sábado, 2 de maio de 2009



Não sei se sou sombra
Ou apenas sou o que sobrou de mim
Sombra que vaguei pelas tardes
Embriagada pelo jardim
Não sei se fui eu mesma que recriei
Essa sombra que me deixou
Eu permiti eu me entreguei
E veja o que me sobrou
Se sou sombra , quero me aglutinar na Lua
Mesmo um tanto insegura
Mesmo tento faces e fases
Se sou sombra quero te esconder do sol
Mesmo queimando
Mesmo teimando
Sou sombra?
Não sei, mas continua Amando

A lua do Rio Paraná

Vejo a lua cheia
O céu meio azulado
Por entre os galhos
Das árvores lá da beira do Rio
Aqui é sempre noite de lua cheia
Ela não sai de lá
Ela não sai de mim
De lá da beira do rio
Porque de presente foi me dada
Numa noite enluarada
Só pra me agradar
La na beira do rio
Mesmo que chova
Faça frio
Ela vai estar por entre os galhos
Ela não sai de lá
Lá da beira do Rio Paraná

Silencio



Haja silêncio no mar
As ondas não param de arrebentar
Mas não quero escutar
Haja silêncio céu
Os pássaros e gaivotas b batem suas asas
Continuam a voar
Mas não quero escutar

Haja silêncio no tempo
O vento e a brisa ainda estão na minha frente a dançar
Mas não quero ver nem escutar
Quero apenas escutar o som da tua voz
Na minha alma sussurrar

Lua



Lua
Globo de louça de Prateada
Poderia ser porcelana
Perolada
Solta pelo ar
Inteira
Meia
Nova
Cheia de tonalidades
Minguante
Deixando os amantes enebriados
Lua brilhante
Jóia
Preciosidade cristal

Lembranças



Lembranças
Guardei todas as cartas, bilhetes e frases por ti deixadas
Umas foram enviadas outras deixadas pela casa
Guardei todas numa caixa umas já estão amareladas
Coladas num álbum, elas ainda tem teu perfume
Ainda tem a tua digital tua marca
Guardei todas as lembranças ,teus sonhos teus planos
Nossos desejos de felicidade
Guardei a sete chaves
Guardei esse amor que ficou nas entrelinhas
Que ainda queima na poesia
Mas não consome apenas arde

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Luz De Mel

L ua que flutua solitária e faceira
U ma luz que clareia a escuridão
Z umbindo de abelhas,vento soprando

D esenhando flores no no coração
E strela cintilante

M esclando-se com o luar
E u sou luz intinerante
L uz que descortina um olhar

Querer!

Quero o cheiro de alegrim
O sabor das maçãs
Quero ser mandarim
Temperando o sol das manhãs

Quero o perfume das rosas
E o da flor de laranjeira
Quero a pureza queichosa
O colorido da trepadeira

Quero passarinhos cantando
Sobre os galhos das quaresmeiras
E as borboletas enfeitando
Meu jardim e a fonte da ribeira

Apenas um pedido!

Ai meu Deus como eu queria
Que escrevesse só pra mim
Mas seus olhos hoje fitam
A rosa de outro jardim

Talvez ela seja mais perfumada
E até mesmo mais bonita
Mas certamente não é mais apaixonada
Que eu rosa esquecida

Também nem sei se de mim tem lembrado
Pois ele anda muito ocupado
Cuidando de uma rosa em botão
No canteiro la do outro lado

Ai meu Deus como fui ingenua
Deixando assim ele escapar
Meu perfume ja não flui como a açucena
Sozinha estou e vou ficar

Talvez quem sabe uma vez ou outra?
ele me conceda água e atenção
Mas o que eu mais queria
Está com a outra rosa em botão

Orvalho de alma Apaixonada

Sou uma rosa caprichosa
Que um dia foi mimada
Minhas pétalas tem saudade
Do orvalho de alma apaixonada

Sou uma rosa de cor qualquer
Que já nasce encantada
Meu aroma é perfume de mulher
Que o orvalho embriagava

Sou uma rosa de verdade
Que cresce enamorada
Minhas folhas já teveram todas as vontades
E o orvalho docemente acalentava

hoje vivo só a saudade
Por ser cruelmente abandonada
Já perdi a minha vaidade
E o orvalho de alma apaixonada

