Se a alma não é pequena
Já dizia o poeta
Ela se molda, suave e serena
E se esvai na ponta da caneta
Derramando no papel suas paixões e amores...decepções
E vai desenhando em preto e branco ou a cores
O caminho, o curso do coração
Se a alma não for pequena
Nela caberá todas as flores da primavera
Um simples roteiro uma cena
Um vulcão que derepente se levanta
E que as vezes por amar tanto se arrebenta
Se a alma não for pequena
Nela todos os abraços e carinhos serão depositados
Terão ninhos terão esconderijo
O punho rijo o pensamento inquieto
No ar um aroma das manhãs
No olhar a visão de um amor incompleto
Não esperando que intenda
Pois a alma não é pequena!
sábado, 16 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Clarice Lispector
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
e a ter a petulância de se aventurar como poeta
Sua crítica
Não me importo se você sempre me critíca
Nessa sua reluzente filosofia
Você métricas,das minhas métricas sem medidas
Dos meu decassílabos desalinhados, mas nunca me ensina
Não me fere se tanto reclamas
dos meus versos desordenados,
que lanço no vento...alguns ainda estão em fragmentos
em papéis amassados
Não me encomodo se você não gosta
das frases repetidas
dos sonetos sem sentido
do sonho da valsa, do rondel descabido
da trova estilizada,do acróstico invertido
Eu quero sim,a crítica construtiva
Que ela me faça crescer e aprimorar a escrita
me faça escrever ilusões verdadeiras..noite e dia
E presentiar a todos com real valor da minha póesia
segunda-feira, 4 de maio de 2009
uM TRECHO DE UM AUTOR DESCONHECIDO
ILHA LANZAROTE
ILHA LANZAROTE(Local onde Saramago escolheu p/ morar)
Vento que não se cala
Vento que não se cala
Aqui longe de tudo e de todos
Nessa ilha de solo negro pelos vulcões
Mas que ainda nasce vida...nas flores e pétalas caidas pelo chão
Ainda nasce a poesia,e com ela o dom da criação
Pedaço de terra perdida no mar
TÃO pequena ,distante e escondida
Pois é ;aqui escolhi morar
Sabe daqui de cima do telhado, avisto nesse meu olhar profundo e observador, a maravilha infinita , a cabeceira do mundo
Tudo tão perfeitamente disposto quero criar raiz aqui ...não me permito voltar
Se é um auto exílio, não seiPodem falar resmungar quem quiser...não ligo
Mas preciso aqui permanecer...FINITO
-:-Por Mell -:-24/05/2007
-:-Por Mell -:-24/05/2007
sábado, 2 de maio de 2009
Seu desabafo!

Vc já me disse tanto dessa tua solidão
Dessa tua fome de vida
DA tua espera, dos teus braços abertos
Desses espera dos sonhos
Vc já me disse tanto desse teu medo
Dessa falta de chão
Da tua ânsia de tudo
Desse desejo do teu coração
Vc já me disse tanto desse teu amor
Dessa vontade que guarda contigo
DA tua mais completa verdade
Desse grito contido
Vc já me disse tanto de você
Que parei pra observar
te tirando do poço sem fundo
Te revelando a imensidão desse mundo
Me entregando em teus braços
Matando essa fome de vida
Redescobrindo paço a paço
O valor que está em viver
E pra simplesmente crescer
E descobrir que tb amo você...
Mania de Escrever
"como vem da cana o sumo
Que os paladares adoça,
Flua assim da minha pena,
Flua o amor quanto possa
(Trecho de;Anelo-GOETHE)
=============
Como vem o sol trazendo calor
Que aquece meus dias
Como vem da lua a luz
Que venha também minhas fantasias
Como chega da mente a inspiração
Que decora o meu viver
Como passa da caneta para o papel
Seja sempre viva a minha mania de escrever
Que os paladares adoça,
Flua assim da minha pena,
Flua o amor quanto possa
(Trecho de;Anelo-GOETHE)
=============
Como vem o sol trazendo calor
Que aquece meus dias
Como vem da lua a luz
Que venha também minhas fantasias
Como chega da mente a inspiração
Que decora o meu viver
Como passa da caneta para o papel
Seja sempre viva a minha mania de escrever
Trecho de Fernando Pessoa
SOLIDÃO DESOLA-ME;
A COMPANHIA OPRIME-ME.
A PRESENÇA DE OUTRA PESSOA DESENCAMINHA-ME OS PENSAMENTOS;
SONHO A SUA PRESENÇA COM UMA DISTRACÇÃO ESPECIAL, QUE TODA A MINHA ATENÇÃO ANALÍTICA NÃO CONSEGUE DEFINIR.'' (FERNANDO PESSOA)
Esquecer
Deserto
O velhor trem

Vou pegar esse velho trem
Ainda feito de madeira
Até que um dia chegarei nessa estação
Rumo a saudade Pantaneira
Enquanto o velho trem atravessa o Pantanal
Passando nos dormentes e nos trilhos
Batendo como meu coração sem ritmo
Espero chegar nessa estação como um ritual
Vejo da janela o céu passando
Vejo campos tanto verde
Vejo cores misturadas
Que saudade daquelas tardes na rede
Tantas coisas sem igual
Vou passando com velho trem
Lá me espera álguem...
Vai chegando o velho trem...que atravessa o Pantanal

