segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Seja Bem Vindo!


Venha não tenha medo nem receio


Eu também estou te esperando faz tempo

E essa nossa insegurança e desconfiança, apenas nos faz nos afastar cada vez mais

Venha que estou vivendo de saudade

Já que morrer não faz parte desse amor que temos pra viver

Tão real pra mim e tão vivo ainda em você

A espera ptra amar


Porque tenho que esperar o Outono


voltar pra te amar outra vez?

Qual a razão de esperar mais um mês

Mais uma mudança de lua pra te amar,

e sair contigo de mãos dadas pelas ruas?

Não posso mais esperar as coisas, mudarem de tempo lugar

Se esse amor vive tão presente em mim sem mudar

Elo

Um Elo


Algo em você nos uni

Um olhar tão profundo imenso

Um sorriso tímido, intenso

Um porto um cais um barco ancorado



Algo em você nos uni

Uma fome de vida

Uma sede insaciável

Uma estrela sutil escondida

E esse desejo imensurável



Algo em você nos uni

Essa vontade desmedida

Uma frase sem ser escrita

Um coração uma batida

Algo como um amor em nossas vidas

Morretes

Uma estação de trem


Morretes

Casarios antigos

Ruinas

Janelas colonias

Ao fundo a neblina das horas

Vencendo a luz e a distância

O dia se despedindo

Com Lenços de seda ao punho

Naquela estação de trem

Uma saudade sem despedida

Uma vontade sem chegada

Apertando o coração

Indas e vindas apaixonadas

Curitiba, Paranaguá e Morretes

Tento desenhar nesse mapa

Minha rima nesse caminho

Vertendo o verde pela serra do Mar

Daqui por diante há de vir

Muitas coisas até ver-te

Na estação de trem em Morretes

Fazendo Amor



Fizemos um amor fremente


Pois o desejo era urgente

Pela grande ausência

Pelo tamanho da saudade



As janelas entre abertas

A lua espreitando calada

Uma melodia silenciosa

De acordes de primavera

Só em nossos sonhos tocava



Troca de beijos e olhares

Que se encontravam num êxtase suado

Mãos e vontades entrelaçadas

corpos misturados



Nesse quarto a meia luz

No aroma de desejo que embriaga e seduz

Uma carícia um suspiro

E outro beijo



E depois do amor

Dois seres languidos e exaustos

Caídos lado a lado

Pelo amor urgente



O mundo corre lá fora

Nosso mundo se resume

em nós

Nessa cama

Nessa hora

Seu Pensamento!


Sei que está sozinho pensando


Tentando organizar o que a gente bagunçou

Você querendo fugir do teu sentimento

Que se transformou em amor

Sei que em algum momento do teu dia

Ou na solidão da noite espero que reflita

E veja a falta que você me faz

E onde se principia a tua PAZ

Pesadelo


Não tem gosto de nada


Nem aroma também

Findou-se a estrada

Ninguém vai nem vem



Não se tem o fuso das horas

Na estação nem partida nem chegada

Ninguém chega nem vai embora

A noite e o dia se perderam na madrugada



Não se tem o fluxo das ondas

Nem elas explodindo em meus pés

Paralizou-se o mar,calou-se as conchas

Ninguém se vê,nem mesmo a maré



A lua continua boiando no céu

Sem vida ,sem brilho , sem fases

Perdeu-se a nostalgia do mel

Ninguém aqui nem em marte



Não se tem quase vida no jardim

Nem flores ,nem rosas

Cresceu apenas capim

Ninguém regou ninguem se importa



Não há nada definido

Nem o sol desce ou se levanta no horizonte

Tornou-se tudo indeciso

Ninguém responde



Derepente uma luz

Aparecendo sem desvelo

Terminou-se esse terrível sonho

Que me pareceu mais um pesadelo

Ondas Bravias


Bravias ondas


Que clareia os ares

Encharcando as margens de espumas

Que evaporam contumazes



Bravias ondas

Bravio o mar

Que me acalanta e expõe

Sem pestanejar



Bravias ondas

Turbilhão de sentimentos a brotar

E brotar em meu peito

E o sol só desponta em teu olhar

Meu Medo!


Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor


A única coisa que sobrou de tanto amar

E a ausência que deixou esse amor me faz chorar

Me fazendo Ter medo de me acomodar



Hoje ela me faz companhia

E sempre se mostra nas entrelinhas

Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor

A única coisa que sobrou de tanto amar



Onde quer que eu vá lá ele está

Talvez eu já nem me dê conta

Antes era fantasma que ronda a noite

Porem hoje já entrou sem ronda

Tenho medo de me acostumar com a dor desse amor

A única coisa que sobrou de tanto amar

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Te Amo

Fiquei muda


Completamente paralisada

Fora de órbita sem poder reagir

Por dentro turbilhões de sentimentos fumegando borbulhas no meu peito e enraizando pelo corpo

Tentei falar mas não podia

O amor calou-me naquele dia

Só ouvia as batidas do meu coração e tua voz que pedia uma explicação

Foi um momento de descoberta

Um instante que eu buscava tanto sentir

Saber o que pensava o poeta

O que passa na mente dos que escrevem falando de amor

O que move um coração apaixonado o que é esse amor que os deixam sem razão

Porem quando tu novamente indagou o que eu tinha no entanto...só poderia responder: Eu te amo

domingo, 15 de agosto de 2010

Novo Dia

Outra manhã virá


Outro dia amanhece

Tudo se faz novo

O silêncio das flores, das horas

O novo sol que nasce

Tudo passou, a noite terá uma lua nova, uma brisa suave e o aroma que não esquece

O aroma do teu perfume que em mim permanece

Cinzas

Vou juntar antigas cinzas do nosso coração.


Coração que foi queimado pelo fogo da dor da dúvida

Quem sabe possa encontrar algum resto além de pó ,algum concreto além de carvão e poeira

um sentido ressuscitado nessa rua desabitada ou uma flor deitada na calçada, um pedaço de nós que não foi consumido aquele desejo tardio que ardeu mesmo no frio

Quem deixou apagar o pavio?

Acendeste a dor de um amor descabido culpado covarde sozinho!

Recado á Um Ausente

A ausência é com uma casa grande e transparente


Ela não necessita de porta para entrar, que passarás pelos muros e paredes e penderas seus quadros no ar , e flutuarás sob um chão inexistente

Uma casa grande e transparente;

Onde as janelas e portas estarão se movendo e abertas constantemente em direção ao verde... onde nasce a esperança. Assim como os girassóis que dançam à procura do sol, mas isso não é simplesmente uma dança e sim uma realização de fé!



Baseado no trecho do soneto XCIV de Pablo Neruda- Cem Sonetos de Amor

Cinco Mulheres

Cinco mulheres com desejos antigos

Que no presente se mostram indecentes

Ali sentadas a mês cada uma na sua nobreza tomando o chá das cinco

Quinto dia do mês de agosto e embora o inverno esteja rigoroso, chove intensamente lá fora

A chuva veio brindar com as cinco mulheres

Com um chá que não precisava ser das cinco, nem Ter dia nem lugar pra acontecer a não ser o local de encontro das cinco mulheres

Cada uma pede seu chá preferido: Inglês,de ervas de hortelã enfim, conversam no intervalo entre um gole e outro .Conversam e se confidenciam sobre seus desejos clementes e ardentes

