tudo pro meu mundo
que é você e nada mais
CArtas
Nem outras com tantas explicações
Eu não quero mais a casa vazia
A dor estampada na minha poesia
Por favor não mande de volta a minha fotografia
Não me diga que tudo não passou de uma fantasia
Porque meu sentimento não é um carnaval nem folia
E eu ainda não perdi a razão
Seja um pouco coerente
Olhe bem na sua frente
Eu não quero nada de volta a não ser você
Mas no entanto se não for possível
Esse amor for incorrigível
Mande de volta meu coração
Porques?
Tanta angústia, medo
Se as respostas estão tão perto dentro de você na sua frente?
Porque essa fuga descontrolada...
Se continua deixando a alma aprisionada
O coração encarcerado a consciência pesada?
Gostar de você
Se nem sei quem é direito?
Se ainda sei tão pouco de você
Se esta certo apenas dentro do meu peito
Como posso ficar pensando
o dia inteiro sonhando
Se nunca lhe vi
nem sei qual o teu cheiro
Como posso lhe descrever tão completamente
Com riqueza de detalhes
Nem sei como é direito tua aparência
Nem quais são tuas verdades
Como posso me identificar com alguém
Com tantas poucas coisas que sei
Como desejar um beijo
Se nem sei se me percebeu também
As flores invadiram a rua
Fizeram do asfalto um jardim
Rachaduras por todo lado fazem um tapete de jasmim
As luzes se apagaram
Agora as lâmpada são estrelas e os postes solitários se transformaram em trepadeiras
AS buzinas e sirenes não tocam mais
Dando lugar a sinfonia de pardais
E a lua que de fazes se dividia
Agora brilha todo dia
terça-feira, 22 de junho de 2010
Dismestifiando
Não é nenhum dia especial
Nem uma data importante
Nada aconteceu de novo
E eu ainda sou como antes
A lua ainda brilha da mesma forma
Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa
O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados
Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza
E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza
As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto
O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira
Minha poesia também não muda
Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação
O final fica sempre em aberto
Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais
Meu perfume ainda é o mesmo
Só ainda não tenho você por perto
Nem uma data importante
Nada aconteceu de novo
E eu ainda sou como antes
A lua ainda brilha da mesma forma
Nossa!! E como ela brilha sempre toda prosa
O sol nasce todas as manhãs menos em dias nublados
Ainda escuto as músicas de Djavan que hipnotiza
E Jobim ainda toca na minha memória ao piano; Luiza
As túlipas vermelhas ainda nascem por todo canto
O meu coração de cristal que me deste ainda descansa na cabeceira
Minha poesia também não muda
Tem quase sempre o mesmo começo e dissertação
O final fica sempre em aberto
Continuo escrevendo muito, dormindo pouco, lendo demais
Meu perfume ainda é o mesmo
Só ainda não tenho você por perto
Sem controle
Me deixe então sozinha com a minha poesia
Se não tenho como gritar,
Minha voz não chegaria aos quatro cantos, então vou escrever
Quem sabe alguém possa ler e lendo absorver e entender?
Não . não tente me impedir
Deixe-me sossegada na minha euforia
Ela não é ilusória
Eu sei que muitos a querem
Então ela não é só minha e nem imprópria
Não , não tente me dizer
Que não posso que não deveria
Porque não tenho medo ,nem covardia , saia não apague o que escrevo
Não, não vou me conter, nem há quem me impeça de ser o que sou,
De fazer o que faço
Vou continuar por onde for
Porque acredito inteiramente no amor!