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Enigma!

não me peça pra traduzir-me
Eu mesmo não me entendo
Posso ser como esse dia amanhecendo
Com o sol subitamente aparecendo
Posso ser manhã chuvosa
com trovões e trovoadas e vento
venho com a tarde anoitecendo
céu estrelado,luar apaixonado...
Não me peça pra definir-me
Posso ser uma curva,um desvio uma esquina
Nos pés sofridos de uma bailarina
Escorregadia e insegura como colombina
Não me peça pra decifrar-me
Sou pauta sem notas,sem cifras
Nesse piano de ilusões
Sou enigma de palavras,sou tudo ou quase nada
nesse labirinto de emoções

Vinte e nove de Janeiro!

Nesse teu dia
Eu queria lhe dar todas as flores colhidas
CAda uma com aroma diferente,com cores matizadas
livres misturadas,com borboletas estilizadas
Nesse teu dia
Eu queria lhe dar todas as luas e suas fases;
Minguante,crescente...
E que rimasse com meu verso eloquente
Nesse teu dia
Eu queria lhe dar todas as manhã ensolaradas de inverno
AS tardes chuvosas e cinzentas de verão
A brisa suave numa melodia desenhando clave
Nesse teu dia
Eu queria lhe dar toda a minha poesia
A mais pura a mais verdadeira
E todo meu amor ,pra uma vida inteira

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Uma Prece!

Deus essa carta escrevo
Sei que não mereço
Mas te peço por favor
É grande esse sentimento
Que carrego em meu peito
Alivia essa dor
Ele só me oferece desprezo
A quem lhe deu apenas amor
Deus me ajude por misericórdia
Desse jeito não posso mais viver
Talvez meu amor foi uma forma iluzória
Que ele usou pra solidão esquecer
Mesmo eu sabendo fui por um tempo feliz
O meu carinho foi verdadeiro
MAs ele esqueceu como poeira de um giz
Deus te peço clamando
Acalme esse meu pranto
Devolva a minha razão
Meu coração foi insano deixando se levar no encanto
Suportanto a desilusão
E agora ele não quer mais me ouvir
Ou fingi as minhas cartas não ler
O silêncio me faz afligir
Deus só tu podes me entender

desisto

Já falei tudo que podia
Não vou mais insistir nem implorar
Depois de um frio telefonema
Percebi que não devo continuar
Talvez lhe falte coragem
De falar a verdade
Tudo não passou de uma louca viagem
E ainda pede minha amizade?
Você deve ter se devertido
Fui um brinquedo pra enfrentar a solidão
Meu peito foi advertido
Mas meu amor eu dei e recebi desilusão
Tua amiga sinceramente não poderei ser
Não sei como podes se meu coração partiu
Mas sei que não poderá me esquecer
Pois não se esquece o que nunca existiu!

Parece que foi ontem

Parece que foi ontem que tudo aconteceu
Você partindo deixando tudo para trás
Me explica ...parece que esqueceu
As juras de amor e muito mais
Por Deus deve haver algum motivo
Eu perdi esse amor e minha Paz
Parece que foi ontem que tudo aconteceu
Você partindo ,deixando tudo para trás
E eu cansei de tentar entender
Porque melhor é a sepáração?
Já não suporto mais sofrer
Algo em mim morreu
Parece que foi ontem que tudo aconteceu

Espero!

Vivo a esperar um dia quem sabe?
Brotar novamente esse amor mas sem disfarce
Numa noite de lua cheia a brilhar
Diante desse extenso mar
Luzindo em teus olhos o desejo
Refletindo em mim tudo que almejo
Horas de caricias e ternura
Foste e é minha cura
Remédio doce e eficaz
ganhar teu amor é viver em PAZ

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Casa do espinheiro


Uma casa não é apenas uma montoado

de tijolos telha,madeira cimento

é muito mais pois quando isso é habitado e se torna um lar

Nasce então sentimento


E ela se harmoniza ganha espírito,ganha vida e passa a fazer parte do nosso caminhar


AH Velha Casa Do Espinheiro!