Cinco mulheres cinco vidas vividas confidentes

Mil Anos

Mil anos




Passou mil anos

Tudo ficou envelhecido pelo tempo

As fotofrafias,até as digitais também perderam a caor

As cartas amareladas os e-mails na mesma caixa

Tudo muito bem guardado

As cortinas rotas e comidas pelas traças

Na mesa uma garrafa de vinho,um cálice um copo empoeirado

Um vaso de flores ressequidas, uma vela num castiçal

Grandes aberturas no telhado deixando entrar feixes de vida e sol

Um diário na estante junto com tantos livros antigos

Uma lista telefônica, uma agenda sem nada especial

Passou mil anos

E o jardim ainda sobrevive algumas flores

O mato tão alto fugiram as cores, evaporou-se os perfumes

Ainda se vê pássaros fazendo de poleiro o varal

Pode passar mil anos

Mas você em mim sempre será atual!

Volta Esquecida



Já não sei mais voltar

As pisadas que ficaram para trás foram apagadas pelo tempo

Pelo vento ,pelo mar

Se perderam no meu esquecimento

Eu só pensei em você

Vive pra você sem olhar pra trás

Sem olhar em volta

Sem olhar pra dentro de mim

Já não sei mais volta ,também nem quero ir embora

Quero tanto ficar

Então não me mande ir embora

E se o caminho aparecer, vou fingir que não vejo

Mentir pra mim mesmo pra ficar com você

Águas

A água desse rio que divide,


que separa meu desengano

que levou o meu amor

Tão longe,tão longe....



Água do oceano que recebe meu pranto

Entre desejos profanos

Que submerge e resgata

Tão longe , tão longe...



Água da chuva que lava a rua

Que apagou alua

Que meu sono no seu canto insinua e sonho

Tão longe, tão longe...



Água corrente vazante banhando meu corpo

Meu rosto pela manhã

Pelos dias pelas noites

Tão longe, tão longe...



Água do mundo água fria

Quente água que não tem fim

Tão longe , tão longe...

Há uma represa em mim

Silêncio na chegada


Chegue logo ,mas chegue em silêncio


Deixe que teu olhar

Diga tudo,

mostre verdades ,

permita que nesse instante tudo se revele

sinta apenas o calor de nossas almas

Ouça, Ouça o silêncio

Nele se esconde tantos segredos

Segredos insondáveis

Tantos desejos

Principalmente nossa história

Que aos poucos a nós foi revelada

Chegue então em silêncio

Deixe que nossos corpos reproduza todo esse sentimento

Esqueça os fantasmas a vida desgastada

Vivendo no fio da navalha que dessecou aos poucos, todos os medos

Ouça mais uma vez apenas nosso coração

O teu tão inseguro

O meu apaixonado

E hoje juntos são fortes e renovados

E agora que você chegou, não tenho nada a falar

Então me calo!

O tempo que Passou


Quanto tempo já se passou


Eu nem me dei conta

Só hoje percebi

parece que foi ontem

tudo que vivi

E eu sentada aqui vendo o dia amanhecer de longe

O dia vem trazendo a chuva

Lavando a neblina

A primavera não chegou ainda

E quando vier, será que virá por você acompanhada?

Olho o jardim, insisto parece que foi ontem

que em março girassóis foram plantados

As violetas ainda reclamam tua ausência

Mas as rosas em botões já existem enciumadas

E eu aqui a espera de mais uma primavera que venha por ti acompanhada

Ferida Pelo Amor Aberta


F oi numa manhã de Outono


E sse amor de mim fugiu

R asgando todos os meus sonhos

I lusão chegou e não mais saiu



D ias e noite fico a esperar

A ferida grande abriu e não quer fechar



P rovocando tanta dor e desconfianças

E u queria mergulhar de cabeça na esperança

L ouca perdendo a realidade

O amor me feriu de verdade



A ferida ainda esta aberta

M acerando o meu coração

O meu pobre coração cativo

R astejante ficou e sozinho



A ferida uma hora irá cicatrizar

B asta tentar esquecer e acreditar

E u queria conseguir

R ecomeçar sem recaídas incertas

T entar levantar e a ferida fechar

A ferida pelo amor aberta