Noturno
Abraço a noite
E não vem o sono
Apenas dorme quem não tem amor
Acordada, sonho
Meus pensamentos pedem passagem
Minha alma devaneios
Flores soltas em aroma e cor
Dorme apenas quem não tem amor
Casa Vazia
Casa vazia uma cadeira na varanda
O vento soprando ,luzes acessas nas janelas vizinhas
È noite de lua cheia
Eu recostando o pensamento cansado de voar tão alto,
De correr pra tão longe cruzando estradas , montes
Casa vazia, noite serena e fria
Coração batendo em tom alto
Como meu vôo ao infinito
Distante prossigo sem sair do lugar
Outono
Outono
O outono tardio se faz
Bosques vazios
O chão um tapete de folhas secas
Um rio inerte pelo frio
O coração quase parando repleto de incertezas
De certo apenas esse desejo meu desatino
Amor Sem Fim
Há uma luz, um brilho que não morre
Um algo mis que não se apaga
Um som que ecoa longe e tão perto
Em meu peito vazio e repleto
Repleto de amor
O teu olhar não morre
Teu sorriso não se apaga
Tua voz ainda escuto por todo o canto
Amor que não se acaba
Perfil
Perfil
Sou uma mescla
Uma mistura na luz da Lua
Sou o mel, do pólen a cor
Para uma abelha mal avisada sou uma flor
Sou uma espera, uma porta sempre aberta
Sou inteiramente amor
Essa Noite
Essa noite eu queria ficar assim;
Deitada em teu colo
Eu queria apenas ficar assim
Lua lânguida, sombras, sonhos, almas afins
Essa noite eu queria teu ´perfume
Deitada em teu colo
Eu queria apenas teu perfume
Amadeirado, adocicado que invade
Essa noite eu queria ouvir teu coração
Deitada em teu colo
Ouvindo apenas teu coração
Suave , suave
Como vento lá fora
Essa noite eu queria que fosse verdade
Deitada em teu colo
Eu queria apenas que fosse verdade
Teu colo, teu coração,você
que é minha felicidade
domingo, 6 de junho de 2010
Amor sem fim
Eu perdi o controle da poesia
Ela mesma se deita no papel por mim
Porque meu peito
Virou vazante tão inconstante que transborda amor sem fim
Ela mesma se deita no papel por mim
Porque meu peito
Virou vazante tão inconstante que transborda amor sem fim
Controle
Eu posso mudar meu caminho
Mudar a aparência a posição do relógio na parede
Mudar meu lugar à mesa
Eu posso trocar de roupa tantaas vezes que eu puder
Posso trocar as estações do rádio
Trocar o garfo por colher
Eu posso tomar qualquer decisão, certa ou errada
Posso tomar café ou água gelada quem sabe até uma limonada
Eu posso dominar a situação
Mas no entanto virei escrava do amor que tomou conta do meu coração
Mudar a aparência a posição do relógio na parede
Mudar meu lugar à mesa
Eu posso trocar de roupa tantaas vezes que eu puder
Posso trocar as estações do rádio
Trocar o garfo por colher
Eu posso tomar qualquer decisão, certa ou errada
Posso tomar café ou água gelada quem sabe até uma limonada
Eu posso dominar a situação
Mas no entanto virei escrava do amor que tomou conta do meu coração
Amor perfeito
Bate no peito amor perfeito
Que não tem jeito
De silenciar
Bate tão alto que nem amplificador
Tem como se comparar
Amor no peito em mim fica do lado esquerdo
Mas é em todo peito que faz pulsar
Pulsa aqui e no corpo inteiro
Faz estremecer faz delirar
Nasce no jardim bem lá no meio
Como flor ...Amor perfeito
Também tem lugar no canteiro do amor
Recebe em troca um jardineiro um poeta ou doutor
Esse querer aventureiro
Não importa quem se foi hoje ou ontem
Seja na mulher ou no homem
O que realça e o perfeito amor
Que não tem jeito
De silenciar
Bate tão alto que nem amplificador
Tem como se comparar
Amor no peito em mim fica do lado esquerdo
Mas é em todo peito que faz pulsar
Pulsa aqui e no corpo inteiro
Faz estremecer faz delirar
Nasce no jardim bem lá no meio
Como flor ...Amor perfeito
Também tem lugar no canteiro do amor
Recebe em troca um jardineiro um poeta ou doutor
Esse querer aventureiro
Não importa quem se foi hoje ou ontem
Seja na mulher ou no homem
O que realça e o perfeito amor
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Verde Ramaria
Verde Ramaria
Que me concede mais uma poesia