Como a amamamos tanto

Representa a força o prumo

Nosso refúgio,porto seguro...nosso canto


Quantas lembranças,quantas recordações

Alegrias e risdos,lágrimas e segredos se fundem nessas paredes

Nas quatro gerações que acolheste


Nos eramos uma grande famíliae tu ...casa,era tão pequena

Solta pelo jardim,eu vendo que o coração falou mais alto

Que a compramos num sobresalto


Eu sabia que era contigo

Que queriamos morar eassim felizes seriamos

Era nossa primeira casa

fizemos tantos planos,plantamos árvores,flores

Criamos os filhos..realizamos sonhos


Lá no jardim plantamos uma mangueira e debaixo dela um banco

Depois do jantar e nas tardes de domingo,sentavamos de mãos dadas vendo as crianças correndo pra lá e pra cá

Tinhamos até tempo de namorar

Alías foi esse principal motivo que qui compramos o banco


Mas nada é eterno

Um dia meu amor se foi de verdade

A tristeza caiu em nossas vidas decerto,deixando saudade

Hoje sento no banco ao final da tarde

E a mesma presença ainda me invade

Quase posso to-calo de tão forte


Mas outras alegrias chegaram

vieram os netos,bisnetos

O jardim se enche de alegria

E assim rendo essa homenagem

a asa Do Espinheiro com poesia

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sala de Jantar

O quadro da minha sala
Não tem mais a Santa Ceia
Nem pratos vazios pendurados nas paredes
Os talheres de prata não tinem mais
Essência de sal
Uma garrafa de vinho,uma taça de cristal

Quem me dera
Descortinar a voz materna
Chamando pra refeição

A parede branca hoje
Comprime soluços
Castiçais apagados meu destino no centro da mesa
Num vaso de musgos

Não dou licença p/ o amor passar

Não vou dar licença para o amor passar
quero que ele chegue ,entre pela porta da frente,
coração escancarado,sente-se aqui do meu lado
Seja Bem-vindo,num domingo ou feriado
Mas não venha de passagem
Venha pra ficar
Sinta-se a vontade...faça bagunça,loucuras,arruaça
Nada que vem ,chega de graça
Tenho que esse preço pagar
Quer uma cachaça,ouum pouco de garaná?
Mas sinta-se em casa e venha pra ficar....
Não vou dar licença para o amor passar
Mas quero que venha inteiro sem ter que segurar
Nada dessa história de sobras e migalhas
Não dá pra continuar de recordações e de ressaca
Pode trazer tempestades e vulcões
Não o quero impossível ,quero o imprevisível
Viver de emoção me surpreender,quero me admirar
Seja bem vindo sim,mas que venha pra ficar
Não vou dar licença para o amor passar
Quero que venha e permaneça
Não quero que fique na saudade e de saudade envelheça
Quero dela a diferença,não importa crença ou cor
Por isso não dou licença...
Seja bem-vindo: AMOR!
**************************
BASEADO NA FRASE :ONDE ESTOU QUE DOU LICENÇA PRA O AMOR PASSAR"(VIVIANE CABRAL)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Lágrima Não Mente




L agrima teimosa que tento segurar

A parece em meus olhos derepente sem disfarçar

G arimpando a dor,brotando no peito

R edemoinho de saudade e desejo

I mpulsionando gota a gota ,não tem jeito

M entira seria dizer que não sinto

A tristeza desse amor infindo


No meu coração vai consumindo

A usência que meu corpo sente

Oh meu DEUS! a lágrima não mente


M esmo eu tentando sufocar

E u não sei mais como mostrar a falsa alegria

N em escrever outra forma de poesia

T enho mais é que aceitar

E a lágrima que é verdadeira,deixar pela face rolar
♥Por Mell♥

Um Barquinho de Papel


Essa noiteassim me fala

De u rio Que por aqui passava

E nele toda saudade era lançada

Em barquinhos de papel pautado

Em cada linha manuscrista

Levava aqula frase destinta

Tenho saudades!!


Essa noite ainda me questiona:

Será que o barquinhos chegam ao seu destino?

Ou um atalho chegam a Roma?

Será que encontraram outro apaixonado outro trovador como destinatário?


Talvez melhor seria

Meus bilhetinhos engarrafar

Mas quantas garrafas lançadas foram encontradas no mar?

Eu nunca as encontrei


E´mais ffácil então

Eu perder esse medo de vida

Escrever um trilhão de poesias

e partir pra sua companhia