Não sei se sou sombra
Ou apenas sou o que sobrou de mim
Sombra que vaguei pelas tardes
Embriagada pelo jardim
Não sei se fui eu mesma que recriei
Essa sombra que me deixou
Eu permiti eu me entreguei
E veja o que me sobrou
Se sou sombra , quero me aglutinar na Lua
Mesmo um tanto insegura
Mesmo tento faces e fases
Se sou sombra quero te esconder do sol
Mesmo queimando
Mesmo teimando
Sou sombra?
Não sei, mas continua Amando
A lua do Rio Paraná
Vejo a lua cheia
O céu meio azulado
Por entre os galhos
Das árvores lá da beira do Rio
Aqui é sempre noite de lua cheia
Ela não sai de lá
Ela não sai de mim
De lá da beira do rio
Porque de presente foi me dada
Numa noite enluarada
Só pra me agradar
La na beira do rio
Mesmo que chova
Faça frio
Ela vai estar por entre os galhos
Ela não sai de lá
Lá da beira do Rio Paraná
O céu meio azulado
Por entre os galhos
Das árvores lá da beira do Rio
Aqui é sempre noite de lua cheia
Ela não sai de lá
Ela não sai de mim
De lá da beira do rio
Porque de presente foi me dada
Numa noite enluarada
Só pra me agradar
La na beira do rio
Mesmo que chova
Faça frio
Ela vai estar por entre os galhos
Ela não sai de lá
Lá da beira do Rio Paraná
Silencio

Haja silêncio no mar
As ondas não param de arrebentar
Mas não quero escutar
Haja silêncio céu
Os pássaros e gaivotas b batem suas asas
Continuam a voar
Mas não quero escutar
Haja silêncio no tempo
O vento e a brisa ainda estão na minha frente a dançar
Mas não quero ver nem escutar
Quero apenas escutar o som da tua voz
Na minha alma sussurrar
Lua
Lembranças

Lembranças
Guardei todas as cartas, bilhetes e frases por ti deixadas
Umas foram enviadas outras deixadas pela casa
Guardei todas numa caixa umas já estão amareladas
Coladas num álbum, elas ainda tem teu perfume
Ainda tem a tua digital tua marca
Guardei todas as lembranças ,teus sonhos teus planos
Nossos desejos de felicidade
Guardei a sete chaves
Guardei esse amor que ficou nas entrelinhas
Que ainda queima na poesia
Mas não consome apenas arde
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Luz De Mel
L ua que flutua solitária e faceira
U ma luz que clareia a escuridão
Z umbindo de abelhas,vento soprando
D esenhando flores no no coração
E strela cintilante
M esclando-se com o luar
E u sou luz intinerante
L uz que descortina um olhar
U ma luz que clareia a escuridão
Z umbindo de abelhas,vento soprando
D esenhando flores no no coração
E strela cintilante
M esclando-se com o luar
E u sou luz intinerante
L uz que descortina um olhar
Querer!
Quero o cheiro de alegrim
O sabor das maçãs
Quero ser mandarim
Temperando o sol das manhãs
Quero o perfume das rosas
E o da flor de laranjeira
Quero a pureza queichosa
O colorido da trepadeira
Quero passarinhos cantando
Sobre os galhos das quaresmeiras
E as borboletas enfeitando
Meu jardim e a fonte da ribeira
O sabor das maçãs
Quero ser mandarim
Temperando o sol das manhãs
Quero o perfume das rosas
E o da flor de laranjeira
Quero a pureza queichosa
O colorido da trepadeira
Quero passarinhos cantando
Sobre os galhos das quaresmeiras
E as borboletas enfeitando
Meu jardim e a fonte da ribeira
Apenas um pedido!
Ai meu Deus como eu queria
Que escrevesse só pra mim
Mas seus olhos hoje fitam
A rosa de outro jardim
Talvez ela seja mais perfumada
E até mesmo mais bonita
Mas certamente não é mais apaixonada
Que eu rosa esquecida
Também nem sei se de mim tem lembrado
Pois ele anda muito ocupado
Cuidando de uma rosa em botão
No canteiro la do outro lado
Ai meu Deus como fui ingenua
Deixando assim ele escapar
Meu perfume ja não flui como a açucena
Sozinha estou e vou ficar
Talvez quem sabe uma vez ou outra?
ele me conceda água e atenção
Mas o que eu mais queria
Está com a outra rosa em botão
Que escrevesse só pra mim
Mas seus olhos hoje fitam
A rosa de outro jardim
Talvez ela seja mais perfumada
E até mesmo mais bonita
Mas certamente não é mais apaixonada
Que eu rosa esquecida
Também nem sei se de mim tem lembrado
Pois ele anda muito ocupado
Cuidando de uma rosa em botão
No canteiro la do outro lado
Ai meu Deus como fui ingenua
Deixando assim ele escapar
Meu perfume ja não flui como a açucena
Sozinha estou e vou ficar
Talvez quem sabe uma vez ou outra?
ele me conceda água e atenção
Mas o que eu mais queria
Está com a outra rosa em botão
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