E pela estradinha desenhando em ziguezague aterrada
Lá se vai a Romaria
Tão longe vai que já nem mais escuto a cantoria
Clamando e chorando seus ais na languida melodia
Agora nesse momento sinto apenas a aragem,
balançando um sino preso na janela
E um pequeno giro do cata-vento de folhas de seda amarela
A verde ramaria ainda brilha tendo a ventania nas folhagens
Logo anuncia uma chuva ao entardecer
E me concede novamente força pra caneta fremente escrever
E assim a chuva desce assentando o pó da estradinha ao longe
No ziguezaguear encharcando a verde ramaria
dando viço as folhagens e aos pastos fertilidade
E vida a poesia
Ei! Alguém corre lá no quintal, pra tirar as roupas pendurada e já encharcadas no varal
E depois entre na varanda , que a chuva não abranda e já é temporal
E pela vidraça eu contemplo ,ouvindo o cantar do vento a paisagem acinzentada
E mesmo o tempo fechado
Pela vidraça separado
Ainda entra o aroma de terra molhada
E a verde ramaria como nunca se esconde
Traz inspiração aos montes
De mais uma rascunhada
Que me concede mais uma poesia
E pela estradinha desenhando em ziguezague aterrada
Lá se vai a Romaria
Tão longe vai que já nem mais escuto a cantoria
Clamando e chorando seus ais na languida melodia
Agora nesse momento sinto apenas a aragem,
balançando um sino preso na janela
E um pequeno giro do cata-vento de folhas de seda amarela
A verde ramaria ainda brilha tendo a ventania nas folhagens
Logo anuncia uma chuva ao entardecer
E me concede novamente força pra caneta fremente escrever
E assim a chuva desce assentando o pó da estradinha ao longe
No ziguezaguear encharcando a verde ramaria
dando viço as folhagens e aos pastos fertilidade
E vida a poesia
Ei! Alguém corre lá no quintal, pra tirar as roupas pendurada e já encharcadas no varal
E depois entre na varanda , que a chuva não abranda e já é temporal
E pela vidraça eu contemplo ,ouvindo o cantar do vento a paisagem acinzentada
E mesmo o tempo fechado
Pela vidraça separado
Ainda entra o aroma de terra molhada
E a verde ramaria como nunca se esconde
Traz inspiração aos montes
De mais uma rascunhada
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Pescador
vou deixar de ser trovador
e vou pescar emoção
e vou sonhar como pescador
fisgar um meigo coração
Um meigo coração que já foi fisgado
Mas que pelo pescador ainda não foi notado
Um pescador que sonha
E que trova sem temor
Que pesca e escreve com o anzol lindos versos de Amor!
Parceria com o amigo Pedro!
e vou pescar emoção
e vou sonhar como pescador
fisgar um meigo coração
Um meigo coração que já foi fisgado
Mas que pelo pescador ainda não foi notado
Um pescador que sonha
E que trova sem temor
Que pesca e escreve com o anzol lindos versos de Amor!
Parceria com o amigo Pedro!
Silêncio das águas
No silêncio das águas
O poeta pesca muito mais que palavras, pesca emoção
Que estão sutilmente mergulhadas
no fundo de um rio lançadas , junto a solidão
O poeta pesca muito mais que palavras, pesca emoção
Que estão sutilmente mergulhadas
no fundo de um rio lançadas , junto a solidão
A Poesia
Não entristeça ,minha poesia
Ela não é só minha, é do mundo
Ela não é só sua é de todos
É o que eu tenho de mais profundo
Não machuque mais minha inspiração
Ela não me pertence
Ela vem de tudo que vejo e vivencio
Da minha escrita você não é o único caminho
Ela não é só minha, é do mundo
Ela não é só sua é de todos
É o que eu tenho de mais profundo
Não machuque mais minha inspiração
Ela não me pertence
Ela vem de tudo que vejo e vivencio
Da minha escrita você não é o único caminho
Não vou me calar
Quando encontro teus olhos o mundo lá fora silencia
Tenho tanto a dizer mas também me calo e nasce mais uma poesia
Me calo porque tenho medo de falar
Mas se o mundo se cala e você sorrir, é sinal que você não quer ler quer me ouvir
Quando seus olhos me encontrarem novamente
Não vou me calar
Vou falar que te amo incondicionalmente
E sempre vou te amar!
Tenho tanto a dizer mas também me calo e nasce mais uma poesia
Me calo porque tenho medo de falar
Mas se o mundo se cala e você sorrir, é sinal que você não quer ler quer me ouvir
Quando seus olhos me encontrarem novamente
Não vou me calar
Vou falar que te amo incondicionalmente
E sempre vou te amar!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Campo de Girassol
vGirassol
Meus olhos se perdem
No infinito desse campo repleto de girassóis
Na esperança, na dança da luz na magia do vento
Na neblina da manhã
Nas flores que ainda irão crescer
Eu queria era voltar a ser criança
E por esses campos correr
Pra sentir o vento e os girassóis lambendo meu corpo acariciando sem medo
Eu queria voltar nesse lugar
Onde nunca fui
Onde apenas meus olhos foram fechados e sonhando.
Neblina
Eu viajo na neblina
De uma tarde escura e fria
Sentindo o cheiro de terra molhada
Vendo a chuva chegando e caindo sorrateira
Vejo o verde mais verde
O cinza descortinando a tarde
São cores de inverno em pleno verão na minha frente
E isso me acalma, renova faz os pensamentos se moldarem no seu tempo
E tudo entra em seu prumo
Uma tarde de neblina me faz companhia
Vou Dentro de Mim a Sombra Procurando(Fernando Pessoa)
Desenrolando dúvidas e certezas
Respostas talvez irei encontrando
Nesse meu vasto mundo insano
Procurando nas sombras ,procurando
Tudo vou espalhando , não me importando
Porque se cair depois vou catando
E cada coisa , desejos no lugar colocando
E cada vez mais me aprofundado
Até encontrar a mim mesma
Sem respostas me revelando
Sem saber de anda ainda continuo a sina
Procurando ...procurando...
Nele
É nele que me inspiro
Nesse amor infinito
Mesmo mal resolvido
Num sorriso tão lindo
Nesse olhar que eu acredito
È nele que me invento
Nessa verdade que só eu compreendo
Numa explosão de sentimento
Na fúria de um tufão, na suavidade do vento
Porque sei que não é só de momento
È nele que me acho
Nessa procura por fora e por dentro
Por todos os espaços
Num prazer que me dá inteiro ou em pedaços
Sem coincidências nem acasos
terça-feira, 18 de maio de 2010
Jardins de Monet
Em suas cores de outono menos florido
Ainda se mostra o jardim no mergulho na alma do pintor
O aroma guardado da primavera , das dança dos juncos
Na lagoa folhas então em sentinela
Numa ponte pequena de madeira esverdeada
Com a mesma pintura tens a casa e todas as janelas
A primavera ainda se faz distante mas as flores ainda brotam no mistério elegante
Jardim de Monet, fica na França na cidade de Geverny, onde foi moradia do Pintor por muitos anos!
Hoje os jardins estão abertos a visitação!
Aos seus Olhos
Ainda me tortura a idéia
O simples fato de você não acreditar
Suspeitando do meu sentimento
O real sentido do verbo amar
Longos dias passo a pensar
Horas a fio tentando entender
O que preciso fazer?
Só peço mais uma chance
Só uma apenas
Esperando que você aceite
Um amor puro e verdadeiro
Seus olhos poderão sim entender
Meus olhos
De olhos abertos sonho
E ao fecha-los disfarço
Meu olhar tristonho
E assim meu sonho vou compondo
Sem me importar se chove,
se faz sol ou se há ou não ventania
Eu sonho apenas ... sonho junto a poesia
Tragédia
A minha tragédia é só minha
Não queiram partilhar, sou egoísta até na dor
Porque minha dor ninguém entende nem podem carregar
Condenada eu fui a esse amor
Dias e noites
Dias e noites...
Dias e noites e madrugada
Quente, silente , embriagada
Hora , minutos e segundos
Que se arrastam, passam vagarosamente sem você
E tudo é quase nada
Como mergulhar no rio de águas turvas ou claras
Vir a tona molhada com a alma seca desenfreada
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